Momento de Parar para Encarreirar
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06 Jul 2020 | 10:00
Um bom reflexo do atual “estado de união” no 114º aniversário do Clube, onde o próprio jornal Sporting funciona como um “lança mísseis” ao serviço do poder vigente.
Jogando hoje em Moreira de Cónegos a 30ª jornada, o Sporting tentará repor a diferença para o Braga, de novo, em cinco pontos, após a vitória dos arsenalistas contra o Aves. Depois das vitórias contra equipas da segunda metade da tabela (Aves, Paços de Ferreira, Belenenses SAD e Gil Vicente), a equipa liderada por Ruben Amorim defrontará, de novo, uma equipa posicionada acima do 10º lugar, curiosamente bem perto de Guimarães, onde, já pós-confinamento, empatou a duas bolas. São cada vez mais os sinais, no ecossistema leonino, de um epifenómeno de fanfarronice, alicerçado nas quatro vitórias consecutivas, com expoente na teoria do “foguete em direção ao topo” (1) expressada no Twitter por Miguel Cal, ex-administrador da SAD. No entanto, a vitória dos encarnados na Luz, embalados por Helton Leite (2), no passado sábado, pode ter tirado um pouco de gás ao “foguete da bazófia”. O segundo lugar, com o correspondente acesso ao Play-off da Champions, ficou mais longe, tendo para mais que, na 1ª volta, o Sporting foi derrotado em Alvalade por 0-2 com o eterno rival, o que leva, para já, a mais uma desvantagem direta, a somar às que temos em relação a Braga, Rio Ave, Famalicão. Um dos enormes desafios para Ruben Amorim será mesmo manter “os pés no chão” de jogadores, dirigentes e adeptos em geral numa época em que, caso ocorra mais uma derrota, será a época em que o Clube foi mais vezes derrotado, no decorrer dos seus 114 anos de história (3). Sem dúvida, mais um recorde que nem mesmo com uma 3ª volta (1) era apagado… Na passada quarta-feira, na edição comemorativa dos 114 anos do Sporting Clube de Portugal, destaque para a coluna de opinião de Tito Arantes Fontes, presidente do Grupo Stromp, no jornal Sporting. No meio da habitual “chuva” de pontos de exclamação, Tito escreve um artigo, assumindo sem pudor, apoio à Direção de Varandas, não se coibindo de invetivar quem discorda dos atuais órgãos sociais. Sobre o tema Amorim, Tito afirma que “Rúben Amorim. fosse “obra” do acaso... e não – como sucedeu – uma decisão ponderada e uma escolha definida e querida! Da Direcção! De Frederico Varandas!” (4). Seguidamente, o presidente do Grupo Stromp passa ao ataque, nomeadamente onde afirma que “Este tema da discussão actual desta “segunda volta” insere-se “na tentativa de descredibilizar no imediato a legitimidade do actual presidente” (4). No final do artigo, torna-se mesmo contundente sobre a iniciativa Sporting Com Rumo, classificando-a de “organizações privadas”, finalizando num ataque público, mencionando “Não há, assim, contrariamente ao que é falsamente relatado e insinuado numa coluna subscrita por um Sportinguista de um dos jornais desportivos de sábado, dia 27 de Junho, qualquer “falhanço total (eventualmente propositado)” na organização do Congresso”. (4) visando diretamente Dias Ferreira, ele próprio um Stromp, pelo artigo escrito no Jornal A Bola (5). Um bom reflexo do atual “estado de união” no 114º aniversário do Clube, onde o próprio jornal Sporting funciona como um “lança mísseis” ao serviço do poder vigente. Surpreendentemente, após o feroz ataque de Miguel Braga ao jornal A Bola, no passado dia 14 de Junho no site do Sporting (6), tivemos, neste fim-de-semana, com honras de capa e quatro páginas de reportagem por Irene Palma, ex-diretora de comunicação do Sporting no mandato de Godinho Lopes (7), a notícia de que Varandas dá a mão a Fábio Paim, abrindo a porta a uma nova oportunidade no Sporting. De facto, é frisado, na supracitada capa, que o “Presidente do Sporting recebeu antigo jogador em Alcochete num emocionante regresso a casa”. De saudar o espirito de compaixão de Varandas, pois se até Paim, recentemente condenado por venda de estupefacientes (8), pode retornar a uma Academia cheia de jovens atletas, também existirá capacidade para usar da mesma compaixão para com os membros de grupos organizados de adeptos, alguns deles até inocentados recentemente pela Justiça Portuguesa. É que, tal como na famosa parábola, se houve retorno do Filho Pródigo, não podemos ter, ao mesmo tempo, “filhos e enteados”!
Diretor Leonino
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