Roberto Carvalho

13 Mai 2023 | 11:59

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Roberto Carvalho

O ADIAMENTO É PREFERÍVEL AO ERRO

Tudo isto serve para refletirmos que nem o Sporting é uma monarquia nem o seu Presidente é uma Rainha de Inglaterra.

No passado Sábado todos tivemos a oportunidade de, querendo, assistir à coroação de Carlos III  aproveitar a oportunidade para questionar-se, nos dias de hoje, em termos práticos, se faz ou não sentido a existência e manutenção de uma monarquia. Foi, mesmo, realizada uma sondagem de onde resultou que tal sistema é uma marca e possui uma dimensão que se encontra muito enraizada na sociedade britânica. Certo é que a monarquia passou de um sistema político para um entretém simbólico. Carlos III, que  foi coroado rei numa cerimónia faustosa e, como o já dito por outros, na verdade não vai mandar rigorosamente nada e, provavelmente, vai acabar como Rei de Inglaterra — com a Escócia, Irlanda do Norte e talvez Gales, de que foi príncipe tantos anos, já fora do reino.


Ora tudo isto serve para refletirmos que nem o Sporting é uma monarquia nem o seu Presidente é uma Rainha de Inglaterra. Por outro lado, o poder dos reis, em termos téoricos,  é proveniente da doutrina política e religiosa do absolutismo político. Tal constitui um termo genérico utilizado pelas ideias que justificam a autoridade e a legitimidade de um monarca, em que a doutrina sustenta que um Rei deriva seu direito de governar da vontade divina e não de qualquer autoridade temporal, nem mesmo da vontade de seus súditos. Escolhido por Deus, um monarca é responsável apenas por ele e só deve ser responsabilizado pelos seus atos perante Deus.

No desporto, em geral, e no futebol em particular, por vezes, parece que existe um sistema deste tipo e, quando há criticas, os seus autores são logo apelidados de algo ou conotados com qualquer facção contestatória, como se uns fossem republicanos e outros adeptos da monarquia e o “Rei” assume-se como não ter que prestar contas a quem quer que seja.


Tal não faz sentido.

Porém, o que faz (ou deveria) fazer sentido, hoje e sempre, no (quase) findar de uma época deficitária em vários níveis, como o futebol ou modalidades, seria prestar contas (quer quanto ao clube quer quanto à SAD) e falar abertamente com os sócios quer em Assembleias Gerais, quer no Estádio quer em momentos como o do dia 7 de Maio em homenagem a adeptos que faleceram quer pela queda do varandim do antigo Estádio de Alvalade quer no que faleceu no Estádio Nacional na fatídica final da Taça de Portugal.


É que o simbolismo tem valor, mas dar a cara também. Ir aos eventos apenas por simbolismo é pouco ou nada, o que nos leva ao inicio, ou seja, ao simbolismo inócuo e um quase absolutismo manifestamente desnecessário.

Tudo isto vem a propósito de uma ordem de trabalhos escolhida para uma Assembleia Geral que, apesar de economicamente fazer sentido o que se defende, em termos práticos está-se a comparar o incomparável e, em termos de “timing”, praticamente potencia o aparentar de ser uma afronta aos acionistas da SAD (sem esquecer os adeptos e associados quanto ao clube)

Há um ditado que continua a ser esquecido e, assim, eventualmente, por aplicar que refere que Mais Se Beneficia Quem Melhor Serve.

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Roberto Carvalho
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