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Futebol
23 Abr 2020 | 13:22 |
O Benfica repete-o vezes sem conta. Diz o próprio clube da Luz, embora não seja verdade, que mais de metade da população portuguesa é sua adepta, o que inclui juízes, procuradores e responsáveis das autoridades policiais, que são presença regular no camarote presidencial do Estádio da Luz. Quem o noticia, com espanto, não é nenhum canal de televisão ou jornal desportivo português, mas sim a referência mundialmente conhecida The New York Times.
“Um juiz foi tão leal, de facto, que foi distinguido o ano passado com um pin Águia de Ouro, símbolo de uma filiação com 50 anos”, lê-se no artigo publicado esta quarta-feira. Assim, quando foi revelado que um juiz, não o da águia na lapela, mas outro também adepto do clube, iria julgar o caso de Rui Pinto, que “divulgou alguns dos (seus) segredos negros” – as palavras duras, nuas e claras não são do Leonino, são do The New York Times – o caso elevou-se a escândalo.
“Claro que gostaríamos que o juiz fosse alguém que não estivesse comprometido com o Benfica”, disse Francisco Teixeira da Mota, advogado de Rui Pinto.
Para que os leitores norte-americanos e não só percebessem a forma como funciona o clube da Luz, a descrição do The New York Times é objetiva: “Uma equipa em que as vitórias são celebradas, as derrotas lamentadas e em que os fãs têm posições de poder em todos os meios, desde os media à banca e ao governo. Esse poder, dizem os críticos do Benfica, faz com que o clube e o seu presidente tenham influência muito além do futebol, o que explica ser chamado de Polvo”.
O Benfica não respondeu inicialmente ao contacto do jornal norte-americano, tendo reagido já depois da notícia ter sido publicada. Nessa altura, acossado pelo artigo, o clube da Luz escreveu mais do costume, negando algumas das acusações e fazendo spinning: tudo teorias da conspiração.
Além das questões já mencionadas, o jornal americano fala ainda sobre a ‘guerra’ de Ana Gomes neste processo, antes mesmo de referir “a ansiedade de (Rui) Pinto. Porque o seu futuro estará (estava), potencialmente, nas mãos do juiz Paulo Registo, que já assumiu a sua posição considerando-o culpado”, escrevem, antes de relembrarem que, depois de Paulo Registo ter sido escolhido para este processo, “rapidamente apagou as publicações nas suas redes sociais que o ligavam ao Benfica. Entre eles, um ‘gosto’ numa publicação na qual Rui Pinto é chamado de ‘pirata’”.
Além do mais, o The New York Times não deixa de lado o facto de não ser o primeiro caso de Paulo Registo relacionado com o Benfica, realçando o processo de Paulo Gonçalves, onde o clube da Luz não foi pronunciado.
É importante ressalvar que o advogado de Rui Pinto já tinha pensado em emitir um pedido de recusa, tendo em conta as informações previamente adquiridas sobre Paulo Registo. No entanto, o próprio juiz, após as notícias vindas a público, no passado dia 20 de abril, pediu para ser afastado do caso.
Com uma sequência negativa de resultados e com exibições da equipa muito contestadas, muitos são os adeptos que pedem a demissão do técnico leonino
21 Set 2026 | 17:32 |
Ricardo Monsanto, treinador de futebol, analisou n´A BOLA TV as palavras utilizadas por Rui Borges na conferência de impressa pós-jogo entre Sporting e Arouca, que terminou com um empate (2-2), a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa.
Ricardo Monsanto: "Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador"
“O Rui Borges não tem o dom da palavra. Ponto. Não tem o dom da palavra, não sabe acertar as justificações corretas, não sabe seguir em frente muitas vezes. O Rui Borges diz: “ficar com 10 obrigou-nos a vir para trás”. Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador, não foi ficar com 10. Com 10 é possível o Sporting continuar a fazer uma pressão um pouco mais alta".
Ricardo Monsanto: "É uma falta de humildade tremenda de Rui Borges"
"Apesar do Rui Borges não ter um português muito bom, a questão aqui é a seguinte: a humildade. Durante algum tempo, quando o Rui Borges ganhava, queria dar-se a entender como o rapaz de Mirandela, muito humilde. Não, falta muita humildade ao Rui Borges. Especialmente quando perde e este empate soube a derrota".
“É uma falta de humildade tremenda o que o Rui Borges acabou de ter na conferência de imprensa. A expulsão justifica tudo? Não, não justifica tudo. Muitas equipas acabam com 10 jogadores e não sofrem dois golos por causa disso. Uma coisa era se ele estivesse a jogar contra a Juventus, contra o Atlético de Madrid, contra o Manchester United, numa competição europeia, contra outro candidato ao título, percebe-se perfeitamente. Agora, está a jogar contra o Arouca e ele teve a atitude que era natural o Arouca ter se fosse ao contrário. Essa é a questão. O Rui Borges não tem o dom da palavra e não se sabe sequer justificar".
