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Sporting perde 3-2 com o Benfica e fica mais longe de conquistar título de campeão
13 Jun 2026 | 16:28
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Hóquei em patins
07 Nov 2020 | 13:07 |
Ricardo do Carmo Oliveira, mais conhecido por Caio, representou o Sporting CP durante quatro temporadas, envergou o leão rampante mais de uma centena de vezes e marcou 58 golos. Pelos leões, conquistou uma Liga Europeia (2018/19), uma Taça Continental (2019) e um Campeonato Nacional (2017/18). Em entrevista exclusiva ao Leonino, o antigo jogador da equipa de hóquei em patins do Sporting CP faz um balanço muito positivo do período em que esteve no Clube e, apesar de não conseguir eleger o momento que guarda com mais carinho, afirma que “foram dos melhores quatro anos da minha vida”. Atualmente em Itália, ao serviço do GSH Trissino, Caio perspetiva ainda o duelo deste sábado entre leões e dragões. Leonino (L): Representaste o Sporting CP durante quatro temporadas, envergaste o leão rampante mais de uma centena de vezes, marcaste 58 golos e conquistaste diversos títulos. Qual o momento mais especial do período em que estiveste em Alvalade? Caio (C): Foram vários, felizmente (risos). É mais fácil contabilizar as alegrias pelos títulos. Para lá das conquistas, que são sempre o culminar de uma época, o que guardo destes quatro anos foi realmente o dia-a-dia que tive oportunidade de viver. Ia treinar e jogar com uma alegria incrível. Já o disse quando sai e não tenho ´vergonha´ em voltar a dizê-lo. O período em que estive no Sporting CP foram dos melhores quatro anos da minha vida. Guardo não só as recordações dos títulos, mas também de todos os momentos que passamos juntos. L: Queres deixar uma mensagem aos adeptos do Sporting CP e também aos teus antigos colegas? C: Neste momento, é pedir-lhes para terem paciência. Sei que, para os adeptos, é difícil não poder apoiar a equipa. Enquanto tive o prazer de jogar no Sporting CP, os adeptos foram incríveis. Esperar que continuem a apoiar o Clube. Aos meus antigos companheiros, queria desejar-lhes sorte e dizer-lhes para continuarem a fazer aquilo que tão bem sabem. No final de contas, a pandemia vai passar e vai tudo ficar bem: os adeptos vão voltar a encher os pavilhões e o jogo vai voltar a ser aquilo que era.
“Será um jogo decidido nos pormenores”Leonino (L): Este sábado, o Sporting CP defronta o FC Porto. Jogaste nos três grandes em Portugal. Como é viver estes grandes jogos? Caio (C): São encontros diferentes, não só pelo jogo em si, mas também pela semana que os antecede. Os treinos são diferentes. Há sempre aquele nervosismo na barriga, mas, a partir do momento em que o árbitro apita – ainda para mais sem público nas bancadas –, é mais um jogo. São jogos especiais porque se defrontam grandes equipas, com grandes jogadores e, como costumamos dizer, são jogos que gostamos de jogar. Antevejo um grande jogo. L: O Sporting CP vem de uma vitória importante, frente ao OC Barcelos, e teve um arranque de temporada mais positivo do que o FC Porto. Apesar de jogar num Pavilhão João Rocha vazio, consideras os leões favoritos? C: A ausência do público é desfavorável à equipa da casa. Neste caso, ´joga´ contra o Sporting CP. Considero um jogo de ´tripla´, até porque, nestes duelos, raramente existem favoritos. O Sporting CP vem embalado de uma senda de vitórias e, a meio da semana, teve um triunfo importante em Barcelos. O FC Porto não começou tão bem e pode tentar jogar esta cartada para dar a volta aos acontecimentos. Será um jogo decidido nos pormenores. L: Como analisas a equipa do Sporting CP? C: É uma equipa à imagem do treinador: pragmática, muito forte defensiva e fisicamente e que, no ataque, continua com grandes executantes. Tem a particularidade de ter um leque de opções mais alargado, o que permite manter uma alta intensidade durante todo o jogo.
