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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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23 Jan 2020 | 08:44 |
Os funcionários do Sporting CP ficaram negativamente surpreendidos pelos aumentos salariais propostos pela Direção do Clube e Administração da SAD durante o dia de ontem (22 de janeiro).
Quarta-feira prometia ser um #DiaDeSporting para os funcionários do Sporting CP e da Sporting SAD. Para o efeito, foram marcadas várias reuniões entre chefias e colaboradores para serem comunicados os aumentos a cada um. As expetativas eram altas, na medida em que a promessa de mexer nas condições já vinha longa, concretamente logo depois da tomada de posse da Direção de Frederico Varandas, ainda em 2018. Na altura, num processo liderado pelo administrador Miguel Cal, incluiu-se no discurso da reunião magna motivacional a política salarial, a necessidade de aumentar os ordenados de todos os colaboradores, o benchmark (ou comparação) com os rivais e a encomenda de um estudo a uma entidade externa para encadernar esse manual de arregimento de tropas.
“Tanto tempo, tanta promessa e agora isto! Estão a aumentar dez, 20, 30 euros no ordenado a cada pessoa”, ouviu o Leonino junto de um funcionário do Clube, que pediu o anonimato para evitar problemas futuros. “O descontentamento é geral”, concluiu. Outras pessoas contactadas pelo nosso jornal confirmam-no e garantem que o dia foi agitado.
Por falta de condições financeiras, o Sporting CP e a Sporting SAD já vinham a adiar o aumento salarial há algum tempo. Agora, na semana em que equipa de futebol viu Braga por um canudo, sem se socorrer do estudo que engloba a propalada política salarial, concretizaram-se os aumentos.
A juntar à demora e à insatisfação dos valores em cima da mesa, todos os colaboradores sabem o que uns e outros ganham. Como é do conhecimento público, os ordenados do mundo inteiro no Sporting CP, incluindo jogadores do futebol profissional e das modalidades, foram vazados seletivamente na comunicação social através do relatório da auditoria de gestão realizado pela Baker Tilly. “Há pessoas que andam à procura de emprego e nas entrevistas nem podem puxar o ordenado um bocado para cima. Toda a gente sabe o que ganhamos, e que é uma miséria”, revelou uma funcionária com muitos anos de casa. Ao Leonino, o Sporting CP não quis comentar.
‘Rádio Alcatifa’ está no ar há muitos anos
Os aumentos foram o tema dominante de ontem nos corredores e nas zonas comuns nos escritórios do Estádio, com as queixas sobre as injustiças, as ameaças de demissão e as comparações entre ordenados e aumentos a dominarem o tempo de antena da conhecida ‘Rádio Alcatifa’, que tanto sucesso faz nas empresas, e ainda mais nos clubes.
No Sporting CP, o tema nem é novo e não chegou com a Direção de Frederico Varandas. Nem pelo lado dos ordenados, nem pelo lado do descontentamento. “Como é que era antes? Era igual”, repetiu mais do que uma vez, um dos funcionários que falou com o Leonino. “As pessoas queixavam-se na mesma e diziam mal de tudo na mesma”.
A ‘faca’ dos colaboradores fica mais afiada para a atual Direção quando recordam os aumentos significativos das remunerações do Presidente e da administração da SAD, que a própria autorizou no passado recente, usando para tal o voto do Clube em Assembleia Geral da Sporting SAD, que garante maioria absoluta em qualquer decisão. Os novos salários e prémios aprovados aumentaram em cerca de 45% as condições da administração remunerada da cotada leonina. Porém, os dirigentes decidiram suspender nessa mesma Assembleia Geral o aumento a que teriam direito.
Também nessa altura, em declarações a vários órgãos de comunicação, Francisco Salgado Zenha, vice-presidente e administrador da SAD, disse que “não podemos ter, por exemplo, jogadores de futebol muitíssimo bem pagos e toda a gente que está nos bastidores - e que possibilita o bom desempenho dos jogadores no campo - insatisfeita, desmotivada e a ser mal paga. (…) Tem de haver ajustamentos nos bastidores, nos administrativos, nos quadros, nos colaboradores".
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."