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Futebol
08 Jan 2026 | 16:20 |
A saída de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United, confirmada na última segunda-feira, ficou marcada não apenas pelo impacto desportivo, mas também por um desfecho financeiro bastante menos favorável do que os números iniciais indicavam. Embora o treinador português ainda tivesse a receber cerca de 13,8 milhões de euros relativos ao que faltava cumprir do contrato, o montante líquido será substancialmente inferior.
De acordo com cálculos divulgados pelo Manchester Evening News, a elevada tributação aplicada no Reino Unido fará com que o antigo treinador do Sporting consiga reter 'apenas' 6,3 milhões de euros. Entre impostos sobre o rendimento e outros encargos obrigatórios, o fisco britânico absorverá uma fatia significativa da compensação, reduzindo de forma drástica o ganho real do técnico.
O impacto financeiro não se limita, no entanto, ao treinador português. O Manchester United também sai penalizado com esta rescisão, uma vez que terá de pagar cerca de 1,7 milhões de euros adicionais em contribuições obrigatórias enquanto entidade empregadora. Assim, a separação representa um processo dispendioso para ambas as partes, num contexto já sensível para o clube inglês.
Este desfecho encerra um ciclo de pouco mais de um ano de Ruben Amorim em Inglaterra. O técnico chegou a Old Trafford em novembro de 2024, após uma passagem altamente bem-sucedida pelo Sporting, onde conquistou títulos e se afirmou como um dos treinadores mais promissores do futebol europeu.
Ao serviço dos red devils, Amorim orientou a equipa em 63 jogos oficiais, somando 25 vitórias, 15 empates e 23 derrotas. Apesar de alguns momentos positivos, a irregularidade dos resultados e a pressão constante acabaram por ditar o seu despedimento.
Avançado senegalês chega a Alvalade em janeiro num acordo milionário e assina vínculo de longa duração protegido por cláusula de rescisão elevada
08 Jan 2026 | 16:13 |
Souleymane Faye vai mesmo ser reforço do Sporting. A informação é avançada pelo jornal Record, garantindo que o negócio está totalmente fechado entre as partes. O jogador prepara-se agora para viajar rumo a Lisboa, realizar os habituais exames médicos e integrar o plantel verde e branco imediatamente.
Segundo a mesma fonte, a operação custa 6 milhões de euros fixos, acrescendo 2 mediante o cumprimento de objetivos desportivos. O Granada salvaguarda ainda uma percentagem numa futura venda. O investimento da SAD leonina reflete a aposta decidida e forte neste talento emergente do futebol vizinho.
O craque senegalês vai rubricar contrato com o emblema de Alvalade válido até 2030. O novo vínculo fica blindado por uma cláusula de rescisão milionária, fixada em 80 milhões de euros. Esta medida robusta visa proteger o ativo valioso contra o possível assédio de tubarões europeus num futuro próximo.
O atleta será assim a primeira cara nova confirmada de inverno no reino do leão. Resta agora perceber se o extremo será o único a chegar ou haverá mais nomes a entrar no mercado de transferências de inverno na turma orientada por Rui Borges para atacar a decisiva segunda metade da época.
Nesta temporada, com a camisola do Granada, Souleymane Faye – avaliado em 1,5 milhões de euros – realizou 21 jogos: 19 na Segunda División e dois na Copa del Rey. Nos 1.649 minutos em que esteve em campo, o avançado, que tinha contrato até 2029, marcou dois golos e fez seis assistências.
Comentador afeto ao Clube de Alvalade não deixou passar a sua mais recente coluna de opinião sem abordar temas relacionados com a arbitragem
08 Jan 2026 | 15:26 |
Carlos Barbosa da Cruz considera que o clima de pressão mediática e institucional no futebol português continua a condicionar decisões da arbitragem em prejuízo do Sporting. Num texto de opinião publicado no jornal Record após o empate dos leões frente ao Gil Vicente, o advogado sustenta que o VAR terá optado pelo silêncio num lance decisivo por receio das consequências externas.
