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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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28 Fev 2020 | 19:16 |
Bruno de Carvalho foi hoje ouvido no âmbito do Julgamento de Alcochete. O antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal começou logo por dizer que não compreendia como estava em tribunal como arguido.
O ex-presidente leonino diz que foi avisado da invasão por José Ribeiro, que interrompeu uma reunião que Bruno de Carvalho estava a ter em Alvalade, para avisar do sucedido.
"Aquilo que se passou em Alcochete foi hediondo, criminoso. Foi indescritível o que as pessoas passaram. Decidiram passar-me de testemunha/vítima para arguido. Que nenhuma resposta seja vista como minimização do que aconteceu, mas colocaram-me do lado errado da acusação", começou por dizer.
Bruno de Carvalho também revelou que em dezembro de 2017 proibiu a entrada das claques na Academia, mas que Jorge Jesus os deixou entrar: “Em dezembro de 2017, proibi as claques de entrar na Academia e o JJ foi por trás e deixou-os entrar. Abriu um precedente. Perguntei-lhe se ele era treinador ou presidente. Se eu for condenado, é porque sou o criminoso mais imbecil do mundo".
A juíz Sílvia Rosa Pires perguntou, depois, se o antigo Presidente alguma vez deu instruções para alguém fazer mal aos jogadores, ou aos seus carros.
"Absolutamente nada, nada. O William Carvalho é useiro e vezeiro a mentir. Até veio aqui dizer uma coisa simpática, dizendo que não havia questão nenhuma com o presidente. Esqueceu-se de contar que o pai dele, na SAD, ameaçou de morte o Guilherme Pinheiro, administrador da SAD. A ele e a mim. Por causa de uma proposta que não existia. Foi por isso que ele nos ameaçou de morte”, explicou, dizendo também que o atual jogador do Bétis era próximo de elementos da claque leonina.
“Havia jogadores, como William Carvalho, que, quando saíam à noite e se metiam em problemas, a quem eles ligavam? A elementos da Juve Leo. Só quero enquadrar as coisas. Há um elemento ali atrás [presente na assistência do tribunal] que antes dos jogos cumprimentava o William com dois beijos".
Bruno de Carvalho atacou ainda mais uma vez William: “Quando chego à Academia, naquele dia [do ataque], tenho a sorte de a primeira pessoa que me aparece é o William, a dizer 'você não acha que não sabemos que foi você?'. Mas não há imagens disto, é a palavra de um contra o outro. Ele disse aqui que não conhecia arguidos, mas, depois, andou a telefonar-lhes. Está na natureza dele mentir".
Sobre a reunião de 7 de abril com a Juventude Leonina, Bruno de Carvalho diz ter sido um pedido expresso de André Geraldes, então manager da equipa. O antigo presidente diz que recusou várias vezes, por causa da saúde da filha, mas acabou por ir.
"Aquilo eram dezenas de pessoas aos gritos. Tentaram agredir-me, só não me chamaram de santo. Não teve ponta por onde se pegasse, eram gritos, pessoas a fumar charros... Não ouvi absolutamente ninguém a dizer que ia à Academia.
Falavam dos meus posts e dos meus posts e mais posts, de tarjas, inclusivamente de tarjas contra mim. Tinha de conseguir sair daí. Disse 'façam o que quiserem' para aquilo não descambar mais. A primeira pessoa que me quis bater foi o Elton Camará, que é só o mais pequenino do grupo".
A juíz Sílvia Rosa Pires pergunta o porquê da insistência de André Geraldes em Bruno de Carvalho ir à reunião. "Não sei, por isso é que digo que devo ser o criminoso mais imbecil do mundo".
Sobre Mustafá: "Acabei por gostar dele porque é um indivíduo tão genuíno que me faz rir. Sempre me respeitou e sempre o respeitei. É genuíno, tem umas saídas que me fazem rir. A minha perceção do Nuno Mendes é a mesma das forças da segurança - que ele era mais uma solução do que um problema. Tem as suas maluqueiras, ia testando os limites. Mas era mais uma solução do que um problema".
O ex-presidente falou ainda sobre Ricardo Gonçalves, atual chefe de segurança do Clube.
"Após o ataque, instaurei um processo disciplinar a Ricardo Gonçalves, que depois é colocado na gaveta e ele acaba promovido. Ele disse-me que Jorge Jesus mandou retirar a entrada por cartões, mandou tirar a medida de segurança. Fala-se aqui de um alarme. Aquele alarme não estava ligado a nada, só está lá para fazer barulho. As portas estavam todas abertas desde o início da época, sempre que havia treino por ordem do Jorge Jesus. Nada disto tinha acontecido se não tivessem sido retiradas as minhas medidas de segurança".
Bruno de Carvalho informou, ainda, que Jorge Jesus e Frederico Varandas iam ser despedidos com justa causa: “As pessoas que iam ser despedidas eram o Jorge Jesus, que acabou condecorado, e Frederico Varandas, que acabou presidente”.
As alegações finais começam a 11 de março. Todos os arguidos terão de estar presentes no Tribunal de Monsanto. Nesse dia, não há dispensas", alertou a juiz.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".