Momento de Parar para Encarreirar
Que se pare, que se identifiquem os erros – que se aprenda rapidamente – e que se prepare, desde já, essa final como se fosse o único jogo que resta
30 Abr 2026 | 16:33
Que se pare, que se identifiquem os erros – que se aprenda rapidamente – e que se prepare, desde já, essa final como se fosse o único jogo que resta
O Sporting chega a este momento final e decisivo da época como se viesse de duas épocas distintas: uma primeira, afirmativa, segura, com brilho, um Leão dono e senhor de si próprio. E outra, esta reta final, onde tudo parece mais pesado, mais lento, mais curto de ideias e de soluções no corpo cansado da equipa, na ansiedade das bancadas e, sobretudo, na frustração de quem percebe que havia mais, muito mais, ao alcance.
Não é apenas uma quebra física, ainda que seja evidente, nem apenas anímica. É,acima de tudo, o reflexo de decisões.
E é aqui que importa ser claro: há responsabilidade. E ela tem nome.
A gestão da Direção.
Num clube onde a estrutura diretiva assumiu um papel central na construção do plantel e na definição da estratégia desportiva, não há como fugir a essa evidência. Quando se acerta, deve dizer-se. E muito se tem acertado nos últimos anos, para grande felicidade do Sporting e dos Sportinguistas. Mas quando se falha – e agora falhou-se – também.
O Sporting falhou no planeamento. Falhou na gestão dos ativos. Falhou no mercado de inverno, esse momento tantas vezes decisivo e que, desta vez, passou ao lado como se nada houvesse a corrigir. Houve uma confiança excessiva, uma espécie de crença tácita de que bastaria manter tudo como está para garantir o destino. O futebol raramente perdoa essa soberba silenciosa.
A oportunidade do tricampeonato perdeu-se aí – não apenas nos últimos jogos em que a equipa deixou de vez de ter soluções, mas antes disso, nas decisões que não foram tomadas.
Faltaram soluções ofensivas numa fase crítica da época. Faltou profundidade. Faltou, por exemplo, Alisson – cuja saída, difícil de compreender no timing em que aconteceu, retirou à equipa uma alternativa que hoje, como no passado recente, nomeadamente nos compromissos com o Arsenal, teriam feito toda a diferença. Não se trata de revisionismo barato, trata-se de constatar o óbvio que no momento muitos adivinharam e que o tempo confirmou.
Mas há mais.
A recorrente incapacidade de manter o plantel fisicamente disponível levanta questões sérias sobre a unidade de performance clínica do clube. Não é normal, nem aceitável, que ano após ano o Sporting atravesse fases decisivas com mais de uma dezena de jogadores indisponíveis ou limitados. Num clube que se quer estável, consistente, competitivo e europeu, isto não pode continuar recorrentemente a ser tratado como algo que acontece.
É estrutural. E o que é estrutural exige resposta estrutural.
Dito isto, há ainda uma época para salvar. E essa passa, inevitavelmente, pela conquista da Taça de Portugal.
Esta será das finais de maior peso simbólico e prático. Não apenas pelo troféu, mas pelo que a vitória irá representar: a capacidade de uma equipa parar, pensar, recuperar – e de responder. É isso que se exige agora. Que se pare, que se identifiquem os erros – que se aprenda rapidamente – e que se prepare, desde já, essa final como se fosse o único jogo que resta. Porque, na verdade, é.
O Sporting não joga sozinho. Compete com adversários se reforçam continuamente, que investem mais, que gastam mais. E ainda assim o Sporting tem conseguido, com mérito, não apenas manter-se na discussão, mas suplantar e superar a concorrência.
O Sporting tem sido, de facto, o melhor.
Ao longo dos últimos anos, a direção do Sporting Clube de Portugal tem vindo a desenvolver um trabalho absolutamente extraordinário, o qual é reconhecido por todos – mas atenção: tal não pode servir de desculpa para o que está e ficou por fazer.
Até porque é tempo de preparar o que aí vem.
É tempo de ajustar. De corrigir. De agir com a lucidez que faltou quando ainda havia margem para não falhar.
Porque no Sporting, como na vida, não basta estar nas decisões.
É preciso chegar ao fim das decisões.
E no Sporting, no fim, é preciso vencer.
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