Futebol
Rui Borges vê-se obrigado a fazer a 15.ª alteração no Sporting esta época
08 Jan 2026 | 14:55
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17 Fev 2021 | 17:24 |
Tomás da Cunha e Fernando Mendes comentaram, em exclusivo ao Leonino, as movimentações verdes e brancas no mercado de transferências de inverno. Os comentadores televisivos avaliaram a prestação da SAD, assim como aquilo que os reforços podem vir a acrescentar, analisando as boas contratações e ainda alguns “erros de casting” cometidos em Alvalade.
João Pereira traz a experiência necessária para Alvalade
Fernando Mendes, comentador na CMTV, considera que “João Pereira é um jogador experiente, traz muito ao balneário e é um jogador de grupo. O Sporting CP só tinha um lateral direito, tendo adquirido agora um jogador que o treinador já conhece há muitos anos. Para estes seis meses, acho que é um jogador que pode vir a ajudar ainda”.
Do ponto de vista de Tomás da Cunha, comentador na Eleven Sports, a aposta no lateral direito está na experiência que o mesmo traz para o Clube: “Mais do uma aposta desportiva, está sobretudo o conhecimento do Clube, o facto de não representar um custo elevado e para ter mais uma opção para o lado direito. O treinador já o conhecia, o jogador tem muita experiência no Clube, e acaba por ser nessa perspetiva que se faz o negócio”.
“Matheus Nunes será uma peça muito útil no futuro”
O antigo lateral esquerdo dos leões considerou que o médio brasileiro é um atleta “com uma qualidade tremenda. É um miúdo, as oportunidades vão aparecer, sendo que ele joga com muita regularidade, mesmo tendo bons jogadores à frente. Em termos de futuro acredito que será um jogador importante no Sporting CP, podendo perfeitamente ficar com o lugar do João Mário, caso ele não fique”.
Para Tomás da Cunha, Matheus Nunes é um atleta que certamente irá alcançar a titularidade no futuro: “As suas características acabam por ir ao encontro daquilo que o Rúben Amorim privilegia, e nesse sentido será uma peça muito útil no futuro. É neste momento o principal candidato a substituir um dos dois no meio campo”.
“Outros clubes dão mais de 20 milhões de euros por jogadores que não acrescentam nada”
O analista observou a chegada de Paulinho, avaliando as suas características, assim como aquilo que o diferencia do já existente no plantel: “Paulinho acrescenta sobretudo na forma como joga em apoios, como desce no terreno para trabalhar de costas para a baliza. O ponta de lança português traz critério nessas ações e permite que outros jogadores ataquem zonas de finalização, sendo esse o caso de Pote ou Tiago Tomás, sendo que nenhum deles tem as características de trabalhar de costas para a baliza”.
Fernando Mendes comentou primeiro do ponta de vista negocial, considerando que os arsenalistas ficaram por cima neste negócio: “O SC Braga ficou a ganhar claramente, mas estamos a falar do melhor ponta de lança a jogar em Portugal. Com certeza que em termos de futuro o Sporting CP vai ter um jogador com uma qualidade tremenda. O importante é o Sporting CP rechear-se de bons jogadores. De recordar que outros clubes dão mais de 20 milhões de euros por jogadores que não acrescentam nada, mas o Paulinho pode acrescentar coisas boas. O SC Braga ganhou financeiramente, mas o Sporting CP ganhou desportivamente.
“Tiago Ilori foi um erro de casting”
Fernando Mendes considera que o defesa-central oriundo do Reading FC foi um mau negócio: “É um jogador que nada acrescentou ao Sporting CP, são erros que às vezes se cometem. Na minha opinião não tem qualidade para jogar no Sporting CP, mas são erros e toda gente os comete”.
No entender de Tomás da Cunha, o defesa dos leões “foi claramente um erro de casting que o Sporting CP teve nos últimos anos. Pelo preço, por aquilo que o jogador acaba por não oferecer à equipa, nem como alternativa, sendo que mais vale assumir o erro e tentar minimizar os danos”.