“Mais do que estar bem agora, é importante estar bem no play-off”L: Este ano, o campeonato voltará a ser decidido nos play-offs. Achas que esse fator retira pressão às equipas nesta fase? C: O regresso aos play-offs acaba por ´permitir´ que as equipas percam pontos nesta fase porque o campeonato vai ser decidido em jogos a eliminar. Acho que é importante tentar a melhor classificação na fase de regular, até para ter o fator casa nos play-offs. Acredito que a alteração do modelo competitivo vai ser positiva para o hóquei em patins porque vai permitir que se vivam grandes emoções na fase final. Mais do que estar bem agora, é importante estar bem no play-off. L: Alguns analistas defendem que este modelo favorece as características da equipa do Sporting CP. Concordas? C: Os jogadores do Sporting CP gostam de jogar estes jogos. Digo isto porque era o que sentíamos no balneário. Nestes encontros, não chega só ter qualidade. É preciso algo mais. Talvez por isso tenhamos sempre conseguido grandes vitórias. Acho que o dragão foi o único terreno onde não conseguimos ganhar. Acredito que essa tendência se mantenha e, até agora, os resultados demonstram isso mesmo.
“Mais do que os títulos, guardo o carinho que as pessoas têm por mim”L: Atualmente, está em Itália, ao serviço GSH Trissino. Como está a correr a experiência até tendo em conta o contexto de pandemia que o mundo está a viver? C: Tem havido alguns avanços e recuos. Quando começámos a jogar, era permitido público nas bancadas, mas agora voltou a ser proibido. Tem sido uma experiência gratificante para mim. Um campeonato e uma realidade diferente. Estou a aprender coisas novas, sobretudo no aspeto tático. Para já, estou a gostar bastante. L: És um dos jogadores mais titulados do hóquei português. Sentes que sempre te foi dado esse ´crédito´? C: Acredito que sim. Para mim, era fácil resguardar-me nos títulos que conquistei até porque são números e normalmente não mentem. Mas, mais do que os títulos, o que guardo é o carinho e respeito que as pessoas – treinadores e jogadores – têm por mim. Sei que olham para mim como um exemplo, apesar de pouco ortodoxo. Joguei nos três grandes e consegui ganhar títulos em todos eles. É algo que não é muito habitual e deixa-me muito orgulhoso. Sinto que ganhei o respeito das pessoas, enquanto jogador e, acima de tudo, como pessoa.
Fotografia de Sporting CP
Emblema verde e branco voltou a não conseguir superiorizar-se às águias e foi novamente derrotado no reduto do clube encarnado
20 Jun 2026 | 16:45 |
A equipa de hóquei em patins do Sporting perdeu com o Benfica por 3-1, este sábado, dia 20 de junho, no terceiro jogo da grande final do Campeonato Nacional. Depois de terem eliminado o Porto nas meias-finais, os leões voltaram a não ser felizes e veem assim o rival conquistar o título (3-0 no agregado).
A jogar no Pavilhão Fidelidade, ambas as formações protagonizaram uma primeira parte equilibrada, com oportunidades para ambos os lados e grande destaque para os guarda-redes. Quando tudo apontava para o nulo ao intervalo, os encarnados foram extremamente eficazes nos instantes finais. Aos 24 minutos, João Rodrigues inaugurou o marcador com um remate de meia distância e, já a escassos segundos do descanso, aos 25 minutos, Viti aumentou a vantagem para 2-0.
No reatamento, o Sporting procurou reduzir a diferença, mas foi o Benfica quem voltou a marcar. Aos 31 minutos, João Rodrigues aproveitou uma grande penalidade para bisar na partida e fazer o 3-0, colocando os encarnados numa posição mais confortável.
A formação leonina continuou a lutar até ao apito final. Aos 46 minutos, Nolito Romero converteu um livre direto e reduziu para 3-1, reacendendo por momentos a esperança verde e branca. No entanto, o Benfica conseguiu gerir a vantagem até ao fim e confirmou a vitória.
