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Ala do Sporting marca à Bélgica e ajuda a colocar Portugal nas meias-finais do Europeu
01 Fev 2026 | 17:21
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Futsal
15 Jan 2020 | 12:00 |
Esteve cá três anos e voltou agora para o Brasil, mas relembrou todas as alegrias, contou-nos todos os porquês… e não tira de cima da mesa a possibilidade de voltar: O nosso 89, Dieguinho.
Leonino: Seria difícil que a primeira pergunta não fosse a seguinte: O que mais te custou ao sair do Sporting CP?
Dieguinho: O que mais me custou ao sair do Sporting CP foi mesmo tudo o que construí aí. O carinho que tinha de todos, desde a minha chegada até ao meu último dia, porque consegui fazer muitos amigos. E tudo o que ganhei, isso foi o que mais me custou.
Como e quando tomaste a decisão de sair?
Essa decisão foi tomada em conjunto, entre mim e a minha esposa. Tínhamos planos e achei que estava no momento, por isso tivemos de a tomar.
Na tua despedida do Clube, ficaste de fora do último jogo da época, por castigo. Querias despedir-te de outra forma?
Claro que me queria despedir de outra forma. Queria ter jogado, ter conseguido o título, mas infelizmente fui castigado e não deu. Acho que fiz uma história bacana, deixei um legado bem bonito e isso é que importa.
“Termina meu vínculo contratual ao clube, mas fica minha paixão, e gratidão (…). Esses adeptos que nunca esquecerei e que agora também faço parte, muito obrigado”. Foram estas algumas das tuas palavras quando a tua saída foi tornada pública. Tens seguido a época do Sporting CP?
Sigo sempre o Sporting CP, sigo tudo o que acontece. Além de ter amigos que ainda jogam aí, jamais vou deixar de seguir.
“O início do Sporting CP foi bem complicado”
Como vês o desempenho da equipa até agora?
Claro que não acompanho o dia-a-dia deles, mas vejo os resultados e estão a fazer uma boa campanha. Infelizmente não conseguiram passar para a final-four, mas sabemos que todos os anos fica mais difícil, porque tudo é mais competitivo. Conseguimos, durante três anos seguidos, passar à final-four, mas infelizmente este ano não conseguiram. Agora eles têm que dar ênfase ao campeonato e, se Deus quiser, tomar esse título de novo para o Sporting CP.
Qual o momento que guardas com maior felicidade destes anos passados em Alvalade?
Não é só o meu momento, mas o de todos os Sportinguistas, que é quando conseguimos o título da Champions. Era o sonho de todos, então, creio que esse é o momento que vai ficar eternizado.
O “muleque de vila” chegou e venceu na Europa. Como lidaste com as diferenças do futsal em Portugal quando chegaste?
No início foi bem complicado. Era tudo muito diferente, sobretudo o futsal brasileiro do futsal europeu. Foi um início meio conturbado, mas as pessoas acreditaram em mim e eu sabia do meu potencial. Não desisti. Fui trabalhando e com o passar do tempo fui ganhando mais confiança em todos e consegui fazer essa história, conquistando títulos e, sobretudo, o respeito de todos.
“Os golos que me deixavam mesmo feliz eram os que marcava contra o Benfica”
Lembras-te do que sentiste a primeira vez que entraste no Pavilhão João Rocha?
Foi uma sensação única. Entrar num pavilhão, do jeito que estava, com todos aqueles adeptos maravilhosos, foi muito gostoso. Nunca vou esquecer esse dia. Como tu próprio te intitulas, o rei do golo e do hat-trick, que golo te fez arrepiar enquanto vestias a camisola verde e branca?
Foram mesmo bastantes golos e fico feliz por isso. Os golos da final da Champions foram muito importantes, mas os que me deixavam mesmo feliz eram os que marcava contra o Benfica. Esses sim. Quando marcava e quando vencíamos, ia para casa numa felicidade que não tinha tamanho.
O que foi melhor ao longo destas épocas no Clube?
