Futebol
Obra de arte de Luis Suárez vale vitória ao Sporting na estreia de Paulo Fonseca (Vídeo)
07 Nov 2026 | 22:24
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08 Nov 2026 | 11:37 | Por Redação
Tomás da Cunha criticou o planeamento do meio-campo do Sporting e considera que Paulo Fonseca tem um problema por resolver. O comentador entende que a construção do plantel não oferece as soluções necessárias e aponta Pedro Lima como um dos jogadores que poderá acabar prejudicado pelas escolhas do treinador.
T. da Cunha: "O planeamento do meio campo do Sporting é um caos e a solução está distante"
Numa publicação nas redes sociais, o analista mostrou-se particularmente crítico em relação à gestão de Doumbia e Silas Andersen: "O planeamento do meio campo do Sporting é um caos e a solução está distante. Paulo Fonseca puxou a carta da adaptação dos reforços ao contexto, mas querer educar Doumbia e Silas Andersen (suposto 6 suplente) soa a desperdício de tempo. Pedro Lima vai pagar o preço do estatuto".
As declarações motivaram a reação de um adepto leonino, que contestou a análise do comentador e defendeu as exibições de Silas Andersen numa posição mais adiantada. Na resposta, o internauta também questionou quais seriam as alternativas sugeridas por Tomás da Cunha: "O Silas é o suposto 6 suplente para quem? Para o Varandas? A verdade é que tem feito excelentes exibições a 8 e não me parece que tenha muito mais estatuto que o Pedro Lima… Mas já que tocaste no estatuto, a tua sugestão seria sentar Doumbia e Zalazar para jogar PL? Que disparate".
Tomás da Cunha não deixou a observação sem resposta e explicou que, na sua perspetiva, o rendimento de Silas Andersen como médio de construção está sobretudo relacionado com as características físicas e defensivas do jogador: "“Excelentes exibições” a 8 muito mais pelo pulmão e capacidade de recuperação do que pelo que dá na criação. E não estou a sugerir nada a não ser que Pedro Lima pode adaptar-se melhor ao que o treinador quer jogar".
O Sporting ganhou por 1-0 frente ao Moreirense, em Alvalade, graças a um golo de Luis Suárez, aos 61 minutos, após assistência de Issa Doumbia. Na estreia de Paulo Fonseca, os leões somaram o quarto triunfo consecutivo em todas as competições.
Decisão de Paulo Fonseca de o retirar da partida diante dos minhotos não foi, por isso, recebida da melhor forma por parte do extremo
08 Nov 2026 | 11:12 | Por Redação
Nestory Irankunda não escondeu a frustração durante a vitória do Sporting frente ao Moreirense (1-0). O extremo australiano foi substituído aos 63 minutos, dando lugar a Flávio Gonçalves, e acabou por descarregar a irritação num murro no banco de suplentes.
A noite do jovem jogador ficou marcada por vários episódios infelizes. Antes de abandonar o relvado, o extremo viu um pedido de grande penalidade não ser atendido e ainda festejou um golo que acabaria por ser invalidado devido a uma posição irregular.
A decisão de Paulo Fonseca de o retirar da partida não foi, por isso, recebida da melhor forma pelo australiano, que não conseguiu disfarçar o desagrado perante a substituição. O gesto acabou por chamar a atenção durante o encontro disputado em Alvalade.
Irankunda tinha sido lançado no onze inicial para a receção ao conjunto minhoto, mas não conseguiu deixar a sua marca no marcador. Apesar dos momentos de protagonismo, entre o lance polémico na área adversária e o golo anulado, o extremo terminou a participação na partida sem conseguir festejar.
O emblema verde e branco acabou por segurar a vantagem mínima e somou mais três pontos na Liga. Aos 61 minutos, Luis Suárez decidiu o encontro com um golaço, depois de um belo trabalho individual, após assistência de Issa Doumbia
Comentador destacou dificuldades dos leões em criar situação claras de golo, apesar das várias oportunidades criadas na etapa inicial
08 Nov 2026 | 10:23 | Por Redação
Vítor Pinto já identificou um problema do Sporting de Paulo Fonseca: o défice no jogo interior. Na análise à vitória frente ao Moreirense (1-0), o comentador destacou as dificuldades dos leões em encontrar soluções pelo corredor central, apesar das várias oportunidades criadas na etapa inicial.
