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Varandas vê ordenado subir no Sporting e já se sabe quanto pode vir a ganhar
03 Out 2026 | 10:00
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17 Fev 2022 | 10:40 |
Frederico Varandas não tem dúvidas de que “o mandato que agora cessa ficará na História do Clube como aquele que trouxe um dos expoentes máximos de sentido de identidade e pertença dos Sócios do Sporting com o seu Clube de ADN”. Num artigo de opinião no Jornal Sporting – tal como Ricardo Oliveira e Nuno Sousa –, o Presidente do Sporting destaca ainda os “seis títulos no futebol, mais do que a soma das conquistas dos nossos principais rivais juntos no mesmo período”, lembrando também as conquistas das modalidades.
“Os próximos quatro anos serão críticos para o Sporting Clube de Portugal”
Triunfos no futebol: “Mais do que a soma das conquistas dos nossos principais rivais juntos no mesmo período”
Conquistas das modalidades: “Representam 31% de todos os títulos internacionais do Clube nos seus 115 anos de História”
Futuro: “Além da continuação e consolidação do trabalho em curso, nós queremos um Sporting Clube de Portugal que seja ator principal desta nova Era”
“Um Sporting CP dos Sócios, com os Sócios, para os Sócios”
Os próximos quatro anos serão críticos para o Sporting Clube de Portugal conseguir dois objetivos fundamentais para o seu desenvolvimento: i) consolidação do modelo atualmente em prática, assegurando a edificação das bases para o futuro; ii) preparar a entrada do Clube na nova Era em que o mundo vive. Consolidação do modelo atual É com um enorme orgulho que o mandato que agora cessa ficará na História do Clube como aquele que trouxe um dos expoentes máximos de sentido de identidade e pertença dos Sócios do Sporting com o seu Clube de ADN. Tendo conseguido fazê-lo assente num modelo que assegura um desenvolvimento sustentável e sustentado no tempo, recuperando também por isso mesmo, a credibilidade e seis títulos no futebol, mais do que a soma das conquistas dos nossos principais rivais juntos no mesmo período. Voltámos também ao palco dos melhores 16 clubes da Europa, marcando presença pela segunda vez na nossa História nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Nas restantes modalidades, conseguimos vários títulos nacionais, 12 europeus e um mundial, que representam 31% de todos os títulos internacionais do Clube nos seus 115 anos de História. As bases estão lançadas, mas é crítico continuar neste caminho. Preparar o Clube para uma Nova Era O mundo entrou numa nova Era e o Sporting também tem que o fazer. Por isso mesmo, além da continuação e consolidação do trabalho em curso, nós queremos um Sporting Clube de Portugal que seja ator principal desta nova Era. POR UMA NOVA ERA VERDE. A liderar, com um propósito claro visível. Um Clube que inspira as pessoas a tornarem-se na melhor versão de si para inspirar todos os demais. A liderar por um exemplo no que faz. E como o faz. Inspirar os outros. Um Clube líder do seu próprio destino e que escreve o seu percurso a nível mundial no âmbito dos clubes desportivos. Assumimos uma visão expansionista para o Sporting Clube de Portugal enquanto organização, perseverando e partindo do seu epicentro – o Desporto. Um futuro que, acreditamos, deve ser sustentado em três eixos – Sustentabilidade, Colaboração e Performance – e quatro pilares – Pessoas, Estrutura, Suporto e Interação – e uma única forma de estar – The Green Way. Existe hoje uma nova visão do mundo, o Desporto assume um papel nuclear, quer pela prática do mesmo, quer pela sua componente de relacionamento humano. A força da marca que as organizações desportivas têm, a capacidade mobilizadora e social, a importância na saúde física e mental ganham uma dimensão que conquista um pódio de referência e que se assume como uma referência para o exterior. Os desafios são enormes e, comparativamente a outros tempos, assistimos a uma enorme necessidade de rapidez de adaptação que cada indivíduo e organização têm (ou não) aos mesmos, e que determinará a sua sobrevivência ou o seu maior, ou menor, sucesso. Candidatamo-nos à renovação da presidência do Sporting CP, com este duplo alcance – continuar e inovar – e um único sentido: Sporting CP acima de tudo. O respeito pelos princípios e valores na base de tudo. Um Sporting CP dos Sócios, com os Sócios, para os Sócios.
Fotografia de Sporting
Dirigente surge a desfrutar de alguns dias de descanso numa altura em que o futebol de clubes está parado devido aos compromissos das seleções
04 Out 2026 | 10:51 |
Frederico Varandas aproveitou a pausa no calendário competitivo para passar alguns dias na Madeira. O Presidente do Sporting esteve este fim de semana na ilha e foi fotografado no restaurante Casa dos Salgados, que partilhou o momento nas redes sociais.
A presença do dirigente no espaço foi divulgada pela própria gerência, que agradeceu a visita através de uma publicação acompanhada por fotografias. O dirigente surge assim a desfrutar de alguns dias de descanso numa altura em que o futebol de clubes está parado devido aos compromissos das seleções.
O líder dos leões aproveita o intervalo na competição enquanto a equipa principal também beneficia de um curto período de folga. O plantel orientado por Rui Borges regressa aos trabalhos na próxima segunda-feira, dando início a mais uma semana de preparação.
Outubro será, entretanto, um mês particularmente preenchido fora das quatro linhas. O líder leonino tem duas Assembleias Gerais no calendário: a primeira do clube está marcada para 11 de outubro, enquanto a da SAD terá lugar no dia 26.