Acho que não tem “o que foi melhor”, para mim tudo foi bom. Foi perfeito. Os três anos que fiquei aí foram maravilhosos, que não posso esquecer e vou levar para toda a minha vida.
E o que foi mais difícil?
Foi a minha chegada. Por ser um futsal diferente, a minha adaptação e, agora, a minha saída. Não foi fácil decidir sair. Então acho que esses dois momentos foram as coisas mais difíceis que passei por aí.
De 0 a 100, qual a percentagem que concedes ao Sporting CP pelo teu sucesso atual?
Realmente tenho de reconhecer que o Sporting CP foi um clube que alavancou muito a minha carreira. Não sei se tem uma percentagem, mas falando dessa forma, acho que 80% devo ao Sporting CP por todo o sucesso que está a acontecer comigo.
“Ainda tenho muitas imagens dos adeptos na minha cabeça”
O que recordas com maior carinho dos adeptos? Sendo que eras um dos mais adorados do plantel?
Ainda tenho muitas imagens dos adeptos na minha cabeça. Alguns a pedir para fazer a ‘dança do pombo’ e todas as comemorações que fazia quando marcava um golo. Isso é mesmo algo que tenho na mente.
Houve uma imagem que nunca saiu da mente de cada leão no Pavilhão João Rocha. Quando vencemos o Tricampeonato, subiste à baliza, paraste e primeiro ficaste a olhar para a festa. Depois começaste a festejar com todos os presentes. O que passou pela tua cabeça naquele momento?
Aquele era um momento de muita felicidade. Tínhamos acabado de ganhar o campeonato e subi ali na baliza e fiquei só olhando aqueles adeptos a fazer toda aquela festa. Fiquei encantado e estive alguns minutos só a olhar para todos eles a festejar e depois, claro, comecei a festejar junto deles. Podem ter a certeza que, para mim, também é um dos momentos mais marcantes que passei no Sporting CP.
Gostavas de voltar um dia?
Gostaria de voltar, sim. Possibilidades sempre vão existir e vamos estudando essas possibilidades e, quem sabe, um dia não estarei aí, de volta, representando esse clube maravilhoso e vestindo essa camisa.
Que mensagem queres deixar aos Sportinguistas?
A mensagem que deixo aos Sportinguistas é a de sempre. Que eles continuem a apoiar o clube, nunca abandonem, que façam a festa mesmo, que é o que eles sabem fazer. Quem sabe se um dia estarei de volta para dar mais alegrias e também sentir essa mesma alegria de os ver a gritar o meu nome e a fazerem-me sorrir.
Internacional português esteve na vitória do Clube de Alvalade diante do Elétrico e deixou mensagem impactante nas suas redes sociais
16 Fev 2026 | 12:50 |
Zicky Té, jogador de futsal do Sporting, voltou a jogar três meses depois, na vitória frente ao Elétrico (8-2), na quarta eliminatória da Taça de Portugal, regresso que destacou nas redes sociais, criticando os "boatos infundados" sobre terminar a carreira por problemas físicos.
Z. Té: "Os boatos infundados de pessoas maldosas"
"Só respondo com trabalho. Depois de um ‘fim’, existe sempre um novo começo. Os boatos infundados de pessoas maldosas têm tomado grandes proporções, não querendo dar ênfase nunca me pronunciei, preferi antes trabalhar, seguir em frente e responder com trabalho, foi assim que comecei e será sempre assim que irei continuar", começou por escrever, na sua conta Instagram.
O futsalista de 24 anos voltou a reforçar a sua posição. "Na vida as pessoas comentam o teu penteado, fazem diagnóstico do teu estado clínico, questionam as tuas decisões, julgam as tuas ações, isto tudo são coisas que não controlas, e que não te devem bloquear. Foca-te em ti e responde com trabalho em todas as a adversidades", completou.
Zicky Té foi um dos nomes sonantes a não integrar a convocatória de Portugal, de Jorge Braz, para o Europeu de futsal - assim como João Matos - após um arranque de época marcada por problemas físicos ao serviço do conjunto de Alvalade.
