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Futebol

COATES: "NÃO PENSAMOS NO TÍTULO. SE ACONTECER, SERÁ BEM RECEBIDO E FESTEJADO"

Em entrevista ao Jornal Record, capitão do Sporting destacou que os leões só pensam no próximo jogo e fez um balanço das seis temporadas no Clube de Alvalade. Confira a entrevista completa aqui

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

27 Mar 2021 | 10:36 |

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Sebastián Coates voltou, este sábado, a destacar que os leões só pensam no próximo jogo, recusando quaisquer festejos antecipados. Em entrevista ao jornal Record, o capitão do Sporting fez um balanço das seis épocas em Alvalade, falou sobre a aposta na formação, o surto de Covid-19, a eliminação da Liga Europa, entre outros temas. Melhor momento da carreira? “Hoje encaro as coisas de uma forma diferente”

  • São muitas coisas. O futebol é um desporto coletivo, e isso faz com que hoje em dia esteja a viver um momento muito importante na minha carreira. A equipa está num bom momento e, aos 30 anos, já passei muito. Hoje encaro as coisas de uma forma diferente.
  • O futebol e a própria vida são assim, há momentos muito bons, mas também têm momentos difíceis. É preciso continuar sempre em frente. Por vezes as pessoas não sabem tudo o que se passa na vida dos jogadores. No meu caso, isso torna-me mais forte, é nesses momentos que me concentro ainda mais no trabalho.
Aspetos a melhorar? “Há sempre muito para melhorar”
  • Há sempre muito para melhorar. É possível que seja pelo sistema tático, pois sou o último jogador, e não tenho de sair tanto como o Neto, o Feddal ou o Inácio, que são os que têm jogado mais. Como também é possível que seja por isso que não tenho cometido tantas faltas pois não fico tão exposto. Obviamente posso melhorar o passe e outras coisas. Enquanto a equipa estiver a ganhar temos uma margem grande para evoluir da melhor forma.
Liderança no balneário: “Não é por terem saído o Bruno Fernandes e o Nani que assumi esse papel”
  • Não é por terem saído o Bruno Fernandes e o Nani que assumi esse papel. Eu já tentava ajudar internamente, e continuo a fazê-lo da melhor forma que encontro para ajudar os companheiros. Quem me conhece sabe que sempre foi assim, e acho que não tenho de mudar muito em relação ao que já fazia antes. Tento ajudar os jogadores que aqui chegam pela primeira vez, como já fazia.
  • O grupo reage sempre da melhor maneira. Posso tanto falar eu, como em alguns casos o Neto, o Adán, o Feddal ou o João Pereira, que chegou agora. O Antunes também fala muito. Tudo isso faz bem ao grupo. Normalmente há sempre um momento em que é preciso falar de outra forma, e o plantel tem encarado isso da melhor maneira.
  • Cada ano o balneário é diferente. Atualmente o segredo é que os reforços adaptaram-se da melhor maneira ao grupo e ao facto de jogarem ou não, e isso faz a diferença na equipa. Já vimos em muitos jogos que quem saltou do banco fez a diferença. Os outros anos já passaram, e custa-me falar disso pois as pessoas já não estão cá e isso torna-se mais complicado. Prefiro falar deste ano e desta equipa. O principal é que todos se adaptaram da melhor maneira, e já mostraram isso em todos os jogos da Liga.
Segredo da defesa menos batida da Europa? “Todos estão solidários”
