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Futebol
23 Jan 2026 | 09:56 |
Com dois extremos já contratados e apresentados neste mercado de inverno, o Sporting deu, em princípio, por concluída a sua atuação em janeiro. Ainda assim, o cenário pode voltar a alterar-se. Apesar do regresso de Daniel Bragança após uma longa paragem por lesão, existe margem para negociar Hidemasa Morita e, em caso de saída, abrir espaço para a entrada de um novo médio, preferencialmente para a posição 8. Um reforço que Rui Borges veria com bons olhos.
"Fizemos alguns ajustes, o Luís Guilherme já chegou e estamos a negociar outro jogador que esperamos resolver nos próximos dias [Faye]. Consideramos que provavelmente o plantel estará fechado, a não ser que haja alguma saída", afirmou, na altura, o diretor-geral do futebol leonino, Bernardo Palmeiro, ainda antes da oficialização do internacional senegalês.
Entretanto, o Sporting confirmou as duas operações planeadas: Luís Guilherme, adquirido ao West Ham por 14 milhões de euros, com a possibilidade de mais 3 milhões em bónus, e Souleymane Faye, contratado ao Granada por 6,5 milhões de euros. Ambos assinaram contratos válidos até junho de 2030 e ficaram protegidos por cláusulas de rescisão fixadas nos 80 milhões de euros.
Com estas entradas, não estava prevista a chegada de mais reforços. No entanto, à medida que o mercado se aproxima do fecho, os responsáveis leoninos admitem reabrir o dossiê. Sem saídas, o cenário é mais complexo; com uma transferência concretizada, a probabilidade de nova contratação aumenta.
Em final de contrato estão Morita e Matheus Reis. No caso do defesa brasileiro, a renovação ainda poderá ser equacionada, mas relativamente ao médio japonês essa hipótese não está em cima da mesa. Por esse motivo, esta janela representa a última oportunidade para o Sporting realizar um encaixe financeiro com o camisola 5. A SAD está recetiva a ouvir propostas e, caso se confirme a saída, avançar para um substituto.
Treinador dos verdes e brancos falou ao seu grupo de trabalho na sessão de treinos da última quinta-feira, dia 22 de janeiro
23 Jan 2026 | 09:50 |
O Sporting viveu um dos momentos mais marcantes da sua história europeia ao vencer, na última terça-feira, o PSG (2-1), atual campeão da Liga dos Campeões, em Alvalade. Seguiram-se palavras de reconhecimento de Rui Borges, reações de vários jogadores nas redes sociais e um amplo destaque na imprensa, tanto nacional como internacional. Ainda assim, a exigência do calendário obriga a equipa a virar rapidamente a página e a concentrar atenções na deslocação a Arouca, um desafio de natureza bem diferente que já foi tema central no treino de quinta-feira.
Antes do início da sessão na Academia Cristiano Ronaldo, o treinador reuniu o plantel e deixou uma mensagem clara: o encontro em Arouca deve ser encarado com o mesmo nível de importância e exigência de um jogo europeu. A ideia transmitida foi a de que o palco muda, mas a responsabilidade mantém-se, reforçando a necessidade de repetir a seriedade e a competitividade exibidas frente aos campeões franceses.
O objetivo passou por evitar qualquer acomodação após o resultado alcançado há cerca de dois dias. Apesar de o próximo adversário não ter o historial nem os títulos do PSG, conhece bem as características dos leões e atua no seu próprio terreno, tradicionalmente exigente e que pode ainda ser condicionado pelas previsões meteorológicas.
Por outro lado, o impacto mediático da vitória sobre os parisienses também foi referido, com a expectativa de que, no Estádio Municipal de Arouca, o Sporting esteja sob maior observação. Entre esses olhares estarão os dos rivais Porto e Benfica, atentos a um eventual deslize, bem como de adeptos e curiosos interessados em perceber se a equipa consegue manter o nível apresentado no último compromisso.
Desde o início da época, essa transição tem sido, na maioria das vezes, bem-sucedida. Nos jogos que se seguiram a compromissos na Champions, o Sporting somou triunfos frente a Moreirense (3-0), Tondela (3-0), Santa Clara (2-1), Estrela da Amadora (4-0) e AVS SAD (6-0). A exceção ocorreu após a derrota em Nápoles (1-2), em outubro, quando o Braga conseguiu um empate (1-1) em Alvalade.