Na presente temporada, Zicky Té soma seis golos, mas tem apenas sete jogos realizados pela equipa do Sporting. No total, na equipa principal verde e branca, pela qual se estreou em 2018,, o internacional português já participou em 206 encontros, tendo assinado 131 remates certeiros.
Em consequência às recentes prestações, craque do emblema verde e branco ganha reconhecimento, este digno de um verdadeiro talento
09 Fev 2026 | 17:31 |
Bernardo Paçó integra o cinco ideal do Campeonato da Europa de futsal, anunciou esta segunda-feira a UEFA, numa distinção que sublinha o impacto do guarda-redes do Sporting na fase final da competição. O internacional português foi uma das figuras da Seleção Nacional, afirmando-se como titular indiscutível na baliza das quinas.
Na sua estreia em fases finais de Europeus, o guardião leonino ganhou a confiança de Jorge Braz e assumiu a baliza à frente de Edu. Ao longo do torneio, Bernardo Paçó destacou-se pela segurança exibida entre os postes e pela regularidade apresentada nos momentos decisivos dos jogos.
A consistência do guarda-redes do Sporting acabou por ser reconhecida pela UEFA, que o incluiu no cinco ideal da prova, dominado pela campeã Espanha. Os restantes lugares foram ocupados pelos espanhóis Antonio Pérez, Mellado e Pablo Ramírez, além de Pany Varela.
Portugal contou, assim, com dois representantes na equipa eleita. Além de Bernardo Paçó, Pany Varela, ex Sporting, foi distinguido após um torneio em que somou quatro golos e quatro assistências nos seis encontros disputados pela Seleção Nacional.
Apesar da distinção individual, a equipa das quinas não conseguiu revalidar o título europeu, depois de sair derrotada da final frente à Espanha, por 3-5. Ainda assim, a presença de Bernardo Paçó no cinco ideal do Euro 2026 reforça o estatuto do guarda-redes do Sporting no panorama do futsal europeu.
Confira a publicação feita pela UEFA:
Seleção Nacional venceu a França, por 4-1, e prepara-se para enfrentar a Espanha no duelo mais aguardado da competição de países
05 Fev 2026 | 11:29 |
Portugal garantiu a presença na final do Campeonato da Europa de futsal ao vencer a França por 4-1, na última quarta-feira, nas meias-finais da competição, como muito Sporting à mistura. A Seleção Nacional, bicampeã europeia, mantém assim a defesa do título e vai medir forças com a Espanha no encontro decisivo.
Os irmãos Paçó tiveram papel determinante no triunfo português. Bernardo destacou-se com várias intervenções importantes na baliza, enquanto o gémeo e companheiro de equipa em Alvalade esteve envolvido nos três primeiros golos da equipa das Quinas, com um golo e duas assistências.
Apesar da superioridade portuguesa, foi a França a inaugurar o marcador. Aos cinco minutos, Touré fez o 1-0, num lance em que Bernardo Paçó não conseguiu evitar o golo. A partir desse momento, o guarda-redes do Sporting respondeu com várias defesas de elevado nível.
Portugal chegou ao empate através de lances de bola parada do...Sporting. Aos 17 e 18 minutos, Diogo Santos - que já havia sido preponderante na prova - e Tomás Paçó marcaram na sequência de cantos semelhantes. No primeiro, o fixo assistiu o colega dos leões para o 1-1 e, logo de seguida, apontou o 2-1.
Na segunda parte, aos 28 minutos, uma jogada coletiva resultou no terceiro golo português, com Tomás Paçó a servir Erick Mendonça. O resultado final foi fixado num lance invulgar, já na primeira situação de cinco para quatro da equipa francesa, quando Bernardo Paçó rematou de primeira ao poste da baliza adversária, com a bola a embater em Gueddoura antes de entrar.
Portugal conquistou os títulos europeus de 2018 e 2022, além do Campeonato do Mundo em 2021, sob o comando de Jorge Braz. Na final, a Seleção Nacional defronta a Espanha, com partida marcada para o próximo sábado, dia 7 de fevereiro, pelas 18h30.