  • Não depende só do guarda-redes ou da defesa, depende muito de toda a equipa. O que se está a ver nos jogos é que todos têm de defender quando é preciso fazê-lo, sejam alas ou avançados. Isso é o ponto forte desta equipa. Quando nós perdemos a bola tentamos reagir o mais rápido possível de forma a recuperá-la, não importa o momento do jogo ou a zona do campo. O segredo desta equipa é que todos estão solidários e defendem quando é preciso.
  • Obviamente é muito importante defender bem e não consentir golos pois assim estamos sempre mais perto de ganhar. O mérito é de toda a equipa pela forma como todos defendem e todos atacam. Este é o grande segredo do grande momento que estamos a viver.
Semelhanças entre Jesus, Peseiro, Keizer, Silas e Amorim: “Cada treinador tem a sua personalidade”
  • É difícil pois cada treinador tem a sua personalidade e a sua maneira de treinar e jogar. É complicado apontar alguma coisa a cada um pois também depende muito do momento que a equipa e o plantel vivem. É certo que com todos aprendi algo e isso é bom. Não consigo apontar algo a cada um pois foram momentos diferentes. Eu quando cheguei também era um jogador diferente do que sou agora.
Surto de Covid-19: “Foi uma experiência que nos ajudou muito”
  • Hoje em dia todos tivemos de nos adaptar a uma nova realidade à qual ninguém estava habituado. Todos tentamos ter os cuidados de não sair de casa e evitar os contactos desnecessários. Depois do que aconteceu no início do ano, o melhor que fizemos foi ir para o Algarve para blindar o grupo e para nos conhecermos melhor, pois era o início da época e havia muitos jogadores novos.
  • Foi uma boa experiência que nos ajudou muito para unir ainda mais o plantel. É certo que houve coisas negativas pois houve quem ficasse doente e não pudesse disputar alguns jogos, mas o segredo está no grupo. Os que jogaram tiveram de dar o máximo pelos companheiros que estavam com Covid-19.
Eliminação da Liga Europa ajudou o Sporting?
  • Pessoalmente, gosto de jogar e quero jogar sempre. Não me interessa se jogo durante a semana, ao fim de semana ou se tenho dois ou três dias para descansar. Para mim, o melhor é disputar as provas europeias ou ter taças. Eu entendo que essas equipas têm mais jogos, mas também acho que é melhor para se conhecerem como equipa e se adaptarem a diferentes situações que enfrentam durante o jogo.
  • É possível, mas não gosto de arranjar desculpas ou culpar a Covid-19. Quem disputou esse jogo tentou dar o máximo. Não conseguimos, o futebol é assim. Às vezes as coisas correm mal e perdemos o jogo. Quem sabe se tivéssemos passado as coisas não tinham corrido tão bem como está a acontecer agora? Nunca vamos saber. O que é certo é que não entrámos na Liga Europa, mas nessa partida aprendemos muitas coisas que hoje nos ajudam.
Invencibilidade frente aos rivais: “É muito importante”
  • Sim, obviamente é muito importante. É uma das coisas que temos falado muito entre nós pois, antigamente, perdíamos muitos jogos fora, em campos mais pequenos, e com adversários que não eram nossos rivais. Isso depois fazia a diferença. Obviamente é importante ganhar os jogos ao Benfica, Porto e Braga, mas os encontros com o Tondela, Rio Ave ou Santa Clara valem os mesmos pontos. Temos de entrar em todos os jogos com a mesma mentalidade que entramos frente aos rivais.
  • Houve muitas equipas que nos complicaram a vida, ou alinharam de uma maneira diferente em relação a jogos anteriores. Quando jogámos contra o Braga no campeonato e na Taça da Liga, eles estavam a atravessar um momento muito bom, e foram dois jogos complicados. Com o FC Porto e o Benfica é sempre difícil, e o Santa Clara, em nossa casa, também foi complicado. Os adversários veem os nossos jogos como nós vemos os deles, e agora procuram anular as nossas qualidades. Há muitos jogos que se revelam difíceis devido a isso.