Pedro Mendes e Pedro Marques sem futuro em Alvalade
Fernando Mendes reconhece qualidade nos avançados leonino, mas confessa não ser fácil jogar pelo Clube de Alvalade: “Pedro Marques e Pedro Mendes são jogadores com alguma qualidade, mas jogam em posições muito específicas. Normalmente, nessas posições são precisos jogadores com outro andamento”.
Tomás da Cunha considera que apenas um grande crescimento permitirá que esta dupla tenha sucesso em Alvalade: “Pedro Mendes, depois de um empréstimo falhado, procura as oportunidades no CD Nacional, sendo que já se estreou a marcar, frente ao SC Farense. No caso de Pedro Marques, pode vir a ter oportunidades para crescer no Gil Vicente FC, mas são dois jogadores que têm de crescer muito ainda, para poderem sonhar com essa presença no plantel, com algum estatuto, e como tal, vejo complicado que algum deles tenha futuro em Alvalade”.
“Se dava 5 milhões de euros pelo Camacho? Não”
Fernando Mendes vê em Rafael Camacho um jogador sem qualidade para Alvalade: “O Rafael Camacho é um jogador interessante, mas se me perguntares se dava cinco milhões de euros por ele, não dava. É um jogador que precisa de jogar, e até tem feito golos no Rio Ave FC. Mas jogar no Rio Ave FC, com todo o respeito que me merece, é diferente de jogar no Sporting CP, e ele até jogou muita vez no Sporting CP, sem nunca mostrar nada”.
Tomás da Cunha reconhece valor ao extremo, mas considera que Camacho acabou por mostrar “algumas limitações para ser uma peça útil no Sporting CP, mas pode valorizar-se financeiramente e desportivamente no Rio Ave FC, porque é jovem e tem passagem pelo Liverpool, tendo outro estatuto no mercado”.
Um mercado de equilíbrios
A finalizar, Tomás da Cunha analisa o mercado de transferências leonino, de forma mais global: “Matheus Reis e João Pereira são mais para compensar e equilibrar o plantel, dando alguma profundidade. João Pereira enquadra-se numa espécie de negócio Antunes, ou seja, um jogador experiente que chega por baixo custo. Matheus Reis tem a questão da polivalência, podendo jogar a lateral esquerdo, ou central pelo lado esquerdo. E depois Paulinho, que é um grande investimento, um namoro antigo de Rúben Amorim, e tem outra responsabilidade, ou seja, tem de render imediatamente, principalmente pelo dinheiro investido pelo Sporting CP”.
Apesar de ter direito a 13,8 milhões de euros pela rescisão com os red devils, o técnico português verá o valor final encolher drasticamente
08 Jan 2026 | 16:20 |
A saída de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United, confirmada na última segunda-feira, ficou marcada não apenas pelo impacto desportivo, mas também por um desfecho financeiro bastante menos favorável do que os números iniciais indicavam. Embora o treinador português ainda tivesse a receber cerca de 13,8 milhões de euros relativos ao que faltava cumprir do contrato, o montante líquido será substancialmente inferior.
De acordo com cálculos divulgados pelo Manchester Evening News, a elevada tributação aplicada no Reino Unido fará com que o antigo treinador do Sporting consiga reter 'apenas' 6,3 milhões de euros. Entre impostos sobre o rendimento e outros encargos obrigatórios, o fisco britânico absorverá uma fatia significativa da compensação, reduzindo de forma drástica o ganho real do técnico.
O impacto financeiro não se limita, no entanto, ao treinador português. O Manchester United também sai penalizado com esta rescisão, uma vez que terá de pagar cerca de 1,7 milhões de euros adicionais em contribuições obrigatórias enquanto entidade empregadora. Assim, a separação representa um processo dispendioso para ambas as partes, num contexto já sensível para o clube inglês.
Este desfecho encerra um ciclo de pouco mais de um ano de Ruben Amorim em Inglaterra. O técnico chegou a Old Trafford em novembro de 2024, após uma passagem altamente bem-sucedida pelo Sporting, onde conquistou títulos e se afirmou como um dos treinadores mais promissores do futebol europeu.
Ao serviço dos red devils, Amorim orientou a equipa em 63 jogos oficiais, somando 25 vitórias, 15 empates e 23 derrotas. Apesar de alguns momentos positivos, a irregularidade dos resultados e a pressão constante acabaram por ditar o seu despedimento.