"O Sporting alcançou frente ao Moreirense a quarta vitória consecutiva. Paulo Fonseca cumpriu o objetivo primordial com um golo bombástico de Luis Suárez. A fasquia estava alta depois do que Tiago Fernandes tinha conseguido em Londres apenas com um dia de treino, mas apesar de várias nuances, por exemplo na pressão, o desafio de implementar uma nova identidade exige tempo, trabalho e sobretudo adequação de recursos que nem sempre parecem ajustados", começou por escrever no jornal 'Record'.
V. Pinto: "Os leões criaram várias oportunidades claras, mas estabelecendo o recorde da temporada em cruzamentos (22) e tornando-se evidente o défice no jogo interior"
Um dos aspetos que mais sobressaiu no encontro foi a dificuldade em criar perigo através do corredor central. O comentador sublinhou que, apesar das ocasiões construídas antes do intervalo, a equipa leonina bateu o máximo de cruzamentos da temporada: "Na etapa inicial, os leões criaram várias oportunidades claras, mas estabelecendo o recorde da temporada em cruzamentos (22) e tornando-se evidente o défice no jogo interior".
O golo de Luis Suárez acabou por desbloquear uma partida em que o Sporting sentiu dificuldades para transformar o domínio em golo: "Custou chegar à vantagem, emanando de uma transição rápida a fazer lembrar outra era, mas a partir daí o Sporting não conseguiu voltar a criar perigo e durante alguns minutos até voltou a recuar para exasperação dos adeptos mais suscetíveis".
A paragem para os compromissos das seleções representa agora mais um desafio para Paulo Fonseca, que ficará privado de uma parte significativa do plantel. O treinador terá de preparar os próximos encontros com os jogadores disponíveis: "Com as seleções a levarem 17 jogadores, Paulo Fonseca terá de partir pedra até chegar o momento de defrontar União da Serra, Man. United e encarar a verdadeira final contra o Porto", escreveu Vítor Pinto.
Técnico considerou especial a estreia em Alvalade e destacou domínio dos leões frente aos cónegos (1-0), lamentando a falta de eficácia
08 Nov 2026 | 09:47 | Por Diogo Nóbrega
Paulo Fonseca considerou especial a estreia em Alvalade e destacou o domínio do Sporting frente ao Moreirense (1-0), lamentando a falta de eficácia. O técnico defendeu os centrais perante os assobios, elogiou Luis Suárez e referiu que o adversário "não existiu".
Primeiro jogo em Alvalade
"Sendo Sportinguista, foi um momento especial, subir ao relvado com os nossos adeptos, com este ambiente fantástico, foi magnífico. Era difícil de imaginar que um dia isto poderia acontecer. Foi especial. Relativamente ao jogo, merecíamos muito mais. Fomos quase sufocantes na nossa pressão e a equipa esteve muito agressiva. Estivemos muito fortes na reação à perda da bola, a equipa esteve mais junta, o que permitiu que a pudéssemos recuperar. Faltou fazer dois ou três golos na primeira parte, e, se virmos os números do jogo, pode confirmar-se isso. Na segunda parte, não fomos tão consistentes, apesar de continuarmos a pressionar sobre a primeira linha, mas fomos perdendo um pouco o nosso domínio com bola, talvez fruto do momento da equipa. Mas gostei muito. A equipa correspondeu àquilo que lhes pedi. Agora, podemos fazer ainda melhor".
Sente que Pedro Lima pode estar abalado, por não ter sido titular, depois de um momento em que se estava a afirmar? Que análise faz da organização defensiva da equipa?
