ANDRÉ GERALDES: "ESQUECERAM-SE DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA"
Numa mensagem nas redes sociais, antigo dirigente leonino abordou desfecho do caso ´cashball´
Duarte Pereira da Silva
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20 de Novembro 2020, 09:39
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André Geraldes reagiu, esta quinta-feira, 19 de novembro, ao desfecho do caso ´cashball´. Numa publicação nas redes sociais, o antigo dirigente do Sporting CP abordou os prejuízos “incalculáveis” que o processo lhe causou, mas garantiu que está “cá para ficar e de cabeça de erguida”.

Confira a publicação de André Geraldes:

Deixei passar algumas horas para poder, calmamente, conseguir explanar um pouco daquilo que me vai na alma.

Se por um lado, nunca deixei de acreditar na Justiça porque essa deve ser intocável, por outro, recuando no tempo, houve pessoas que se esqueceram que também sou pai, sou homem, e tenho uma família. Esqueceram-se da presunção da inocência e esqueceram-se que a vida dá voltas e voltas e a Justiça tem obrigação de pôr tudo no seu devido lugar.

Os prejuízos que me causaram a todos os níveis são incalculáveis, e não falo de entidades, repito não falo de entidades, mas sim de pessoas. Sim, pessoas. E vocês sabem quem foram e quem são.

Aguardo notificação administrativa e, após isso, essas pessoas vão ter de se lembrar que o que me fizeram não se faz. Nem a mim, nem a nenhuma pessoa. Não me move nenhum sentimento de ódio. Espero apenas que sirva de exemplo para que casos destes, inventados, com acusações infundadas, por encomenda, e com a conivência de alguns interesses, não sejam aceitáveis, nem sejam amplificadas pelos jornais e pelas redes sociais.

Depois de trabalhar no regresso de um Sporting Clube de Portugal altamente competitivo, depois de contribuir para colocar o Sporting Clube Farense na Primeira Liga, estou orgulhosamente a recuperar outro histórico do futebol português, o Estrela de Amadora.

Mas parece que as pessoas não querem parar! Agora que fica à evidência a calúnia de que fui alvo, durante anos, assistimos ao fim de algo que nunca devia ter nascido, segue, logo no dia a seguir, uma caça ao homem, servida em jeito de vingança, sem qualquer prova, e com o mesmo objetivo. Quando não se consegue pôr em causa o meu percurso profissional, agarram-se a plantar notícias.

Terão de o provar (“as pessoas”) nos locais próprios, e aí o resultado será o habitual. Não ganharão um, tão só porque jamais se prova o que não aconteceu.

As novas velhas fontes, continuam a meter o seu “veneno” mesmo com evidências claras de que as alegadas histórias que existem não passam de criações.

Sabem onde me encontrar, sou sempre o mesmo André Geraldes. E estou cá para ficar e de cabeça erguida.

E que não restem dúvidas: “Abutres” não acredito minimamente em teorias da conspiração.

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