Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
08 Out 2020 | 11:13 |
Durante o dia desta quarta-feira, dia 7 de outubro, David Tojal, antigo administrador do sistema informático do Clube de Alvalade, prestou o seu testemunho no julgamento de Rui Pinto, conhecido hacker, sobre o ataque que os leões sofreram, em 2015.
A história das passwords
Em 2010, David Tojal foi contratado pelos leões para ser responsável pela administração do sistema informático do Clube. No momento de explicar determinados acontecimentos previamente referidos, em causa as passwords utilizadas pelos trabalhadores do Sporting CP.
“As passwords tinham três caracteres e a maior parte era SCP”, começou por explicar, na sala de audiências do Campus da Justiça, no momento em que foi chamado para falar sobre um dos motivos pelos quais Rui Pinto, arguido, é acusado neste julgamento.
A partir desse mesmo momento, David Tojal admitiu ter alterado o nível de acesso, obrigando, sobretudo, a que fossem colocadas seis letras e números em cada código de acesso aos e-mails. No entanto, o informático admitiu que a Direção do Clube lhe tinha pedido para regredir, de forma a não dificultar o trabalho dos funcionários.
“Era demais para a cabeça deles, mas mantive os seis caracteres”, esclareceu, mas realçou que, ele próprio, sempre que criava uma nova senha, a mesma era ‘SCP123’, ainda que recomendava ao funcionário que a mesma fosse alterada, algo que não acontecia recorrentemente.
Ainda em tribunal, David Tojal esclareceu que existiam cerca de 50/60 servidores para 600 funcionários e que eram “antigos”, além de que “não era fácil” gerir cada um deles.
Ninguém se recorda do momento do colapso do sistema
O técnico informático esteve, no Sporting CP, até 2015, momento até ao qual tentou melhorar as condições existentes. No entanto, nesse mesmo ano, foi quando o ataque – que o Ministério Público (MP) acusa Rui Pinto – deitou o sistema do Clube completamente abaixo.
David Tojal admitiu lembrar-se de, em determinada manhã desse mesmo ano, chegar aos escritórios de Alvalade e deparar-se com incontáveis queixas de acesso ao sistema, no entanto, não sabe o dia em que o mesmo aconteceu.
Por sua vez, o especialista da Polícia Judiciária (PJ), Afonso Rodrigues, também não conseguiu localizar o momento em que o sistema entrou em colapso.
Contrariedades da acusação
Da parte da tarde, o julgamento prosseguiu, novamente com David Tojal a prestar declarações. Por sua vez, o mesmo se deparou com os dados presentes na acusação do MP, em que o mesmo mostra datas em que as contas de e-mail pessoal do Sporting CP foram invadidas e outras em que os acessos não foram conseguidos.
Isto é, o MP realça que, a 4 de agosto de 2015, existiram tentativas falhadas em entrar nas caixas de correio do vice-presidente da altura, Rui Caeiro, de Augusto Inácio e Manuel Fernandes. No entanto, o ex-técnico informático dos leões, ao ver os documentos em questão, afirmou que os acessos, na realidade, foram mesmo conseguidos.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52