Avançado senegalês chega a Alvalade em janeiro num acordo milionário e assina vínculo de longa duração protegido por cláusula de rescisão elevada
08 Jan 2026 | 16:13 |
Souleymane Faye vai mesmo ser reforço do Sporting. A informação é avançada pelo jornal Record, garantindo que o negócio está totalmente fechado entre as partes. O jogador prepara-se agora para viajar rumo a Lisboa, realizar os habituais exames médicos e integrar o plantel verde e branco imediatamente.
Segundo a mesma fonte, a operação custa 6 milhões de euros fixos, acrescendo 2 mediante o cumprimento de objetivos desportivos. O Granada salvaguarda ainda uma percentagem numa futura venda. O investimento da SAD leonina reflete a aposta decidida e forte neste talento emergente do futebol vizinho.
O craque senegalês vai rubricar contrato com o emblema de Alvalade válido até 2030. O novo vínculo fica blindado por uma cláusula de rescisão milionária, fixada em 80 milhões de euros. Esta medida robusta visa proteger o ativo valioso contra o possível assédio de tubarões europeus num futuro próximo.
O atleta será assim a primeira cara nova confirmada de inverno no reino do leão. Resta agora perceber se o extremo será o único a chegar ou haverá mais nomes a entrar no mercado de transferências de inverno na turma orientada por Rui Borges para atacar a decisiva segunda metade da época.
Nesta temporada, com a camisola do Granada, Souleymane Faye – avaliado em 1,5 milhões de euros – realizou 21 jogos: 19 na Segunda División e dois na Copa del Rey. Nos 1.649 minutos em que esteve em campo, o avançado, que tinha contrato até 2029, marcou dois golos e fez seis assistências.
Comentador afeto ao Clube de Alvalade não deixou passar a sua mais recente coluna de opinião sem abordar temas relacionados com a arbitragem
08 Jan 2026 | 15:26 |
Carlos Barbosa da Cruz considera que o clima de pressão mediática e institucional no futebol português continua a condicionar decisões da arbitragem em prejuízo do Sporting. Num texto de opinião publicado no jornal Record após o empate dos leões frente ao Gil Vicente, o advogado sustenta que o VAR terá optado pelo silêncio num lance decisivo por receio das consequências externas.
C. Barbosa da Cruz: "Aposto que o VAR detetou a falta sobre Alisson"
Em causa está o golo do empate da equipa de Barcelos, precedido de uma infração não sancionada sobre Alisson Santos: “Aposto que o VAR Vasco Santos detetou a falta sobre o Alisson, que precedeu o golo do empate do Gil Vicente”, escreve Carlos Barbosa da Cruz, acrescentando que acredita que o VAR “pensou em alertar o árbitro e aconselhá-lo a anular a jogada”.
No entanto, segundo o autor, essa intenção terá sido travada por um contexto de intimidação instalado no futebol nacional. “O seu subconsciente, contudo, dissuadiu-o”, afirma, descrevendo um cenário em que o VAR antecipa “o comunicado que o Benfica iria de imediato publicar, criticando-o asperamente, por mais este favorecimento do Sporting”.
Carlos Barbosa da Cruz aponta ainda para o papel dos comentadores e antigos juízes que dominam o espaço mediático: “Depois considerou a multitude de ex-árbitros, omnipresentes nos media e supostamente isentos, que o iriam crucificar”, escreve, referindo também “a miríade de comentadores televisivos e radiofónicos que o acusariam, dias a fio, de todos os males do inferno”.
No texto, o comentador afeto aos leões alarga a crítica à cobertura mediática e a determinados canais televisivos, evocando “os insuspeitos locutores da CMTV, sempre de língua afiada em tudo o que tenha a ver com deitar abaixo o Sporting”, bem como a previsíveis reações de dirigentes e treinadores rivais.
Mais grave, segundo Carlos Barbosa da Cruz, são as consequências pessoais que este tipo de polémica pode gerar para os árbitros. O cronista refere o receio de ver “o seu nome arrastado na lama das redes sociais”, de receber “mensagens ameaçadoras” e até de ver “os filhos enxovalhados na escola”.