PAULO DE ANDRADE CONSIDERA INCOMPREENSÍVEL CONTRATAÇÃO DE AMORIM
Numa publicação no Facebook, o antigo administrador da SAD e responsável pelo futebol do Sporting CP na temporada 2004/05, colocou em causa os responsáveis pelas finanças do Clube
Duarte Pereira da Silva
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19 de Setembro 2020, 17:16
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Paulo de Andrade considerou, este sábado, 19 de setembro, incompreensível a contratação de Rúben Amorim devido aos valores envolvidos na mesma. Numa publicação no Facebook, o antigo administrador da SAD e responsável pelo futebol do Sporting CP na temporada 2004/05 colocou em causa os responsáveis pelas finanças do Clube.

“Os administradores responsáveis pela área financeira não podem assumir uma atitude passiva quando confrontados com a possibilidade de serem tomadas decisões na área desportiva que possam comprometer o futuro da sociedade”, começou por referir Paulo de Andrade.

O antigo dirigente do Clube foi mais longe e exigiu, sem nunca mencionar Salgado Zenha, que os restantes responsáveis pelas contas do Sporting CP retirem ilações: “Devem procurar evitá-las e, caso não consigam convencer quem tem o poder de as tomar, em último caso pura e simplesmente demitirem-se”, atirou Paulo de Andrade.

Quanto aos montantes envolvidos na mudança de Rúben Amorim do SC Braga para o Sporting CP, Paulo de Andrade referiu que os leões contrataram um “treinador com um investimento, que, incluindo juros, deverá andar na ordem dos 12 milhões de euros”.

O responsável pelo futebol em 2004/05 abordou também o elevado vencimento de Amorim, dizendo que o técnico verde e branco terá “um custo anual à volta de 2,5 milhões. Se ficar três anos a dirigir a equipa, custará anualmente mais de 6 milhões de euros anuais”.

A terminar, Paulo de Andrade espera que, tendo em conta os valores envolvidos, Rúben Amorim “tenha o maior sucesso”, mas questiona se “a sociedade estava em condições de assumir gastos deste montante com um treinador?”.

Confira a publicação completa:

Os administradores responsáveis pela área financeira não podem assumir uma atitude passiva quando confrontados com a possibilidade de serem tomadas decisões na área desportiva que possam comprometer o futuro da sociedade. Devem procurar evitá-las e, caso não consigam convencer quem tem o poder de as tomar, em último caso pura e simplesmente demitirem-se.
Já no mandato de Bruno de Carvalho a SAD teve no último exercício um prejuízo de quase 20 milhões de euros devido não só a termos efectuado o maior investimento de sempre no plantel como também assumido gastos com o pessoal elevadíssimos, também os maiores de sempre (nesse exercício tanto a nível de investimentos como de gastos com pessoal superiores aos do Porto e Benfica!!!). Gastos estes que tendo em conta a normal duração dos contratos acabam por se reflectir negativamente nos exercícios seguintes.
Ora caso esta notícia seja verídica (até agora não a vi desmentida) concluímos que contratamos um treinador com um investimento que incluindo juros deverá andar na ordem dos 12 milhões de euros assumindo ainda um custo anual à volta de 2,5 milhões. Se ficar 3 anos a dirigir a equipa custará anualmente mais de 6 milhões de euros anuais.
Claro que independentemente de ter assumido a função de treinador há pouco tempo, e de também por esse motivo não ter tido oportunidade de ganhar títulos, todos os sportinguistas esperam que tenha o maior sucesso. Mas a sociedade estava em condições de assumir gastos deste montante com um treinador?
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