LEÃO NÃO VAI ALÉM DO NULO E COMPLICA CONTAS DO PÓDIO
Sporting CP empatou, a zero, com o Vitória FC e interrompeu série de vitórias no Estádio José Alvalade
Duarte Pereira da Silva
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21 de Julho 2020, 21:05
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O Sporting CP não foi além do empate, a zero, na receção ao Vitória FC. Os leões, que, em caso de vitória, garantiam o terceiro lugar do Campeonato Nacional dominaram grande parte da partida, mas não foram incapazes de ultrapassar a defensiva sadina. Desta forma, o conjunto de Alvalade soma 60 pontos, mais três do que o SC Braga, que ocupa o quarto lugar.

Ainda antes do início da partida, duas notas de destaque. Jérémy Mathieu, que recentemente anunciou a retirada do futebol profissional, deixou uma mensagem aos adeptos leonino e Sebastián Coates foi homenageado pelas duas centenas de jogos com o leão rampante ao peito. O uruguaio recebeu, das mãos de Beto, uma camisola com o número 200 e juntou-se a nomes como Anderson Polga ou Iordanov.

Comparativamente com o jogo diante do FC Porto, Rúben Amorim optou por fazer três alterações no 11 inicial. Cristian Borja, Jovane Cabral e Andraž Šporar cederam os seus lugares a Marcos Acuña, Francisco Geraldes e Tiago Tomás. No caso deste último, foi a estreia absoluta a titular do jovem avançado de apenas 18 anos.

De resto, foi a primeira vez na história do Sporting CP que, na Liga NOS, teve no 11 inicial três jogadores (Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Tiago Tomás) com apenas 18 anos na equipa titular dos verdes e brancos, o que valeu também aos leões o 11 mais jovem da Liga NOS 2019/20, com uma média de idades de 23 anos.

Quando, finalmente, a bola começou a rolar, os leões, que estrearam o equipamento alternativo para a temporada de 2020/21, entraram mais afirmativos e, logo no primeiro minuto, Tiago Tomás poderia ter inaugurado o marcador. O avançado tentou fazer o chapéu a Makaridze, mas a aba do mesmo acabou por ficar larga de mais. Aos 11 minutos, novamente Tiago Tomás na cara do golo. Nota para o excelente passe de Francisco Geraldes, que colocou o avançado na cara de Makaridze, mas o guarda-redes georgiano saiu de entre os postes e segurou o esférico.

No primeiro quarto de hora, o conjunto de Lito Vidigal limitava-se a defender e pouco ou nada ameaça a baliza Leonina. Um dado demonstrativo disso mesmo é que, com 15 minutos decorridos, Wendel – um dos mais ativos na partida – tinha quase tantos passes certos (22) como toda a equipa do Vitória FC (26).

Contudo, aos 20 minutos, o primeiro sinal de perigo dos sadinos. Num livre estudado por parte dos comandados de Lito Vidigal, cruzamento perigoso, mas Luís Maximiano, com uma saída segura, evitou males maiores. Em cima do minuto 25, Tiago Tomás, um dos jogadores mais rematadores dos leões, voltou a visar a baliza de Makaridze. Acuña lançou em profundidade Francisco Geraldes, que soltou para o avançado, mas o remate saiu fraco e por cima da baliza do Vitória FC. Até final da primeira parte, destaque apenas para um remate de Nunes Mendes, apenas travado por Artur Jorge.

Nos primeiros 45 minutos, os leões dominaram por completo o jogo, mas demonstraram algumas dificuldades em penetrar na defensiva sadina. A verdade é que, apesar dos 78% de posse de bola na primeira parte – o máximo que alguma equipa conseguiu na presente edição da Liga NOS –, a turma de Amorim não conseguiu enquadrar nenhum remate com a baliza adversária. No capítulo individual, destaque para Wendel e Francisco Geraldes, que iam tentando tirar um coelho da cartola, mas também para Nuno Mendes e Eduardo Quaresma, que venceram a esmagadora maioria dos duelos defensivos.

Ao intervalo, certamente nada satisfeito com o que estava a assistir, Rúben Amorim retirou Stefan Ristovski e lançou Luciano Vietto, que não atuava desde o dia 12 de junho. O técnico Leonino optou por mover Gonzalo Plata para o corredor direito e colocar Luciano Vietto no corredor central. No entanto, os leões continuavam a demonstrar as mesmas dificuldades do primeiro tempo e, de certo modo, as mesmas acentuaram-se nos primeiros 15 minutos do segundo tempo.

Com uma hora de jogo, Rúben Amorim voltou a mexer na equipa e lançou Joelson Fernandes para o lugar de Matheus Nunes. Aos 65 minutos, o primeiro remate enquadrado da partida. Luciano Vietto tirou um homem do caminho e, de fora da área, rematou sem perigo para defesa fácil de Makaridze. Logo de seguida, o primeiro lance de perigo da segunda parte. Acuña, com um remate potente, obrigou o guarda-redes georgiano a uma intervenção apertada e, após insistência verde e branca, a defensiva sadina acabou mesmo por ceder pontapé de canto. Era a melhor ocasião de golo dos leões no segundo tempo.

A verdade é que, depois das substituições, o Sporting CP melhorou e parecia agora mais dinâmica e capaz de desequilibrar os sadinos. Aos 76 minutos, Wendel tentou a sua sorte de fora da área, mas a pontaria dos rapazes de verde e branco parecia não estar afinada. Um par de minutos depois, Pedro Mendes entrou para o lugar de Nuno Mendes, passando Joelson Fernandes para o corredor esquerdo e ficando Tiago Tomás e Luciano Vietto no apoio ao ponta de lança de 20 anos.

Porém, até final do jogo, os leões não conseguiram criar qualquer ocasião de golo digna de registo e o Vitória FC, com 11 homens atrás da linha da bola, ia resistindo às ofensivas verdes e brancas e limitava-se a sair em transições rápidas.

Desta forma, o Sporting CP acabou mesmo por empatar, a zero, com os sadinos. Recorde-se que, em caso de vitória, os leões teriam garantido o terceiro lugar da Liga NOS, fruto da derrota do SC Braga.

Assim sendo, o conjunto de Rúben Amorim fica, agora, com 60 pontos, mais três do que os arsenalistas, com 57 pontos, e a luta pelo terceiro lugar fica ainda por resolver.

Na última jornada, a turma de Alvalade desloca-se ao Estádio da Luz para defrontar o SL Benfica. A partida realiza-se no próximo sábado, 25 de julho, pelas 21h15.

Fotografia de A Bola.

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