Título? “Já estamos focados no próximo jogo”
  • Não é uma estratégia de comunicação. É o pensamento que temos desde que começou a temporada. Começámos com os problemas de Covid-19 e a eliminação da Liga Europa, que não correu como pretendíamos. Desde que começou o campeonato sabíamos que íamos enfrentar um jogo de cada vez, e vai continuar a ser assim. Agora temos o intervalo das seleções, mas já estamos focados no próximo jogo.
  • O nosso pensamento não vai mudar. Vamos continuar a pensar jogo a jogo pois no futebol muda tudo muito rápido. Todas as coisas boas que já fizemos podem mudar caso não continuemos a pensar desta forma.
  • O que eu sei é que o grupo mentalizou-se de que tinha de pensar jogo a jogo. Nós não pensamos em favoritos pois hoje, no futebol, não há favoritos. Já vimos muitos casos em que ninguém acreditava numa equipa que acabou por conquistar os seus objetivos, e essas metas vão continuar a ser as mesmas até que acabe a Liga.
Tal como Iordanov, vai subir a uma grua para colocar um cachecol no marquês?
  • Não [risos]. Já vi as imagens, mas não. Como já disse não pensamos nisso, só no próximo jogo. Se tudo correr bem será perfeito para nós, mas temos de estar focados no próximo jogo.
Gestão de expectativas dos mais jovens: “Eles não estão a pensar no título”
  • Eles não estão a pensar no título, como eu já disse estão focados no próximo jogo. Agora alguns estão na seleção e estão concentrados nesse compromisso, mas quando voltarem só vão pensar no próximo jogo. É o que temos feito desde o início do campeonato. Nem na Taça da Liga mudámos, falámos primeiro em ganhar a semifinal e só depois pensámos em ganhar a final. O segredo é esse, focarmo-nos no próximo jogo. Se no final der para festejar, faremos isso.
  • O que digo a quem chega é que têm de jogar e ter confiança no que fazem. Se estão aqui ou chegaram à primeira equipa têm de ter tranquilidade e confiança no seu potencial. Eles têm de trabalhar para fazer as coisas da melhor maneira. Se as coisas correm bem, não há problema, mas se não correm precisam de trabalhar. É assim no futebol e na vida, não podem parar só porque alguém não acredita.
Golo mais marcantes pelo Sporting? “Não são assim tantos”
  • O golo da meia-final da Taça [de Portugal] frente ao FC Porto (a 18 de abril de 2018) foi lindo, mas pelo momento que estávamos a viver o do Santa Clara ou os dois ao Gil Vicente [na Liga]. Na minha perceção estávamos a jogar bem e não merecíamos perder diante do Gil Vicente ou empatar com o Santa Clara.
  • Já os vi com os meus filhos, eles não ligam muito a futebol, mas quando estou a jogar assistem. Como digo, desde que seja para ajudar a equipa pode marcar qualquer um, e calhou-me a mim. Foi muito importante por toda a semana que vivi.
  • Oxalá possa marcar mais. Sinceramente não penso muitos nos golos que faço, preocupo-me mais em fazer com que não me marquem.
Golo em Famalicão: “Para mim, era golo”
  • Às vezes cometem-se erros, como os jogadores cometem dentro do campo. Eu continuo a achar que não foi falta, para mim não foi, mas é uma opinião pessoal. O árbitro validou o golo, quem estava no vídeo-árbitro não. Depois o árbitro foi ver e achou que era falta. Bom… Não há muito mais para dizer, para mim era golo em Famalicão.
Ausência de público ajudou o Sporting? “Prefiro não procurar desculpas ou culpados”