Nesta última estará também em discussão a proposta relativa à remuneração de Varandas para 2026/27. De acordo com a informação comunicada à CMVM, o Presidente da SAD poderá atingir os 890 mil euros entre valores fixos e variáveis, o que representa um aumento de 18,7% face ao teto máximo previsto para a temporada anterior.
Antigo administrador da SAD centrou críticas no dirigente máximo do Clube de Alvalade e nos restantes administradores executivos
03 Out 2026 | 16:33 |
Nuno Correia da Silva questionou os rendimentos dos administradores da Sporting SAD relativos à temporada 2025/26, colocando em causa a subida das remunerações numa época em que, na sua perspetiva, os resultados desportivos ficaram aquém das expetativas.
Num artigo publicado no jornal 'O Jogo', o antigo administrador da SAD centrou as críticas em Frederico Varandas e nos restantes administradores executivos: “Rendimentos milionários numa época sem títulos. Do ponto de vista desportivo a época foi um fracasso, o Sporting não ganhou o campeonato, teve uma prestação desastrosa na Taça de Portugal, onde perdeu na final para o Torreense, da segunda liga, e a nível europeu também não conquistou qualquer título. A pergunta que tantas vezes foi repetida, e tanto intrigava os adeptos sportinguistas, recebeu resposta no relatório e contas da SAD, referente a 2025/2026, apresentado e publicado a 22 de setembro. Era difícil identificar as razões, ou perceber o que motivou a Direção da SAD a vender mais de 90% da equipa que tinha sido bicampeã. Uma equipa equilibrada, articulada, com boa ligação entre setores e com jogadores na designada "idade de ouro". As razões estão vertidas no relatório, os administradores da SAD duplicaram os seus rendimentos com fundamento nos resultados financeiros, essencialmente, com a venda de jogadores”.
O gestor prosseguiu com a análise aos valores recebidos pelos responsáveis da SAD: “O presidente da SAD do Sporting, Frederico Varandas, recebeu 776.500€, praticamente duplicou o rendimento obtido em 2024/25, época em que ganhou 390.000€. Um aumento de quase 100%. Os restantes administradores executivos da SAD, Francisco Salgado Zenha e André Bernardo, também foram aumentados, mas mais moderadamente, passaram de 514.000€ para 586.000€. Do ponto de vista desportivo a época foi um fracasso, o Sporting não ganhou o campeonato, teve uma prestação desastrosa na Taça de Portugal, onde perdeu na final para o Torreense, da segunda liga, e a nível europeu também não conquistou qualquer título. Por isso, os prémios que os administradores atribuíram a si mesmo são resultado, essencialmente, da prestação financeira”, acrescentou.
N. Correia da Silva: “É uma situação insólita"
Nuno Correia da Silva considera que existe uma contradição entre a valorização financeira da temporada e a ausência de conquistas no plano desportivo: “É uma situação insólita, o presidente do Sporting ganha, numa época em que não ganhou nada, o dobro do que tinha ganho na época anterior em que o Sporting fez a dobradinha, ganhou tudo. Quando o resultado financeiro prevalece sobre o resultado desportivo, nas remunerações de quem decide, as opções começam a ter prioridades que subvertem o propósito do próprio clube. Estes critérios explicam muito do que não conseguíamos compreender, explicam porque se fizeram tantas vendas, por que se desmantelou uma equipa e se quebrou um ciclo vencedor”, apontou.
A fechar, deixou uma questão sobre os critérios utilizados para definir os prémios: “A situação obriga a colocar uma pergunta: será que faz sentido os administradores receberem prémios por resultados financeiros sem existirem resultados desportivos? Desde o primeiro ano de mandato, época 2028/2019, o presidente do Sporting aumentou o seu rendimento em 550%. E o vice-presidente, Francisco Salgado Zenha, aumentou em 650%. Não há nada comparável na história do Sporting”, escreveu
Administração do Clube de Alvalade justifica iniciativa com a necessidade de aumentar a flexibilidade financeira da sociedade
03 Out 2026 | 11:37 |
A Sporting SAD vai levar à Assembleia Geral de acionistas, marcada para 26 de outubro, uma proposta para obter autorização para realizar um ou mais empréstimos obrigacionistas num valor global que poderá atingir os 150 milhões de euros. A eventual autorização terá uma duração de cinco anos, permitindo à administração leonina recorrer a este mecanismo de financiamento até outubro de 2031.
A proposta submetida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) estabelece ainda que cada operação poderá ter uma maturidade máxima de 10 anos. Ou seja, caso os acionistas aprovem a medida, o Sporting ficará com margem para definir diferentes operações ao longo dos próximos anos, ajustando os respetivos montantes e prazos às necessidades da SAD.
A administração liderada por Frederico Varandas justifica a iniciativa com a necessidade de aumentar a flexibilidade financeira da sociedade. O recurso ao mercado obrigacionista permite diversificar as fontes de financiamento e adaptar cada operação às condições existentes no mercado e às necessidades concretas do clube no momento em que esta seja realizada.
A autorização poderá também ser utilizada para operações de refinanciamento. Entre as possibilidades previstas está a realização de ofertas públicas de subscrição ou de troca, incluindo a substituição de obrigações atualmente existentes, como os empréstimos obrigacionistas Sporting SAD 2024-2027 e Sporting SAD 2024-2028.
A decisão ficará agora nas mãos dos acionistas da SAD, que se reúnem no Estádio José Alvalade no final de outubro. A proposta surge num momento em que o Sporting apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros no exercício de 2025/26 e procura manter margem de manobra para gerir as suas necessidades de financiamento nos próximos anos.