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08 Ago 2021 | 10:49
Falando de Sporting fala-se de amor, fala-se de andar atrás sempre, de estádio em estádio, de cidade em cidade. Fala-se de paixão, porque é isso que é: paixão.
E depois de Aveiro… Alvalade!
Esta sexta-feira tive a oportunidade, e a sorte, de regressar a casa para ver os meus Campeões, os nossos Campeões, jogar, e vou hoje tentar transparecer por palavras aquilo que senti.
Falando de Sporting fala-se de amor, fala-se de andar atrás sempre, de estádio em estádio, de cidade em cidade. Fala-se de paixão, porque é isso que é: paixão. Fala-se de Esforço, fala-se de Dedicação, mas, acima de tudo, de uma Devoção como não se conhece nenhuma outra. Fala-se de família, fala-se de amigos, fala-se de bifanas, de cerveja, de conversas nas roulottes, das idas ao Pavilhão ou das filas intermináveis para entrar no Estádio, mas fala-se sobretudo de casa. Do nosso cantinho, do único sítio do Mundo que é nosso, dos sócios, dos adeptos, dos simpatizantes, de quem joga e de quem manda, aquele cantinho junto ao metro do Campo Grande é nosso, sempre foi, e nunca será de mais ninguém.
Quando era mais nova utilizava uma frase curiosa para tentar descrever isto: “Saber que vou sair do metro do Campo Grande é saber que ao ver escadaria, vou respirar melhor!”. E é verdade! Respira-se melhor ali, respira-se em tons de verde e branco e respira-se Sporting.
A pandemia tirou-nos a possibilidade de voltarmos a entrar ali, de sermos revistados, de ficar com o friozinho na barriga por ter de passar aquelas cancelas e aguardar pelo sinal verde (sempre!) para poder prosseguir caminho, tirou-nos a saudade de ver aquelas entradas para a bancada, tirou-nos o subir as escadas, reconhecer quem está ao nosso lado, na nossa fila e até de nos rirmos por dentro por saber que há um vizinho qualquer que nunca chega antes do apito inicial, mas se a pandemia tirou a vacina deu!
Sexta-feira passada regressámos aos nossos lugares, regressámos a toda a rotina e logística que existe antes de ir para o jogo:
“Bilhete? Tá;
Cachecol ? Tá;
Camisola? Tá;
Chaves de casa? Tá”
Agora, fomos obrigados, devido às circunstâncias atuais, a levar também um teste antigénio ou um certificado connosco, mas tirando isso não há nada mais para levar (sim, porque a situação do cartão do adepto não chega sequer ao ponto de ser tema), basta um sorriso e o amor.
O amor. Sim, o amor, aquele que eu senti quando entrei ali, as saudades que todos tínhamos (até das filas!), as saudades que todos tínhamos da nossa Marcha cantada pela eterna Maria José Valério quando as equipas entram no relvado (ela ia gostar tanto de ter estado ali!); do nosso Mundo Sabe Que com os cachecóis ao alto, cantado à capela para arrepiar a pele, e dos golos, os golos que fazem explodir uma bancada, ainda que o som agora seja abafado pela máscara, que fazem tremer o adversário e que dão provas de que somos um: nós e a equipa.
Sobre o jogo? Continuamos a somar vitórias, a primeira já está, que venham as restantes, mas eu já tenho uma ideia sobre quem vai revalidar o prémio de Melhor Marcador da Temporada 21/22.
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