Clube
Varandas deixa mensagem de Natal aos adeptos do Sporting num ano de sonho para os leões
24 Dez 2025 | 11:01
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
25 Fev 2020 | 17:20 |
O Sporting CP optou por não passar nos noticiários da Sporting TV nem escrever uma linha sobre as críticas contundentes que Jorge Silas fez ao Record, logo após o triunfo por 2-0 frente ao Boavista. O treinador esclareceu, no último domingo, as declarações de véspera sobre Bruno Fernandes, atirando-se ao jornal Record, que acusou de retirar do contexto as suas palavras sobre o ex-capitão. Tal como o próprio Record fez, o site do Clube optou por omitir a parte da conferência de imprensa onde o treinador verde e branco fez esses comentários, como se pode LER AQUI.
Em vésperas de um importante compromisso europeu, o Leonino sabe que a estrutura do futebol no Clube ficou bastante agastada com esta quebra de solidariedade por parte dos altos responsáveis da SAD. Ainda para mais quando ainda há pouco tempo, mais do que uma vez, Miguel Braga, assessor de comunicação do Sporting CP, insurgiu-se contra outros meios de comunicação social, nomeadamente o Jogo e o Público (LER AQUI e AQUI). Desta vez, imperou o silêncio.
Em contraste com a opção da comunicação do Sporting CP e editorial do jornal Record, a grande maioria dos outros meios de informação consideraram pertinente noticiar as palavras de Silas.
“Capa do Record é desonesta”
O treinador afirmou que “a capa do Record de hoje (domingo) é desonesta porque tira do contexto declarações minhas - como se eu tivesse posto em causa o profissionalismo de um jogador que admiro imenso, pelo qual tenho um reconhecimento e respeito enormes. É desonesto porque eu não me atirei ao Bruno, mas podem escrever que agora estou a atirar-me ao Record”. Jorge Silas esclareceu que "falou de uma situação que acontece no futebol com o Bruno, com o Silas, com toda a gente – a instabilidade que vivemos nos mercados de transferências. Acontece com todos os jogadores e foi a isso que me referi. Não disse que o Bruno não quis dar mais, o Bruno sempre quis. Ele é um dos melhores profissionais com que já trabalhei”.
As críticas do treinador foram contundentes, mas nem assim fizeram com que o Clube as entendesse merecedoras de destaque ou sequer referência. “Às vezes, em conversas com jornalistas, dizem-me que os clubes deviam ser mais abertos, que devia haver mais comunicação com os clubes. Como, se depois aparecem um ou dois mal-intencionados que pegam em coisas e deturpam o que dizemos? Assim não é possível haver essa comunicação. Querem vender mais jornais? Isso é outra coisa. Mas não faltem ao respeito a mim e ao Bruno porque o que disse não foi o que colocaram na capa”, concluiu Silas.
Poder da comunicação faz-se sentir
A comunicação do Sporting está nesta altura mais hierarquizada, fazendo-se sentir a sua força em todas as áreas, sejam da SAD ou do Clube. Nos últimos tempos foi criado o Conselho Estratégico de Comunicação, que inclui cinco pessoas como o Presidente Frederico Varandas e o vice Francisco Salgado Zenha, e exclui a responsável de comunicação (LER AQUI), pretendendo coordenar tudo o que diga respeito a mensagens e utilização de canais do Sporting CP. O Conselho Estratégico de Comunicação já decidiu que não quer deixar ‘à solta’ e sem coordenação as diversas áreas, nomeadamente as modalidades, que vão ter um controlo mais apertado. Neste últimos dias, noticiado em exclusivo pelo Leonino, as críticas de Miguel Albuquerque à equipa de hóquei em patins foram silenciadas (LER AQUI). Há dois dias, foi a vez do treinador da equipa principal de futebol ver as suas palavras omitidas nos canais de comunicação do Clube.
Antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade com declarações fortes sobre ato eleitoral dos leões, bem como sobre o ex-Presidente verde e branco
09 Jan 2026 | 11:39 |
Augusto Inácio afirma que as eleições de 2011 do Sporting foram “falseadas”. Em entrevista ao jornal A Bola, o antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade questionou os resultados desse ato eleitoral e fez balanço positivo da liderança de Bruno de Carvalho, apontando o dedo a Frederico Varandas.
"Eleições de 2011 foram falseadas"
Augusto Inácio começou por recordar o período eleitoral de 2011, afirmando que o mesmo foi falseado: “Faria tudo igual e por uma razão muito simples. Eu sabia que, em 2011, o Godinho Lopes tinha o Luís Duque e o Carlos Freitas. E depois havia um desconhecido: Bruno de Carvalho. E que ele queria falar com o Augusto Inácio. Então marcámos um encontro na Mealhada e ele apresentou-me um programa com 120 pontos. Li aquilo com calma e só havia um ou dois com os quais eu não concordava. As eleições foram falseadas, sinceramente”.
“Passou-se muita coisa, mas não quero estar sempre a falar nisso. Mas em 2013 sou convidado para diretor-geral do futebol. Não havia dinheiro. O nosso orçamento para aquele ano foi 25 ou 26 milhões de euros. Não dava para contratar quase ninguém, mas lá conseguimos contratar o Leonardo Jardim. Um homem que nos deu a força que precisávamos e, com pouco dinheiro, começámos quase do zero”, acrescentou o antigo responsável do Sporting.
