O Rugido do Estádio de Alvalade
Corte com as claques foi um passo de maturidade institucional. Falta dar o passo seguinte: substituir o que era mau por algo melhor – não por nada
18 Fev 2020 | 08:00
Zenha tem contratos para descontar, tem passes de jogadores para alienar, tem sócios e parceiros para potenciar. Tem direitos a exigir e obrigações a cumprir.
A entrevista de Francisco Zenha publicada no passado sábado no jornal Expresso foi entendida por mim como um pedido de ajuda e uma afirmação de incapacidade para olhar para o futuro e tentar recriá-lo, e uma demonstração de arrependimento pela falta de perceção inicial da realidade do Sporting e do que vinha a ser feito pelos seus antecessores. E por antecessores, não me reporto só a mim.
Assim, quais são para mim as sete varas com que Zenha se vestiu? Vamos então:
Assim, e em conclusão, Zenha repete os erros do seu Presidente, além dos tiques autocráticos que nada acrescentam e que me vou abster de comentar. Fala de uma herança que, no caso do Sporting Clube de Portugal, é a herança de uma das maiores instituições portuguesas, com uma das marcas mais valiosas do País. Tem contratos para descontar, tem passes de jogadores para alienar, tem sócios e parceiros para potenciar. Tem direitos a exigir e obrigações a cumprir. E uma dessas obrigações é cumprir com o lema do Sporting Clube de Portugal, de esforço, dedicação e devoção. E, sinceramente, pouco tenho visto destes três pilares fundamentais para a sustentabilidade do Clube e dos seus stakeholders.
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