  • Não há público em campo nenhum por isso não pode ser por isso que somos líderes, está igual para todos. Em alguns momentos do jogo, por exemplo contra o Santa Clara, se houvesse público possivelmente não tínhamos deixado que eles empatassem, e aí só vencemos no último minuto. Pode dizer-se muita coisa, mas como já disse antes eu prefiro não procurar desculpas ou culpados. Prefiro continuar a trabalhar e focar-me mais nisso do que nas coisas que se dizem.
Terminar a carreira no Sporting? “No futebol, não podemos fazer planos”
  • É uma boa pergunta. Obviamente gostaria de jogar no Nacional pois foi nesse clube que comecei a minha carreira, e é o clube pelo qual torço desde criança. Tenho lá muitos amigos e gostava de voltar a jogar lá. Mas no futebol não podemos fazer planos pois as coisas mudam.
  • Gostava que me recordassem dessa maneira (símbolo do Sporting). Seria muito bonito. Eu procuro dar o meu melhor, e acho que fazendo isso seremos sempre recordados, mesmo havendo sempre um melhor do que o outro.
Análise aos mais jovens: Gonçalo Inácio: “Está muito confiante”
  • Como é canhoto disse-lhe que tem de melhorar o pé direito, mas tem uma qualidade de passe muito boa. Agora está muito confiante e isso é importante, primeiro para ele e depois para a equipa.
Eduardo Quaresma: “Tem de melhorar em focar-se um pouco mais nos treinos”
  • O Quaresma teve muitas oportunidades no ano passado, neste não teve tantas, mas é uma pessoa que está sempre bem-disposta. O que tem de melhorar é em focar-se um pouco mais nos treinos, pois nos jogos ele muda rápido. Está sempre a brincar, como é normal na idade dele.
Nuno Mendes: “Vai ser um jogador espetacular”
  • O Nuno tem qualidades muito boas que já demonstrou em jogo e nos treinos. Ele sabe que tem qualidade para fazer tudo bem, e vai ser um jogador espetacular se continuar a trabalhar assim.
Matheus Nunes: “É daqueles jogadores que fazem sempre falta”
  • É muito rápido, muito bom tecnicamente com a bola, e pode fazer qualquer posição. É daqueles jogadores que fazem sempre falta. Depois, treina sempre bem.
Daniel Bragança: “Noutra equipa, já seria titular”
  • Tecnicamente acima da média e não tem jogado tanto. Se estivesse noutra equipa podia jogar, mas dado o momento de forma do Palhinha e do João Mário é difícil. É como o Eduardo Quaresma, se estivesse numa outra equipa certamente já seria titular.
Tiago Tomás: “Não gostava de o defrontar”
  • Não gostava de defrontar o TT! Ele é muito rápido e trabalha muito para a equipa. Antigamente só se pedia a um avançado que fizesse golos, mas hoje em dia é preciso trabalhar. O Tiago está sempre disposto a pressionar e a recuar; depois joga na direita, à esquerda e ao meio, e isso é muito importante para equipa. Por vezes há momentos em que ainda tem de decidir melhor, mas isso também acontece porque está mais cansado.
Gonzalo Plata: “Há momentos em que tem de focar-se no treino”
  • Tem muita qualidade e tecnicamente é muito bom. Já o defrontei na seleção do Equador, e é um jogador muito interessante e importante, tanto para o Sporting como para o Equador. Já falei com ele, como falei com o Quaresma, pois há momentos em que tem de focar-se no treino.
Joelson Fernandes: “Está sempre a treinar connosco”
  • O Joelson já fez jogos na equipa principal e está sempre a treinar connosco. Tem condições pois é muito rápido com a bola e explosivo. Como já disse sobre o TT, são jogadores muito jovens que por vezes tomam umas decisões quando deviam tomar outras, mas é normal pela idade.


