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Futebol
15 Out 2023 | 10:41 |
Romain Salin, antigo guarda-redes do Sporting, assumiu papel de suplente enquanto esteve em Alvalade - primeiro de Rui Patrício, depois de Renan Ribeiro. A poucos dias do duelo frente ao Olivais e Moscavide, no qual Franco Israel deverá ser titular, o francês deixou palavras de apoio.
"Sempre gostei de pressão e ser o número dois traz muita pressão. jogamos pouco e quando somos chamados o escrutínio é muito maior. Podemos fazer dez boas defesas num jogo, mas se erras um passe ou fazes uma má defesa és crucificado", começou por dizer, ao jornal A Bola.
"Quando cheguei o Rui Patrício era o titular, tive as minhas oportunidades nas taças, mas, depois, chegados às meias-finais ou finais era o Rui que jogava. O treinador dizia-me que não era culpa minha, mas as pressões externas e cobrança dos adeptos eram muitas e tinha que pôr a jogar os habituais titulares. É duro, é preciso ser forte psicologicamente", atirou.
"(Israel) Tem de agarrar a oportunidade e tendo em conta que a equipa está a atravessar um bom momento tem de estar confiante e fazer um bom trabalho, isso dar-lhe-á credibilidade", garantiu o francês, sobre o atual guardião suplente dos leões.
"A concentração é a chave do sucesso, por isso, tem de fazer o que deve ser feito, sem hesitações, porque isso pode valer-lhe algum erro. Se tiver que fazer três ou quatro defesas, que as faça bem, com a maior seriedade e será feliz", terminou.
O guarda-redes de 39 anos esteve duas épocas no Clube de Alvalade, tendo participado em 22 partidas e vencido duas Taças da Liga e uma Taça de Portugal. O melhor momento, enquanto jogador dos leões, foi um empate (1-1), na Luz, diante do Benfica, em 2018, onde salvou o Sporting de um resultado pesado.
Leões chegaram a estar a vencer por 2-0, mas permitiram a reação do adversário e voltaram a deixar escapar uma vantagem no marcador
20 Set 2026 | 11:28 |
Gonçalo Inácio procurou transmitir tranquilidade após o empate do Sporting frente ao Arouca, mas não escondeu que a expulsão de Zeno Debast acabou por condicionar a equipa. Os leões chegaram a estar a vencer por 2-0, mas permitiram a reação do adversário e voltaram a deixar escapar uma vantagem.
G. Inácio: "Se continuarmos assim, vamos dar a volta por cima"
Questionado sobre o momento da equipa, o capitão leonino deixou uma declaração que acabou por baralhar os adeptos: "Não se passa nada. Se continuarmos assim, vamos dar a volta por cima". A expressão "se continuarmos assim" causa alguma estranheza, tendo em conta que o Sporting soma já três empates depois de ter estado em vantagem e voltou a desperdiçar dois golos de diferença.
Antes disso, Inácio tinha explicado o que, na sua perspetiva, esteve na origem do desfecho diante do Arouca. "Quando ficámos com menos um não conseguimos pressionar tão alto e não conseguimos matar as jogadas deles", justificou o defesa central.
A igualdade voltou a colocar o Sporting debaixo de contestação, numa altura em que os leões já perderam seis pontos no campeonato. Ainda assim, Inácio procurou afastar qualquer cenário de alarme e mostrou confiança na capacidade da equipa para reagir, apesar dos resultados recentes.
O capitão leonino foi também questionado sobre as críticas que tem recebido, nomeadamente na sequência dos recentes autogolos. A resposta foi curta e apontou para a necessidade de seguir em frente: "As críticas são normais no futebol. É andar para a frente".
Nuno Vieira entende que alterações efetuadas durante mercado de transferências de verão tiveram impacto no rendimento da equipa
20 Set 2026 | 11:10 |
O empate frente ao Arouca voltou a colocar Rui Borges no centro das críticas, mas Nuno Vieira entende que o treinador está a assumir um protagonismo excessivo na discussão sobre o momento do Sporting. O diretor do jornal ‘O Jogo’ reconhece erros do técnico, mas considera que há outros fatores e responsáveis, nomeadamente Frederico Varandas, que não podem ser ignorados.
