MEMÓRIA LEONINA: REDENÇÃO NO JAMOR
Foi há precisamente um ano que o Sporting CP conquistou a 17.ª Taça de Portugal da sua história, batendo o FC Porto nas grandes penalidades (5-4)
Duarte Pereira da Silva
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25 de Maio 2020, 11:10
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No dia 25 de maio de 2019, ou seja, há precisamente um ano, o Sporting CP conquistou a 17.ª Taça de Portugal da sua história. Na final, diante do FC Porto, e depois de um empate a duas bolas nos 120 minutos, os leões conseguiram levar a melhor sobre os dragões nas grandes penalidades (5-4). Em 2018, após a invasão da academia, o Sporting CP foi derrotado pelo Desportivo das Aves, por 2-1, e, desta forma, o jogo com os dragões revestia-se de especial importância e acabou por servir como redenção para os jogadores e massa adepta verde e branca.

A partida começou bastante partida, com oportunidades para os dois lados. Num primeiro momento, Corona aproveitou o ressalto dentro da grande área e obrigou Renan Ribeiro a uma excelente intervenção. Na resposta, Bruno Fernandes disparou de fora da área e obrigou Vaná Alves a ir ao chão.

Aos 23 minutos, Tiquinho Soares chegou mesmo a marcar, mas, após recurso ao vídeo-árbitro, o golo acabou por ser invalidado por posição irregular do avançado brasileiro. Contudo, já em cima do intervalo, o mesmo Soares haveria mesmo de marcar. Alex Telles bateu o pontapé livre, a bola sobrou para Herrera, que cruzou para o segundo poste onde apareceu Soares para finalizar. Neste lance, ficam algumas dúvidas sobre se Herrera terá ou não dominado a bola com a mão.

Todavia, ainda antes do final dos primeiros 45 minutos, Bruno Fernandes voltou a igualar o encontro. No corredor esquerdo, Acuña assistiu o internacional português, que, da meia lua, disparou uma bomba para o fundo das redes azuis e brancas. Estava feito o 1-1 e este seria mesmo o resultado com que as equipas recolheriam aos balneários.

No recomeço do encontro, as equipas vieram mais calculistas e, para lá de uma bola no poste por intermédio de Soares logo a abrir o segundo tempo, as oportunidades de golo só apareceram nos últimos 15 minutos. Wendel, para os leões, e Herrera, Brahimi e Danilo Pereira, para os dragões, podiam ter sentenciado a partida, mas os guardiões impuseram a sua lei e o jogo seguiu mesmo para prolongamento.

Nos 30 minutos restantes, foi o leão que rugiu primeiro. Bas Dost, que havia entrado ao minuto 75, aproveitou da melhor maneira o cruzamento de Acuña e, ao segundo poste, desviou subtilmente para colocar o Sporting CP pela primeira vez na frente do marcador.

Porém, já em cima do minuto 120, e quando muitos adeptos leoninos se preparavam para festejar, o FC Porto chegaria mesmo ao empate. Já em desespero, os comandados de Sérgio Conceição colocaram sete homens dentro da grande área e Felipe fez o 2-2, levando o jogo para as grandes penalidades.

No entanto, os dragões não tinham boas recordações do desempate da marca dos 11 metros frente ao Clube de Alvalade. É que nas últimas três vezes em que as partidas entre Sporting CP e FC Porto se decidiram nos penalties, os azuis acabaram por sair derrotados.

Desta feita, o resultado foi o mesmo. Os leões até nem começaram nada bem, com Bas Dost a falhar a grande penalidade e Soares a converter com sucesso. Contudo, Pepe não quis ficar atrás do holandês e disparou com estrondo na barra da baliza defendida por Renan. Por fim, na quinta ronda de penalties, Fernando Andrade permitiu a defesa do guardião brasileiro e Luiz Phellype, na grande penalidade decisiva, não facilitou e confirmou o triunfo verde e branco.

Assim sendo, os leões conquistaram a 17.ª Taça de Portugal da sua história e, de certa forma, alcançaram alguma redenção após o desfecho do ano anterior diante do Desportivo das Aves.

Nessa mesma temporada (2018/2019), o Sporting CP conquistou ainda a Taça da Liga e terminou no terceiro lugar da Liga NOS, com 74 pontos, a 13 do SL Benfica, que venceu a prova.

Fotografia de Sporting CP

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