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Varandas toma posse no Sporting e avisa: "Neste país, quem é atacado com mentiras e se silencia..."
18 Mar 2026 | 18:58
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15 Mai 2023 | 06:38 |
Esta segunda-feira, dia 15 de maio, faz cinco anos que aconteceu a invasão à Academia do Sporting. Miguel Coutinho, advogado que representou os verdes e brancos no processo, teceu comentários sobre o mesmo.
Apesar de o profissional considerar que a Justiça acabou por ser rápida, acredita que os danos desta página da história do Clube de Alvalade nunca serão totalmente ultrapassados.
"Desde o primeiro momento, o Sporting Clube de Portugal constituiu-se assistente do Ministério Público, participando e fazendo-se ouvir em todas as fases do processo e, sem dúvida, não havia ninguém mais interessado em que a ação da Justiça prevalecesse e se fizesse sentir. E, independentemente de tudo quanto se possa dizer, julgo que um aspeto fundamental foi a decisão judicial ter sido conhecida de forma célere, para que se deixasse a mensagem de que o que se passou nunca mais deveria voltar a acontecer", começou por dizer, em declarações ao jornal Record.
No que toca às consequências financeiras dos leões, Miguel Coutinho não tem dúvidas: "Os prejuízos causados são incalculáveis, não só do ponto de vista material e financeiro como também reputacional e, ainda, muito emocional. E quanto a isso, julgo que todos estamos de acordo de que, provavelmente, o Sporting Clube de Portugal nunca será integralmente ressarcido de todos esses danos", sublinhou.
"Resumidamente, o que o tribunal entendeu foi que, para se considerar praticado um crime de terrorismo, as vítimas mais não são do que meros alvos instrumentais para se atingir o verdadeiro alvo, que é o de pôr em causa o sentimento de segurança de certas pessoas, grupos de pessoas ou da população em geral. E, no caso concreto, chegou à conclusão de que os arguidos, quando decidiram cometer os crimes pelos quais acabaram condenados, apenas tinham um alvo, que eram os jogadores e o treinador principal da equipa profissional, sobre os quais agiram, esgotando a sua intenção nisso mesmo", explicou ainda.
Quando questionado sobre o maior sucesso e a principal dificuldade que encontro neste processo, o advogado acabou por se fechar em copas: "Quanto ao que se passou em tribunal, terá mesmo de ficar em tribunal. No entanto, não posso deixar de dizer que foi para mim uma honra e um privilégio poder defender os interesses do Sporting neste processo", concluiu.
Ex líder do Clube de Alvalade fala da sua amizade com o antigo membro do conselho fiscal dos leões , que faleceu nesta terça-feira aos 71 anos de idade
25 Mar 2026 | 14:36 |
A notícia da morte de José Maria Ricciardi, esta quarta-feira, está a marcar o mundo sportinguista. Filipe Soares Franco, antigo presidente do Sporting entre 2005 e 2009, ficou triste com o falecimento do antigo banqueiro e recorda-o como um homem apaixonado pelo Clube de Alvalade.
Soares Franco: "O seu grande sportinguismo"
"O que posso testemunhar era, efetivamente, o seu grande sportinguismo, por vezes um pouco emocional, mas isso era a maneira de ser, a intensidade com que vivia o Sporting. Tinha a ambição de ser presidente do clube, não o conseguiu quando se candidatou, perdeu para Frederico Varandas", disse, em entrevista ao jornal A Bola.
O antigo líder mostrou-se orgulhoso de ter integrado Ricciardi na sua equipa, como membro do Conselho Fiscal. "Conheci-o bem também no mundo empresarial, porque tive empresas ligadas ao universo do Grupo Espírito Santo, o que me permitiu também conhecê-lo melhor nessa versão e, depois, como sportinguista e membro do Conselho Fiscal dos órgãos sociais que tive o prazer e a honra de presidir", acrescentou.
Soares Franco: " Bondade da sua pessoa"
Filipe Soares Franco terminou com palavras elogiosas. "O que quero recordar, sobretudo, é a bondade da sua pessoa, ajudou muitas vezes o Sporting, e o seu grande sportinguismo, as amizades que ele fez dentro do Sporting. Independentemente da sua emocionalidade, passaram vários dirigentes e ele ficava, era uma boa pessoa", concluiu.
José Maria Ricciardi comentava a vida do Clube, trocava até palavras acesas com funcionários dos clubes riviais, e era titular de várias ações no capital social da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD, ajudando os leões a terem boas condições no plano financeiro.
Ex candidato e dirigente do Clube de Alvalade faleceu na última terça-feira, dia 24 de março, vítima de doença prolongada. Leões reagiram em comunicado
25 Mar 2026 | 13:18 |
O Sporting manifestou, no início da tarde desta quarta-feira, dia 25 de março, em nota oficial nos seus meios de comunicação, pesar pela morte de José Maria Ricciardi, falecido esta terça-feira, aos 71 anos, vítima de doença prolongada.
O Clube de Alvalade recorda que Ricciardi foi dirigente entre 1995 e 2013, tendo integrado o Conselho Fiscal durante os mandatos de seis presidentes, primeiro como vogal e depois como vice-presidente. Sobrinho-neto de José Alvalade, fundador do Sporting, manteve uma ligação histórica e familiar ao emblema leonino, paralela a uma longa carreira na banca.
Confira o comunicado na íntegra:
"O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pela morte de José Maria Ricciardi, que partiu esta terça-feira, aos 71 anos.
Dirigente do Clube entre 1995 e 2013, José Maria Ricciardi integrou o Conselho Fiscal ao longo dos mandatos consecutivos de seis diferentes presidentes, primeiro como vogal e, posteriormente, como vice-presidente.
Sobrinho-neto de José Alvalade, fundador do Sporting Clube de Portugal, manteve uma ligação histórica e familiar ao Clube, a par de uma longa carreira dedicada à banca.
Aos familiares e amigos, o Sporting CP endereça as mais sentidas condolências, enaltecendo e agradecendo os anos de esforço e dedicação ao Clube"
Falece aos 71 anos o adversário de Frederico Varandas e João Benedito às eleições presidenciais do Clube de Alvalade no ano de 2018
25 Mar 2026 | 09:45 |
O antigo administrador do BES (Banco Espírito Santo) e presidente do Banco de Investimento do grupo, José Maria Ricciardi, morreu nesta terça-feira aos 71 anos, confirmou esta quarta-feira à agência Lusa fonte próxima da família do antigo banqueiro e adepto do Sporting.
José Maria Ricciardi, que foi membro do conselho fiscal do Sporting e candidato à presidência dos leões em 2018, sendo adversário de Frederico Varandas e do ex guarda-redes de futsal do Clube de Alvalade João Benedito, morreu vítima de doença prolongada.
Primo de Ricardo Salgado, Ricciardi foi uma das figuras centrais nos últimos meses de vida do Banco Espírito Santo. Foi uma das vozes da família Espírito Santo que contestou a liderança do presidente executivo e chegou mesmo a denunciar, em carta dirigida ao Banco de Portugal, irregularidades na gestão do grupo.
Formado em "Sciences Economiques Appliquées", pelo Instituto de Administração e Gestão da Faculdade de Ciências Económicas, Políticas e Sociais, da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, Ricciardi dedicou quase totalidade da sua carreira profissional ao setor da banca.
José Maria Ricciardi comentava a vida do Clube, trocava palavras acesas com funcionários dos clubes riviais, e era titular de várias ações no capital social da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD, ajudando os leões no plano financeiro.