Internacional japonês foi titular nos últimos dois jogos do Clube de Alvalade, fruto da indisponibilidade de Morten Hjulmand
23 Jan 2026 | 09:34 |
Os dias avançam e, entre castigos cumpridos e processos de recuperação, Rui Borges vê o plantel do Sporting ganhar novas opções. Esse aumento de alternativas implica também maior exigência interna, já que quem permanece no grupo tem de elevar o ritmo para manter espaço nas escolhas.
É precisamente com esse espírito que Hidemasa Morita, médio de 30 anos, encara o momento atual. O setor intermédio dos leões volta a contar com Morten Hjulmand, após cumprir duas suspensões - uma na Liga, frente ao Casa Pia, e outra na Liga dos Campeões, diante do PSG -, recebeu novamente Daniel Bragança, que esteve afastado durante 11 meses, e tem em João Simões, de apenas 19 anos, uma opção cada vez mais afirmada no onze.
Depois de somar, frente à equipa orientada por Luis Enrique, dois jogos consecutivos completos pela primeira vez em cerca de um ano e meio - algo que não acontecia desde os encontros com o PSV, a 27 de setembro de 2024, e com o Estoril, a 1 de outubro do mesmo ano -, o internacional japonês falou à comunicação social do seu país sobre a ambição de aumentar a sua utilização, numa altura em que o Campeonato do Mundo surge como um dos grandes objetivos a curto prazo.
"Preciso de provar que sou necessário"
"Estava numa posição em que precisava - e sabia disso - de causar impacto nos dois últimos jogos e sinto que consegui ter um bom desempenho", começou por explicar o centrocampista do Sporting, que acrescenta: "Porque se eu não for chamado em março [n.d.r.: na última data FIFA antes da prova americana o Japão defronta a Inglaterra em Wembley] não há Mundial. Ou seja, preciso de provar que sou necessário".
Apesar de já contabilizar 26 partidas pelo Sporting em 2025/26, Morita ainda não foi utilizado pela seleção orientada por Hajime Moriyasu nesta temporada. O compromisso de março surge, assim, como uma oportunidade decisiva para garantir presença na competição internacional, na qual ainda não participou e que o jogador considera uma janela difícil de voltar a alcançar depois de 2026.
Treinador dos verdes e brancos irá orientar na manhã desta sexta-feira, dia 23 de janeiro, o último treino antes da deslocação da 19.ª jornada da Liga
23 Jan 2026 | 09:22 |
Morten Hjulmand estará de regresso ao onze do Sporting para a deslocação a Arouca, válida para a 19.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Depois de duas partidas em que foi 'desfalque' para a turma de Rui Borges, o capitão dos leões dá uma nova vida ao meio campo, enquanto a atenção se centra agora na eventual disponibilidade de mais duas opções.
Em causa estão Ousmane Diomande e Pedro Gonçalves, defesa-central e médio ofensivo, respetivamente. Ambos já ultrapassaram os problemas musculares, mas ainda não treinaram sem limitações com o restante plantel. Esta manhã, dia em que a equipa parte para o estágio habitual no Norte do país, está prevista uma avaliação que deverá esclarecer se o costa-marfinense e o internacional português poderão integrar a comitiva para o encontro com a formação orientada por Vasco Seabra.
Continuam certamente indisponíveis Salvador Blopa, Eduardo Quaresma, Nuno Santos, Geovany Quenda e Fotis Ioannidis. Dentro deste grupo, apenas o camisola 7 não se encontra a recuperar na Academia Cristiano Ronaldo, uma vez que o processo pós-cirúrgico ao pé direito está a ser realizado nas instalações do Chelsea, clube que detém os seus direitos desportivos.
Por esta altura, os comandados de Rui Borges têm agora 45 pontos e continuam no segundo lugar da tabela classificativa da Liga Portugal Betclic. O Porto (52) está no primeiro posto. Já o Benfica é terceiro com 42 pontos amealhados.
O emblema verde e branco volta a entrar em campo no próximo sábado, dia 24 de janeiro, frente ao Arouca, em jogo relativo à 19.ª jornada da Liga Portugal Betclic. O encontro diante da turma liderada por Vasco Seabra jogar-se-á às 18h00, no reduto do adversário.