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Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
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23 Jan 2020 | 08:44 |
Os funcionários do Sporting CP ficaram negativamente surpreendidos pelos aumentos salariais propostos pela Direção do Clube e Administração da SAD durante o dia de ontem (22 de janeiro).
Quarta-feira prometia ser um #DiaDeSporting para os funcionários do Sporting CP e da Sporting SAD. Para o efeito, foram marcadas várias reuniões entre chefias e colaboradores para serem comunicados os aumentos a cada um. As expetativas eram altas, na medida em que a promessa de mexer nas condições já vinha longa, concretamente logo depois da tomada de posse da Direção de Frederico Varandas, ainda em 2018. Na altura, num processo liderado pelo administrador Miguel Cal, incluiu-se no discurso da reunião magna motivacional a política salarial, a necessidade de aumentar os ordenados de todos os colaboradores, o benchmark (ou comparação) com os rivais e a encomenda de um estudo a uma entidade externa para encadernar esse manual de arregimento de tropas.
“Tanto tempo, tanta promessa e agora isto! Estão a aumentar dez, 20, 30 euros no ordenado a cada pessoa”, ouviu o Leonino junto de um funcionário do Clube, que pediu o anonimato para evitar problemas futuros. “O descontentamento é geral”, concluiu. Outras pessoas contactadas pelo nosso jornal confirmam-no e garantem que o dia foi agitado.
Por falta de condições financeiras, o Sporting CP e a Sporting SAD já vinham a adiar o aumento salarial há algum tempo. Agora, na semana em que equipa de futebol viu Braga por um canudo, sem se socorrer do estudo que engloba a propalada política salarial, concretizaram-se os aumentos.
A juntar à demora e à insatisfação dos valores em cima da mesa, todos os colaboradores sabem o que uns e outros ganham. Como é do conhecimento público, os ordenados do mundo inteiro no Sporting CP, incluindo jogadores do futebol profissional e das modalidades, foram vazados seletivamente na comunicação social através do relatório da auditoria de gestão realizado pela Baker Tilly. “Há pessoas que andam à procura de emprego e nas entrevistas nem podem puxar o ordenado um bocado para cima. Toda a gente sabe o que ganhamos, e que é uma miséria”, revelou uma funcionária com muitos anos de casa. Ao Leonino, o Sporting CP não quis comentar.
‘Rádio Alcatifa’ está no ar há muitos anos
Os aumentos foram o tema dominante de ontem nos corredores e nas zonas comuns nos escritórios do Estádio, com as queixas sobre as injustiças, as ameaças de demissão e as comparações entre ordenados e aumentos a dominarem o tempo de antena da conhecida ‘Rádio Alcatifa’, que tanto sucesso faz nas empresas, e ainda mais nos clubes.
No Sporting CP, o tema nem é novo e não chegou com a Direção de Frederico Varandas. Nem pelo lado dos ordenados, nem pelo lado do descontentamento. “Como é que era antes? Era igual”, repetiu mais do que uma vez, um dos funcionários que falou com o Leonino. “As pessoas queixavam-se na mesma e diziam mal de tudo na mesma”.
A ‘faca’ dos colaboradores fica mais afiada para a atual Direção quando recordam os aumentos significativos das remunerações do Presidente e da administração da SAD, que a própria autorizou no passado recente, usando para tal o voto do Clube em Assembleia Geral da Sporting SAD, que garante maioria absoluta em qualquer decisão. Os novos salários e prémios aprovados aumentaram em cerca de 45% as condições da administração remunerada da cotada leonina. Porém, os dirigentes decidiram suspender nessa mesma Assembleia Geral o aumento a que teriam direito.
Também nessa altura, em declarações a vários órgãos de comunicação, Francisco Salgado Zenha, vice-presidente e administrador da SAD, disse que “não podemos ter, por exemplo, jogadores de futebol muitíssimo bem pagos e toda a gente que está nos bastidores - e que possibilita o bom desempenho dos jogadores no campo - insatisfeita, desmotivada e a ser mal paga. (…) Tem de haver ajustamentos nos bastidores, nos administrativos, nos quadros, nos colaboradores".
Ex candidato à presidência também chama a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium
23 Set 2026 | 16:51 |
O Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta sobre o modelo financeiro apresentado pelo Clube de Alvalade. Apesar dos resultados positivos alcançados no último exercício, o ex candidato à presidência considera que existem encargos futuros que merecem atenção.
Entre os pontos destacados está um empréstimo cujo pagamento só terá início em 2029, coincidindo com o último ano do atual mandato. O empresário aponta este calendário como um dos aspetos que mais o preocupa nas contas apresentadas pela administração, liderada por Frederico Varandas, que viu o seu vencimento ser aumentado.