Com esta derrota - a 13.ª em 60 jogos na presente temporada desportiva - os comandados de Edo Bosch terminam assim a época. Os verdes e brancos procuravam conquistar o 10.º título na competição, o últimos dos quais em 2020/21, sob comando de Paulo Freitas.
Na fase de todas as decisões da temporada, o técnico dos verdes e brancos continua a acreditar na qualidade dos seus jogadores
18 Jun 2026 | 15:27 |
Numa partida em que o resultado foi pesado, Edo Bosch, treinador verde e branco, não atira a toalha ao chão e ainda acredita que a sua equipa possa dar a reviravolta da final do playoff do Campeonato Nacional. Após duas derrotas nos dois primeiros jogos - onde o técnico já se tinha mostrado confiante -, os leões terão de vencer os próximos três para inverter o sentido da eliminatória.
Edo Bosch: "A equipa nunca deixou de lutar"
“Pelo que fizemos durante o jogo a diferença de 5-2 não é real, não traduz o que se passou. Entrámos bem e sofremos o golo logo aos 5', depois na segunda parte depois de termos feito o 1-2 poucos segundos depois sofremos o terceiro e tudo isto afetou-nos em termos anímicos mas mesmo assim a equipa nunca deixou de lutar", sublinhou Edo Bosch.
Edo Bosch: "Acredito que também nós possamos dar a reviravolta"
Inspirando-se no feito da equipa de voleibol do Clube na temporada passada, o técnico ainda acredita ser possível: “Tal como a equipa de voleibol fez na temporada passada, acredito que também nós possamos dar a reviravolta a um 0-2 na final do playoff e conquistar o título”.
Por último, o técnico espanhol despediu-se com uma mensagem de otimismo. "Hoje, estamos a curar as feridas mas, a partir de amanhã vamos começar a preparar-nos para que possamos ir vencer à Luz. Não me surpreende se o conseguirmos porque temos estado muito perto de vencer o Benfica esta temporada", concluiu.
No que toca ao próximo encontro, a terceira partida da final do Campeonato está agendada para as 15:00 de sábado, no Pavilhão da Luz. Posteriormente, caso haja necessidade, o quarto jogo realiza-se no Pavilhão João Rocha, a 24 de junho, e o quinto novamente no Pavilhão da Luz, a 27 de junho.
Treinador do emblema verde e branco sublinhou que equipa esteve abaixo do habitual na primeira parte e que acabou por pesar no resultado final
14 Jun 2026 | 12:34 |
Após o primeiro jogo da final do Campeonato Nacional de hóquei em patins, frente ao Benfica (derrota por 3-2), Edo Bosch fez o rescaldo da partida, analisando a exibição do Sporting e sublinhando que a equipa esteve abaixo do habitual na primeira parte.
“Fizemos uma primeira parte aquém daquilo que nós somos”. O técnico leonino destacou depois a reação da equipa na segunda parte, considerando que houve melhorias significativas no desempenho: “Na segunda parte corrigimos algumas coisas e fomos mais nós”.
Edo Bosch: "É igual perder por um golo, por dois ou por cinco"
Edo Bosch abordou também a dificuldade de jogar em desvantagem frente ao Benfica, explicando a resposta emocional da equipa ao longo do encontro: “Sofrer o 3-1 não foi fácil de digerir, mas acho que nos comportámos muito bem na 2.ª parte. É igual perder por um golo, por dois ou por cinco".
O treinador do Sporting deixou ainda clara a confiança no plano preparado para o segundo jogo da final, garantindo que a equipa sabe o que precisa de fazer para empatar a eliminatória: “Temos muito claro o que temos de fazer. Sabemos o hóquei que queremos jogar, sabemos como defender o Benfica e como atacá-lo”.
O técnico do emblema verde e branco fez questão de deixar uma mensagem aos adeptos Sportinguistas, elogiando o apoio recebido no Pavilhão da Luz: “Os nossos adeptos não são um pormenor, são um ‘pormaior", disse o técnico dos leões.