C. Barbosa da Cruz: "Aposto que o VAR detetou a falta sobre Alisson"
Em causa está o golo do empate da equipa de Barcelos, precedido de uma infração não sancionada sobre Alisson Santos: “Aposto que o VAR Vasco Santos detetou a falta sobre o Alisson, que precedeu o golo do empate do Gil Vicente”, escreve Carlos Barbosa da Cruz, acrescentando que acredita que o VAR “pensou em alertar o árbitro e aconselhá-lo a anular a jogada”.
No entanto, segundo o autor, essa intenção terá sido travada por um contexto de intimidação instalado no futebol nacional. “O seu subconsciente, contudo, dissuadiu-o”, afirma, descrevendo um cenário em que o VAR antecipa “o comunicado que o Benfica iria de imediato publicar, criticando-o asperamente, por mais este favorecimento do Sporting”.
Carlos Barbosa da Cruz aponta ainda para o papel dos comentadores e antigos juízes que dominam o espaço mediático: “Depois considerou a multitude de ex-árbitros, omnipresentes nos media e supostamente isentos, que o iriam crucificar”, escreve, referindo também “a miríade de comentadores televisivos e radiofónicos que o acusariam, dias a fio, de todos os males do inferno”.
No texto, o comentador afeto aos leões alarga a crítica à cobertura mediática e a determinados canais televisivos, evocando “os insuspeitos locutores da CMTV, sempre de língua afiada em tudo o que tenha a ver com deitar abaixo o Sporting”, bem como a previsíveis reações de dirigentes e treinadores rivais.
Mais grave, segundo Carlos Barbosa da Cruz, são as consequências pessoais que este tipo de polémica pode gerar para os árbitros. O cronista refere o receio de ver “o seu nome arrastado na lama das redes sociais”, de receber “mensagens ameaçadoras” e até de ver “os filhos enxovalhados na escola”.
Entre lesões, castigos e ausências na CAN, treinador dos leões prepara-se para apresentar frente ao gansos uma nova estrutura
08 Jan 2026 | 15:00 |
Rui Borges volta a enfrentar um cenário delicado, com o número de lesionados a aumentar e várias ausências forçadas a condicionarem as opções. Geovany Quenda, Pedro Gonçalves e Nuno Santos continuam fora por lesões de longa duração, enquanto Ricardo Mangas, Fotis Ioannidis e Eduardo Quaresma juntaram-se recentemente ao boletim clínico. A este cenário soma-se ainda a ausência de Ousmane Diomande, que permanece ao serviço da Costa do Marfim na Taça das Nações Africanas.
Nem tudo são más notícias para o técnico dos leões. Gonçalo Inácio já cumpriu o castigo imposto após a expulsão frente ao Gil Vicente e está novamente disponível. Geny Catamo regressou a Alvalade depois da eliminação de Moçambique nos oitavos de final da CAN, enquanto Daniel Bragança voltou gradualmente à competição, tendo alinhado pelo Sporting B e marcado presença no banco na meia-final da Taça da Liga. Ainda assim, os problemas persistem, sobretudo com a lesão de Eduardo Quaresma e o castigo de Maxi Araújo para o próximo jogo.
Em 29 jogos oficiais realizados em 2025/2026, Rui Borges já utilizou 14 linhas defensivas diferentes. Fresneda e Vagiannidis dividiram o lado direito, enquanto à esquerda estiveram Maxi Araújo, Mangas e Matheus Reis. No eixo central, Gonçalo Inácio foi o elemento mais constante, formando dupla com Diomande, Debast e Quaresma.
Para o encontro com o Casa Pia, as opções continuam limitadas. Estão disponíveis Fresneda e Vagiannidis à direita, Matheus Reis à esquerda e Gonçalo Inácio no centro. Debast deverá regressar dentro de dias e Diomande poderá ainda ser opção, caso a Costa do Marfim seja eliminada pelo Egito nos quartos de final da CAN. Independentemente desse cenário, será inevitável a utilização da 15.ª linha defensiva da temporada.
O Sporting volta a entrar em campo na sexta-feira, dia 16 de janeiro, frente ao Casa Pia. O encontro, a contar para a 18.ª jornada da Liga Portugal Betclic, diante da formação orientada por Gonçalo Brandão, jogar-se-á às 20h15, em casa dos Leões.