Bruno Sá chama também a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium, referindo que existem mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta destinada ao segmento premium continua a aumentar.
Outro dos alertas deixados prende-se com a dependência das receitas provenientes das transferências de jogadores. Na sua leitura das contas, o modelo atual obriga o Sporting a realizar mais de 100 milhões de euros em vendas de futebolistas todos os anos para garantir a sustentabilidade financeira.
B. Sá: “Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura"
“Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura. Li o Relatório e Contas da SAD 2025/26 e as contas revelam um modelo que me preocupa. Temos um empréstimo que só começa a ser pago por volta de 2029, no último ano deste mandato. Temos mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta premium não para de crescer. E temos um modelo que obriga a vender mais de 100M€ em jogadores todos os anos. Nos slides deixo três propostas para um Sporting que ganha sem hipotecar o futuro”, escreveu Bruno Sá.
Outro dado que merece destaque no Relatório & Contas apresentado prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva
23 Set 2026 | 12:53 |
Os gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada. De acordo com o Relatório & Contas referente ao exercício de 2025/26, a rubrica atingiu os 101,9 milhões de euros, mais 14,2 milhões do que na época anterior, o que representa um crescimento de 16%.
A maior fatia deste aumento está relacionada com as remunerações, que chegaram aos 77,806 milhões de euros, mais 13,509 milhões face aos 64,297 milhões registados em 2024/25. No documento, a SAD explica que esta subida resulta de várias renovações contratuais de jogadores e equipas técnicas, mas também do investimento no reforço e na capacitação da estrutura interna, de forma a responder aos desafios presentes e futuros.
Outro dado que merece destaque prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva. Apesar de o Sporting não ter conquistado qualquer título em 2025/26, a SAD gastou mais de 1 milhão de euros nesta componente do que na temporada anterior, que terminou com a conquista do campeonato e da Taça de Portugal. A diferença está relacionada, em grande medida, com a histórica prestação dos leões na Liga dos Campeões, competição que proporcionou receitas recorde de 80,307 milhões de euros, cerca de 31 milhões acima do valor alcançado em 2024/25.
A evolução dos gastos com o pessoal mostra uma tendência de crescimento nos últimos exercícios. Em 2024/25, o valor tinha ficado nos 87,7 milhões de euros, depois dos 90,3 milhões registados em 2023/24. Antes disso, a SAD tinha gasto 76,457 milhões em 2022/23 e 67,087 milhões em 2021/22. A subida agora registada coloca, pela primeira vez, esta rubrica acima dos 100 milhões de euros.
O aumento dos custos surge, ainda assim, num exercício em que a Sporting SAD apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros. As contas de 2025/26 revelam também um novo máximo nos rendimentos operacionais sem transações de jogadores, que chegaram aos 187,7 milhões de euros, refletindo o crescimento das receitas provenientes da atividade do clube, com particular peso da participação na Liga dos Campeões. Também o salário de Frederico Varandas foi aumentado.
Revelado o Relatório e Contas da SAD da temporada 2025/26, é possível analisar crescimento substancial do vencimento do dirigente máximo
23 Set 2026 | 09:51 |
Através de uma mensagem publicada no Relatório & Contas da SAD, o Presidente Frederico Varandas qualificou a temporada 2025/26 como “um período de crescimento, afirmação e de passos estruturais” para aquilo que deseja consolidar no futuro na estrutura do Sporting.
Com destaque para o plano estratégico Future is Coming 24-34, o mesmo sublinhou que “ao longo da época alcançámos marcos decisivos e realizámos investimentos estratégicos que permitiram consolidar o nosso projeto e reforçar a capacidade de antecipar e capitalizar as oportunidades que sabemos ter pela frente”.
A nível desportivo, Varandas - que vindo a ser pressionado neste início de época - acredita que o Sporting conseguiu afirmar a sua “presença no panorama nacional”. Com os resultados alcançados pelos verdes e brancos, o presidente acredita que “demonstrámos, competição após competição, a ambição, a consistência e a qualidade que definem o Sporting.”
“Reforçámos a nossa aposta na formação e a nossa estratégia de valorização de atletas. Acima de tudo, lutámos sempre unidos, até ao final, pela conquista de títulos, e mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue”, destacando, em retrospetiva, a luta pelo tricampeonato.
Neste documento, a SAD esclarece que Frederico Varandas teve uma remuneração total de 776.500 euros (300 mil fixos, mais 476,5 mil variáveis), resultando num aumento substancial relativamente aos 390 mil (dos quais 90 mil variáveis) registados em 2024/25, ainda que a Comissão de Acionistas tenha depois proposto um aumento do valor em função do rendimento desportivo e financeiro para os 386.500 euros.
Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
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