Augusto Inácio defende Bruno de Carvalho: "Quem é que fez a negociação com a NOS?"
Sobre o ataque à Academia, em 2018, Augusto Inácio revela pedido de ajuda de Bruno de Carvalho: “Ligou-me e pediu-me: 'Tens de me ajudar com os jogadores que rescindiram contrato.' Voltei, mas disse ao Bruno que voltava apenas e só para tentar que os jogadores do Sporting tirassem da cabeça a rescisão do contrato. Assino um contrato de três anos, mas, dias depois, sou surpreendido com a saída do Bruno. Fica a comissão administrativa”.
Questionado sobre qual o lugar na história do Sporting que Bruno de Carvalho ocupará, Augusto Inácio faz um balanço positivo: “É aquilo que as pessoas quiserem ver. Eu, nos dois anos em que estive com ele, vi um homem corajoso, a pôr o dedo na ferida em tudo o que era sítio. Tudo para que o Sporting tivesse o respeito que até então não estava a ter. Quem é que fez a negociação com a NOS?”.
Confira as declarações de Augusto Inácio:
Gestor pondera avançar com candidatura ao ato eleitoral agendado para 14 de março e desafiar atual liderança do Clube leonino
09 Jan 2026 | 11:17 |
Nuno Correia da Silva está a ponderar seriamente ser candidato nas próximas eleições do Sporting, agendadas para o próximo dia 14 de março. A informação foi avançada pelo jornal O Jogo nesta sexta-feira, 9 de janeiro. O antigo dirigente surge como uma alternativa para disputar a presidência.
Após o anúncio de Frederico Varandas, a expectativa geral indicava que o atual líder dos leões fosse a votos sozinho. Contudo, há uma esfera do universo verde e branco que considera que existem aspetos fundamentais a melhorar na gestão diretiva. Desta forma, a hipótese de não existir qualquer concorrência caiu por terra, abrindo espaço ao debate.
O possível oponente foi administrador executivo da SAD do Sporting, em representação da Holdimo, cargo que já não exerce atualmente. Num passado muito recente, o gestor apontou várias falhas à estratégia seguida por Frederico Varandas, criticando opções tomadas no plano desportivo e financeiro.
Na gala dos Prémios Stromp, no passado mês de dezembro, Frederico Varandas anunciou a recandidatura: “Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026”.
Na passada quinta-feira, através do jornal oficial do Clube, tornou-se pública a marcação das eleições. O ato terá lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00 no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, presidido atualmente pelo Sócio João Palma.
Antigo campeão pelo Clube de Alvalade revelou episódio do momento da sua última saída dos leões e deixou algumas palavras sobre Frederico Varandas
09 Jan 2026 | 11:15 |
Augusto Inácio - que afirmou que as eleições do Sporting foram falseadas - recordou os bastidores da sua saída do Sporting após a crise de Alcochete e deixou uma avaliação direta - e dividida - sobre o impacto de Frederico Varandas na história do clube, numa entrevista em que abordou tanto episódios pessoais como o legado desportivo da atual liderança leonina.
Augusto Inácio: "Não estava a fazer nada no Sporting"
O antigo jogador, treinador e dirigente revelou que, apesar de ter contrato em vigor, não estava a desempenhar funções no clube aquando da eleição de Frederico Varandas, quatro meses depois dos acontecimentos de Alcochete. Foi o próprio Inácio quem tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Eu tenho três anos de contrato e não estava a fazer nada no Sporting. Provoco uma reunião: eu, Varandas e o advogado João Sampaio”, contou, em declarações ao jornal A Bola.
Durante esse encontro, Augusto Inácio estranhou a abordagem feita pelo então recém-eleito presidente. “O Varandas começa a falar e a dizer que estivera no Vitória de Setúbal nove meses sem receber. E eu a pensar: ‘Mas isto é o Sporting, não é o Vitória’”, relatou.
Augusto Inácio: "O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros"
Segundo Inácio, a conversa acabou por escalar quando foi invocada uma cláusula contratual. “O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros e digo: ‘Olha, mete a cláusula pelo rabinho acima. Só quero receber até ao dia em que trabalhei. Não me pagam mais nada’”, afirmou, descrevendo a forma abrupta como encerrou a sua ligação ao clube.
Questionado sobre o lugar que Frederico Varandas ocupará na história do Clube de Alvalade, Augusto Inácio foi claro ao separar o plano pessoal do desportivo. “Não me posso esquecer de que o Sporting, com ele, ganhou três campeonatos e os adeptos sabem bem a importância que isto tem”, sublinhou.
Para o antigo internacional português, o sucesso desportivo é determinante na avaliação de qualquer presidente. “Podes fazer um grande trabalho e reverter as coisas no plano financeiro, podes fazer tudo, mas se não fores campeão, nunca serás um presidente marcante”, defendeu, acrescentando que “o atual presidente, com três campeonatos, ficará na história, claro”.
Augusto Inácio: "Varandas, como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse"
Ainda assim, Augusto Inácio fez questão de traçar uma distinção clara entre o homem e o dirigente. “Não confundo amizades com inimizades. Posso falar, sim, do homem e do presidente”, explicou, antes de deixar uma das declarações mais duras da entrevista: “Como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse. Zero. Nenhum. Como presidente está a fazer um bom trabalho, sim senhor”.
Confira as declarações de Augusto Inácio: