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Clube
28 Fev 2020 | 19:16 |
Bruno de Carvalho foi hoje ouvido no âmbito do Julgamento de Alcochete. O antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal começou logo por dizer que não compreendia como estava em tribunal como arguido.
O ex-presidente leonino diz que foi avisado da invasão por José Ribeiro, que interrompeu uma reunião que Bruno de Carvalho estava a ter em Alvalade, para avisar do sucedido.
"Aquilo que se passou em Alcochete foi hediondo, criminoso. Foi indescritível o que as pessoas passaram. Decidiram passar-me de testemunha/vítima para arguido. Que nenhuma resposta seja vista como minimização do que aconteceu, mas colocaram-me do lado errado da acusação", começou por dizer.
Bruno de Carvalho também revelou que em dezembro de 2017 proibiu a entrada das claques na Academia, mas que Jorge Jesus os deixou entrar: “Em dezembro de 2017, proibi as claques de entrar na Academia e o JJ foi por trás e deixou-os entrar. Abriu um precedente. Perguntei-lhe se ele era treinador ou presidente. Se eu for condenado, é porque sou o criminoso mais imbecil do mundo".
A juíz Sílvia Rosa Pires perguntou, depois, se o antigo Presidente alguma vez deu instruções para alguém fazer mal aos jogadores, ou aos seus carros.
"Absolutamente nada, nada. O William Carvalho é useiro e vezeiro a mentir. Até veio aqui dizer uma coisa simpática, dizendo que não havia questão nenhuma com o presidente. Esqueceu-se de contar que o pai dele, na SAD, ameaçou de morte o Guilherme Pinheiro, administrador da SAD. A ele e a mim. Por causa de uma proposta que não existia. Foi por isso que ele nos ameaçou de morte”, explicou, dizendo também que o atual jogador do Bétis era próximo de elementos da claque leonina.
“Havia jogadores, como William Carvalho, que, quando saíam à noite e se metiam em problemas, a quem eles ligavam? A elementos da Juve Leo. Só quero enquadrar as coisas. Há um elemento ali atrás [presente na assistência do tribunal] que antes dos jogos cumprimentava o William com dois beijos".
Bruno de Carvalho atacou ainda mais uma vez William: “Quando chego à Academia, naquele dia [do ataque], tenho a sorte de a primeira pessoa que me aparece é o William, a dizer 'você não acha que não sabemos que foi você?'. Mas não há imagens disto, é a palavra de um contra o outro. Ele disse aqui que não conhecia arguidos, mas, depois, andou a telefonar-lhes. Está na natureza dele mentir".
Sobre a reunião de 7 de abril com a Juventude Leonina, Bruno de Carvalho diz ter sido um pedido expresso de André Geraldes, então manager da equipa. O antigo presidente diz que recusou várias vezes, por causa da saúde da filha, mas acabou por ir.
"Aquilo eram dezenas de pessoas aos gritos. Tentaram agredir-me, só não me chamaram de santo. Não teve ponta por onde se pegasse, eram gritos, pessoas a fumar charros... Não ouvi absolutamente ninguém a dizer que ia à Academia.
Falavam dos meus posts e dos meus posts e mais posts, de tarjas, inclusivamente de tarjas contra mim. Tinha de conseguir sair daí. Disse 'façam o que quiserem' para aquilo não descambar mais. A primeira pessoa que me quis bater foi o Elton Camará, que é só o mais pequenino do grupo".
A juíz Sílvia Rosa Pires pergunta o porquê da insistência de André Geraldes em Bruno de Carvalho ir à reunião. "Não sei, por isso é que digo que devo ser o criminoso mais imbecil do mundo".
Sobre Mustafá: "Acabei por gostar dele porque é um indivíduo tão genuíno que me faz rir. Sempre me respeitou e sempre o respeitei. É genuíno, tem umas saídas que me fazem rir. A minha perceção do Nuno Mendes é a mesma das forças da segurança - que ele era mais uma solução do que um problema. Tem as suas maluqueiras, ia testando os limites. Mas era mais uma solução do que um problema".
O ex-presidente falou ainda sobre Ricardo Gonçalves, atual chefe de segurança do Clube.
"Após o ataque, instaurei um processo disciplinar a Ricardo Gonçalves, que depois é colocado na gaveta e ele acaba promovido. Ele disse-me que Jorge Jesus mandou retirar a entrada por cartões, mandou tirar a medida de segurança. Fala-se aqui de um alarme. Aquele alarme não estava ligado a nada, só está lá para fazer barulho. As portas estavam todas abertas desde o início da época, sempre que havia treino por ordem do Jorge Jesus. Nada disto tinha acontecido se não tivessem sido retiradas as minhas medidas de segurança".
Bruno de Carvalho informou, ainda, que Jorge Jesus e Frederico Varandas iam ser despedidos com justa causa: “As pessoas que iam ser despedidas eram o Jorge Jesus, que acabou condecorado, e Frederico Varandas, que acabou presidente”.
As alegações finais começam a 11 de março. Todos os arguidos terão de estar presentes no Tribunal de Monsanto. Nesse dia, não há dispensas", alertou a juiz.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52