
Sporting: um mercado de janeiro sem sentido
O Clube de Alvalade fez um mercado de janeiro fraco, com poucos reforços e um plantel cheio de indisponíveis e esgotado fisicamente.
14 Nov 2020 | 10:08
A bem do futebol a corrupção tem de começar a ser punida e severamente, caso contrário será o futebol o grande condenado nesta história toda.
Esta semana fomos assolados com notícias que, mais uma vez, rebaixam o futebol e retiram-lhe muito do seu encanto, porque, novamente, se percebe aquilo que já há muito sabemos, mas que, dentro da magia que acontece nas quatro linhas, muitas vezes apenas nos recusamos a ver: que os interesses subversivos e jogos de poder extra futebol são mais que muitos e que aquilo que vem a público é só o levantar do véu. Infelizmente, por estratégia ou infelicidade na comunicação, no mesmo dia em que são feitas buscas pela Polícia Judiciária a clubes por fortes indícios de corrupção desportiva, foi também efectuada uma operação semelhante no Sporting, mas por motivos muito diferentes. É certo que nunca é bom ver o nosso Clube envolvido em qualquer tipo de operação policial ou processo judicial, contudo, meter o que se passou em Alvalade com o que se passou noutros clubes no mesmo saco, apenas porque se decidiu, ingenuamente ou não, levar a cabo as operações no mesmo dia, já é esticar a corda, tentar desestabilizar o Sporting num bom momento e desviar o foco das atenções de locais em que ano após ano, as investigações se sucedem, as buscas já são algo corriqueiro e a impunidade impera. Que não restem dúvidas que a investigação que o Sporting enfrenta não é leve nem benéfica para o Clube, mas não tem qualquer implicação desportiva, pois trata-se de indícios de branqueamento de capitais. Quanto muito, o Clube é mais vítima do que outra coisa qualquer, pois, a provar-se, mais uma vez os seus interesses foram esquecidos e a Instituição Sporting foi, novamente, instrumentalizada para proveitos de outrem. Já a outra investigação em curso envolve vários crimes, vários intervenientes, numa mega operação que envolve indícios de crimes fiscais e de corrupção activa e passiva, bem como favorecimento indevido, todos eles - à excepção dos fiscais - com implicações desportivas gravíssimas, pois que, a comprovar-se o cometimento dos mesmos, significará que a verdade desportiva foi, novamente, alterada e isso, quer se queira quer não, tem implicações não só para todos os Clubes da I Liga, que terão feito parte, com conhecimento ou não, dum teatro de fantoches, mas também para todo o futebol e panorama desportivo. É importante que não se misture o trigo com o joio e o Sporting, além da instrumentalização de que acima se falou, não sirva igualmente como manobra de distracção para ocultar os males alheios, pois intencionalmente ou não, foi isso que aconteceu, juntamente com alguma confusão inicial, onde se chegou a veicular que a operação no Sporting estaria relacionada com a outra que ocorria noutros clubes, como se alguma vez o Sporting se pudesse meter no mesmo rol que outros conjuntos desportivos. E é preciso que se faça bem essa destrinça, ainda que a existência de processos, seja de que natureza for, mostre o estado decadente a que o futebol chegou. O futebol já perdeu muito da sua mística de outrora, que decresce a cada vez que mais se firma o futebol indústria, mas quem ama o futebol ainda permanece, porque acredita que, apesar de todas as negociatas que se passam nos bastidores, dentro de campo continua a acontecer o verdadeiro espectáculo. Notícias como as que temos assistido matam, lentamente, toda e qualquer esperança de que mesmo o futebol jogado consiga sobreviver. Se as pessoas quiserem assistir a algo fingido, combinado, ensaiado, vão a uma peça de teatro e não a um jogo de futebol, por isso, a bem do futebol a corrupção tem de começar a ser punida e severamente, caso contrário será o futebol o grande condenado nesta história toda.
*A autora escreve de acordo com a antiga ortografia
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