Mariana Cordeiro Ferreira
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16 Fev 2020 | 08:00

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Mariana Cordeiro Ferreira

ESTE AMOR QUE NOS CONSOME

É o amor que me faz ter um 1906 tatuado, é o amor que me deixa com a lágrima no olho cada vez que vejo uma criança com o símbolo do leão rampante ao peito.

Sexta-feira foi dia dos namorados, foi dia de celebrar o amor, de ver os facebooks e instagrams de toda a gente cheios de fotografias com a cara metade e com juras de amor eterno.


Todos os anos gosto de fazer uma publicação semelhante, normalmente sou eu com uma t-shirt do Sporting vestida e com a frase do “Feliz Dia dos Namorados, amor da minha vida!“ Pode até parecer ridículo, mas é isso que acontece , porque dia 14 de Fevereiro é dia de celebrar o amor e eu faço questão de celebrar o meu .

É um amor diferente. O amor entre um adepto e o seu clube não pode ser comparado aquele que existe entre duas pessoas, e muito menos poderá ser comparado quando o clube de que falamos é o Sporting Clube de Portugal.


Porque este amor consome-nos. É aquele amor que nos magoa muito mais do que aquilo que nos deixa felizes, é aquele amor que nos faz ficar deprimidos quando chegamos à conclusão que este ano também não vai ser, é aquele amor que nos faz ficar zangados, que nos faz gritar de raiva por não o compreenderem, que nos faz dizer de cabeça quente e da boca para fora que “se for para ser assim mais vale não ser de todo, já chega! “

Mas também é aquele amor que nos preenche como até hoje ninguém fez, é aquele amor que nos enche o coração, que nos deixa tranquilos quando sabemos que ele está por perto, é aquele amor que nos canta a nossa música favorita ao ouvido e que cada vez que nos tem em Alvalade, nos abraça da forma mais ternurenta que podemos conhecer.


“O Amor não se explica“ é a frase mais clichê que podemos ler a 14 de Fevereiro, mas para quem ama este clube como cada um de nós é a melhor definição que poderemos encontrar. É o amor que me faz estar a escrever este artigo a caminho de Vila do Conde, é o amor que me faz acreditar que, por muito que tenhamos passado o cabo das tormentas desde o ataque a Alcochete, as coisas vão melhorar.

É o amor que me faz ter um 1906 tatuado, é o amor que me deixa com a lágrima no olho cada vez que vejo uma criança com o símbolo do leão rampante ao peito. É aquele amor que me deixa ansiosa cada vez que chega a altura do jogo. É aquele amor que sei que me irá sempre magoar e que mais cedo ou mais tarde me deixará cair. É aquele amor que aparenta ser o pior do mundo, mas que eu não empresto, não dou, não troco. É o melhor do mundo. E pinta-se de verde e branco.

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