Recorde-se que com este empate, o terceiro nesta edição da prova, o Sporting ocupa a terceira posição do campeonato, com 15 pontos. Numa altura em que as exibições da equipa são cada vez mais contestadas, muitos são os adeptos verdes e brancos que, através de publicações nas redes sociais, demonstram o seu desejo relativamente à demissão de Rui Borges.
Antigo dirigente dos verdes e brancos foi chamado a comentar a fase de má resultados que os leões estão a passar, além da continuidade do técnico
21 Set 2026 | 17:00 |
Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges. O antigo dirigente leonino reconhece que existe uma fação que ainda apoia o treinador, enquanto outra perdeu a tolerância após os resultados mais recentes.
Bruno Mascarenhas: "Sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador"
Em declarações ao jornal Record, o atual vereador da Câmara Municipal de Lisboa explicou as razões para essa divisão. “Neste momento, os sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador. Há uns que apoiam a sua continuidade, porque gostam da personalidade de Rui Borges, da sua forma de comunicar e porque entendem que ele está a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas destacou também o peso das alterações feitas no plantel, sobretudo no meio-campo, mas reconheceu que parte dos adeptos continua marcada pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Torreense e pelos três empates desta temporada em jogos nos quais o Sporting esteve em vantagem.
“Depois, há outros sócios que não perdoam a forma como se perdeu a final da Taça da época passada e estão sem qualquer tipo de tolerância para estes resultados, três empates que resultam de jogos em que o Sporting até esteve em vantagem. E, para os sócios, é natural que a culpa seja do treinador”, referiu.
Questionado sobre a sua posição, o antigo dirigente mostrou-se favorável à continuidade: “Sou daqueles que entende que o treinador merece um voto de confiança, precisamente porque ele esteve sujeito às circunstâncias do mercado e viu-se obrigado a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante"
Mascarenhas acredita, ainda, que o Sporting poderá apresentar uma versão melhor na Champions: “Acredito que na Liga dos Campeões a equipa se irá transfigurar para melhor”, afirmou, apesar de admitir que o arranque no campeonato não tem correspondido às expetativas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante e que, no futebol, as opiniões mudam tão rapidamente que em apenas uma semana o treinador pode ver aumentar muito a pressão para a sua saída".
A pausa para as seleções é vista como uma oportunidade para Rui Borges trabalhar alguns dos problemas coletivos. “É bom para o treinador aprofundar os automatismos da equipa. Vai permitir acalmar e trabalhar de forma descontraída”, explicou.
Para Bruno Mascarenhas, a principal fragilidade está identificada. “Onde se notam maiores debilidades é nos apoios defensivos. É onde tem havido mais falhas. Tem exposto demasiado os defesas-centrais. Talvez por isso o Sporting não tenha acertado ainda na dupla base”, concluiu.
Apesar do empate dos leões na sétima jornada do campeonato, as bancadas do Estádio contaram com uma presença muito especial
21 Set 2026 | 16:46 |
Apesar de uma exibição muito pouco conseguida por parte da formação leonina no encontro frente ao Arouca, a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa, as bancadas do Estádio José de Alvalade contaram com uma presença muito especial.
Entre os 49.941 espectadores presentes nos vários setores do estádio, um deles era Geovany Quenda. O extremo formado em Alcochete, atualmente a atuar com as cores do Chelsea, aproveitou a ocasião para vir assistir à partida dos seus antigos colegas.
Depois de ter sido utilizado por 20 minutos na derrota do clube londrino diante do Brentford (3-0), na Premier League, Quenda esteve em Alvalade para matar saudades daquela que também já foi a sua casa durante os anos em que esteve com o leão ao peito.
O início de temporada do ex-camisola 7 dos verdes e brancos também tem sido muito atribulado. Nas cinco jornadas já disputadas da Premier League, apenas foi utilizado durante 28 minutos, tendo estado fora da equipa em duas ocasiões. Desta forma, terá de procurar afirmar-se nos blues.
Com a pausa para as seleções a começar, Quenda foi chamado para integrar os trabalhos da seleção sub-21. Também Rafael Nel, Eduardo Felicíssimo e Flávio Gonçalves integrarão os trabalhos de Luís Freire. Os sub-21 defrontarão a Bulgária a 25 de setembro, em Pazardzhik, Gibraltar no dia 30, em Ponta Delgada, e a República Checa em 6 de outubro, em Leiria, a contar para a fase de qualificação para o Europeu de categoria.