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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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31 Dez 2021 | 11:00 |
“E se corre bem?”; “Onde vai um vão todos” ou “jogo a jogo”. Foram estes alguns dos motes para a brilhante temporada 20/21 do futebol do Sporting. O denominador comum? Por esta altura, caro leitor, já se terá apercebido de quem estamos a falar.
Para a redação do Leonino, a escolha foi fácil: Rúben Amorim é a figura do ano do universo verde e branco.
Mas, recuemos no tempo, mais precisamente até ao dia 1 de outubro de 2020. O Sporting joga o apuramento para a fase de grupos da Liga Europa, diante dos austríacos do LASK Linz.
Os leões não se podiam queixar de falta de aviso – uns meses antes tinham sido goleados na Áustria pelo mesmo adversário –, mas nem isso chegou para evitar uma autêntica humilhação no reduto verde e branco. No final da partida, Sporting 1 – 4 LASK Linz e o Clube de Alvalade a arder.
Quem diria que, uns meses depois, todo o universo leonino iria estar junto na Praça Marquês de Pombal para festejar o 23.º título de Campeão Nacional da história do Clube de Alvalade, que já fugia há quase 20 anos.
Pelo meio, semana após a semana, a onde verde foi invadindo o país, mas Rúben Amorim foi recusando assumir a candidatura ao título, afirmando que os leões eram apenas candidatos a ganhar o próximo jogo. Em Famalicão, após um empate polémico a dois golos, o técnico leonino lançou o mote para uma época histórica: “Onde vai um vão todos”. E assim foi.
Em janeiro, no Municipal de Braga, a primeira grande explosão de alegria. Depois uma meia-final épica frente ao Porto, o Sporting bateu os anfitriões, por 1-0, com golo de Pedro Porro, e conquistou a Taça da Liga.
Uma semana depois, outro dos momentos marcantes da temporada. Na receção ao Benfica, após a polémica em torno de Palhinha, Matheus Nunes, aos 92 minutos, fez o tento do triunfo.
Em abril, mais precisamente no dia 25, a libertação chegou. Não a da liberdade, essa chegou em 1974, mas ficou a sensação de que o título dificilmente fugiria. Com os leões reduzidos a 10 desde os 18 minutos, o mesmo Matheus que havia dado o triunfo diante das águias, disparou para o fundo das redes e levou os adeptos leoninos à loucura.
O resto? É história. Na receção ao Boavista, o polémico Paulinho, que, em janeiro, custou uns largos milhões aos cofres verdes e brancos, fez o golo do triunfo e terminou com a espera. O Sporting conquistava, assim, o 23.º título de Campeão Nacional da sua história.
Haveria muitos jogadores a destacar – Adán, Coates, Palhinha, Nuno Mendes, Porro ou Pedro Gonçalves –, mas, tal como o próprio referiu, a força desta equipa é a força do grupo. E essa tem um empreiteiro bem conhecido dos Sportinguistas: Rúben Amorim.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."