O analista começou por admitir que Rui Borges teve decisões menos conseguidas durante o encontro e ao longo da sua passagem por Alvalade. No 2-2 com o Arouca, apontou a expulsão de Zeno Debast, o penálti cometido por Eduardo Quaresma e a pouca eficácia das substituições como fatores que contribuíram para a perda de uma vantagem de dois golos. Ainda assim, defendeu que o Sporting deveria ter conseguido controlar a partida mesmo reduzido a 10 jogadores.
Nuno Vieira: "Rui Borges, o culpado perfeito. Rui Borges cometeu erros no comando do Sporting e agora é vítima de uma revolução que não promoveu"
"Rui Borges, o culpado perfeito. Rui Borges cometeu erros no comando do Sporting e agora é vítima de uma revolução que não promoveu. Um desses erros foi achar que os sportinguistas gostavam muito dele...", escreveu no diário desportivo.
Para o diretor de ‘O Jogo’, contudo, existe uma questão na qual Rui Borges não pode ser responsabilizado: a profunda transformação do plantel. Nuno Vieira entende que as alterações efetuadas no grupo tiveram impacto no rendimento da equipa e que, quando os resultados não aparecem, é o treinador quem acaba inevitavelmente por ficar na linha da frente das críticas. "A revolução no plantel causou mossa e quando a bola não entra o dedo é apontado ao treinador", sustentou.
Nuno Vieira deixou ainda uma reflexão sobre a relação entre Rui Borges e os adeptos, considerando que o treinador nunca conquistou verdadeiramente o apoio das bancadas. Apesar disso, lembrou o percurso do técnico e os resultados alcançados, defendendo que já deu provas de "humildade, seriedade e competência". E terminou com uma crítica à forma como as responsabilidades estão a ser distribuídas dentro do Sporting: "Lições de humildade, seriedade e competência já deu de sobra, mas é nos resultados que está sempre o julgamento. Ainda que os arguidos devessem ser outros…", pode ler-se. De recordar que a relação conturbada entre o Clube de Alvalade e o respetivo diário desportivo não é recente.
Comentador entende que equipa recuou demasiado depois de ficar reduzida a 10 jogadores, permitindo que o Arouca ganhasse acreditasse na recuperação.
20 Set 2026 | 10:40 |
O empate do Sporting frente ao Arouca continua a gerar críticas. Luís Pedro Sousa apontou diretamente a três figuras. Na análise ao encontro, o comentador considerou que, além dos erros de Zeno Debast e Eduardo Quaresma, Rui Borges teve também um papel importante no desfecho de uma partida que os leões chegaram a vencer por 2-0.
A principal crítica prende-se com a forma como os leões reagiram à expulsão. Para o comentador, a equipa recuou demasiado depois de ficar reduzida a 10 jogadores, permitindo que o Arouca ganhasse espaço e acreditasse na recuperação.
L. Pedro Sousa: "Foi Debast, foi Quaresma mas também foi muito Rui Borges"
"Foi Debast, foi Quaresma mas também foi muito Rui Borges. O empate cedido pelo Sporting diante do Arouca explica-se em grande parte pelo recuo dos leões depois da expulsão do belga. A ganhar por 2-0 e a jogar em casa diante de uma equipa de menor dimensão, não se percebe o excesso de calculismo, ou até a cobardia, que se apoderou do treinador", escreveu no jornal 'Record'.
O analista lembrou ainda que os leões já deixaram fugir seis pontos no campeonato e considerou que a paragem de três semanas na Liga poderá ser determinante para o futuro do projeto. Luís Pedro Sousa entende que Frederico Varandas terá agora de avaliar se pretende manter o atual rumo ou aproveitar este período para introduzir mudanças.
"Os leões não tinham de pressionar alto, tão-só não recuar tanto as linhas. O Sporting já perdeu 6 pontos e vem aí uma paragem de três semanas na Liga... Cabe a Frederico Varandas decidir agora se quer continuar assim ou se o melhor é tentar ainda, e enquanto há tempo, recuperar o tempo perdido com um novo treinador", concluiu.