"Penso que não. O Pedro estava no banco. Foi uma opção. Só podem jogar 11 e eu tenho que fazer as minhas opções. O Pedro é um jogador de grande valor e de grande futuro, com o qual nós contamos. Sobre a nossa organização defensiva, foi uma das preocupações. Naturalmente, em dois dias nós não temos muito tempo, mas uma das preocupações foi tornar a equipa mais curta, mais próxima, sermos mais agressivos na questão do pressing, e aí a equipa esteve realmente bem. Reparei que os nossos centrais estiveram sob grande pressão, às vezes com alguns assobios. As pessoas têm que entender que faz parte do jogo. O facto de eles terem mais tempo a bola, de serem eles a provocar uma reação no adversário, são coisas que eu peço e eles estiveram bem, demonstraram caráter, fizeram aquilo que eu lhes tinha pedido".
Falta de oportunidades de golo do Sporting é uma preocupação?
"Não, se compreendermos aquilo que é o jogo, percebemos o porquê. Este é o contexto mais difícil num jogo de futebol: equipas em bloco baixo, muito compactas. Nós temos que ter um jogo posicional quase perfeito para conseguirmos criar ocasiões. Ainda assim, a equipa tentou e na primeira parte poderíamos ter ido perfeitamente a vencer por 2-0 ou 3-0".
A pausa para seleções preocupa-o, tendo em conta que vai ficar com menos jogadores para trabalhar? E em relação à baliza, optou por Kaique: qual o motivo?
"Opção nossa. Falei com o meu treinador de guarda-redes e optámos. O Rui tinha jogado o último jogo, neste jogo decidimos pelo Kaique, mas foi só uma questão de opção para este jogo. Vamos ver o que é que nos reserva. Gostei muito do Kaique. Em relação a haver preocupação, preocupação se calhar não é a palavra exata. Gostaria de ter mais tempo, ter mais jogadores. É trabalharmos com os que temos e esperar pelos outros para podermos continuar a tentar implementar aquilo que queremos".
O que é que disse aos jogadores ao intervalo, até porque já se ouviam assobios à equipa?
"Sinceramente, não ouvi. Ouvi na segunda parte, na parte final. Disse-lhes que tínhamos que continuar, que gostei muito da primeira parte e que tínhamos que continuar a ser pressionantes, a ter a bola, a circular a bola para encontrar os espaços que nós queríamos".
Sobre Luis Suárez: como é que descreve o golo visto do banco? E a saída do colombiano foi por gestão, tendo em conta a acumulação de amarelos que podia colocar em causa o clássico?
"Foi sobretudo pelo cansaço. O Suárez trabalhou muito defensivamente, correu muito para pressionar aquela linha defensiva e estava extremamente cansado. Naturalmente, não vou mentir, também pensei na questão do cartão amarelo e foi por isso que saiu. Relativamente ao golo, foi um grande golo, de um jogador fantástico, é um grande avançado".
Tendo dito que a organização defensiva era uma prioridade e, tendo falado da ineficácia, a finalização passa a ser também uma prioridade? E em relação à parte final da partida, sentiu intranquilidade na equipa?
"É sempre uma prioridade. Todos os momentos do jogo são prioridades. Deixe-me dizer uma coisa: o Moreirense não existiu hoje. O Moreirense não teve uma oportunidade clara de golo. Esteve bem defensivamente, mas nós estivemos melhor a gerir com bola. Tivemos 70 e tal por cento de posse de bola. Essa foi a melhor forma de defender. O Moreirense não nos criou qualquer tipo de perigo hoje e acho que a equipa esteve bem defensivamente. Aquilo que senti não foi por momentos de aflição que tenhamos tido. Os assobios que existiram têm a ver com uma coisa que eu peço, que é aos nossos centrais, quando temos blocos baixos, terem de fixar o adversário, obrigá-los a tomar decisões. Às vezes isso não é muito rápido, mas é uma forma de nós arranjarmos linhas de passe e provocarmos. Eu só senti isso nesse momento. As pessoas não estão habituadas a este tipo de jogo, mas é uma coisa que é essencial para nós e vai fazer parte do nosso jogo".
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