Fotografia de Sporting




Futebol

Ricardo Monsanto arrasa Rui Borges no Sporting: "Falta de humildade tremenda"

Com uma sequência negativa de resultados e com exibições da equipa muito contestadas, muitos são os adeptos que pedem a demissão do técnico leonino

Com o terceiro empate do Sporting em sete jornadas, Ricardo Monsanto não poupou nas críticas a Rui Borges após o encontro frente ao Arouca
Com o terceiro empate do Sporting em sete jornadas, Ricardo Monsanto não poupou nas críticas a Rui Borges após o encontro frente ao Arouca

21 Set 2026 | 17:32 |

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Ricardo Monsanto, treinador de futebol, analisou n´A BOLA TV as palavras utilizadas por Rui Borges na conferência de impressa pós-jogo entre Sporting e Arouca, que terminou com um empate (2-2), a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa.


Ricardo Monsanto: "Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador"


“O Rui Borges não tem o dom da palavra. Ponto. Não tem o dom da palavra, não sabe acertar as justificações corretas, não sabe seguir em frente muitas vezes. O Rui Borges diz: “ficar com 10 obrigou-nos a vir para trás”. Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador, não foi ficar com 10. Com 10 é possível o Sporting continuar a fazer uma pressão um pouco mais alta".


Ricardo Monsanto: "É uma falta de humildade tremenda de Rui Borges"

"Apesar do Rui Borges não ter um português muito bom, a questão aqui é a seguinte: a humildade. Durante algum tempo, quando o Rui Borges ganhava, queria dar-se a entender como o rapaz de Mirandela, muito humilde. Não, falta muita humildade ao Rui Borges. Especialmente quando perde e este empate soube a derrota".


“É uma falta de humildade tremenda o que o Rui Borges acabou de ter na conferência de imprensa. A expulsão justifica tudo? Não, não justifica tudo. Muitas equipas acabam com 10 jogadores e não sofrem dois golos por causa disso. Uma coisa era se ele estivesse a jogar contra a Juventus, contra o Atlético de Madrid, contra o Manchester United, numa competição europeia, contra outro candidato ao título, percebe-se perfeitamente. Agora, está a jogar contra o Arouca e ele teve a atitude que era natural o Arouca ter se fosse ao contrário. Essa é a questão. O Rui Borges não tem o dom da palavra e não se sabe sequer justificar".

Recorde-se que com este empate, o terceiro nesta edição da prova, o Sporting ocupa a terceira posição do campeonato, com 15 pontos. Numa altura em que as exibições da equipa são cada vez mais contestadas, muitos são os adeptos verdes e brancos que, através de publicações nas redes sociais, demonstram o seu desejo relativamente à demissão de Rui Borges.


Futebol

Rui Borges merece continuar? Bruno Mascarenhas admite: “Tem sido dececionante”

Antigo dirigente dos verdes e brancos foi chamado a comentar a fase de má resultados que os leões estão a passar, além da continuidade do técnico

Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges, mas defende continuidade
Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges, mas defende continuidade

21 Set 2026 | 17:00 |

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Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges. O antigo dirigente leonino reconhece que existe uma fação que ainda apoia o treinador, enquanto outra perdeu a tolerância após os resultados mais recentes.


Bruno Mascarenhas: "Sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador"


Em declarações ao jornal Record, o atual vereador da Câmara Municipal de Lisboa explicou as razões para essa divisão. “Neste momento, os sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador. Há uns que apoiam a sua continuidade, porque gostam da personalidade de Rui Borges, da sua forma de comunicar e porque entendem que ele está a construir uma equipa praticamente nova".


Bruno Mascarenhas destacou também o peso das alterações feitas no plantel, sobretudo no meio-campo, mas reconheceu que parte dos adeptos continua marcada pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Torreense e pelos três empates desta temporada em jogos nos quais o Sporting esteve em vantagem.

“Depois, há outros sócios que não perdoam a forma como se perdeu a final da Taça da época passada e estão sem qualquer tipo de tolerância para estes resultados, três empates que resultam de jogos em que o Sporting até esteve em vantagem. E, para os sócios, é natural que a culpa seja do treinador”, referiu.


Questionado sobre a sua posição, o antigo dirigente mostrou-se favorável à continuidade: “Sou daqueles que entende que o treinador merece um voto de confiança, precisamente porque ele esteve sujeito às circunstâncias do mercado e viu-se obrigado a construir uma equipa praticamente nova".

Bruno Mascarenhas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante"

Mascarenhas acredita, ainda, que o Sporting poderá apresentar uma versão melhor na Champions: “Acredito que na Liga dos Campeões a equipa se irá transfigurar para melhor”, afirmou, apesar de admitir que o arranque no campeonato não tem correspondido às expetativas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante e que, no futebol, as opiniões mudam tão rapidamente que em apenas uma semana o treinador pode ver aumentar muito a pressão para a sua saída".

A pausa para as seleções é vista como uma oportunidade para Rui Borges trabalhar alguns dos problemas coletivos. “É bom para o treinador aprofundar os automatismos da equipa. Vai permitir acalmar e trabalhar de forma descontraída”, explicou.

Para Bruno Mascarenhas, a principal fragilidade está identificada. “Onde se notam maiores debilidades é nos apoios defensivos. É onde tem havido mais falhas. Tem exposto demasiado os defesas-centrais. Talvez por isso o Sporting não tenha acertado ainda na dupla base”, concluiu.


Futebol

Jogador que esteve ligado ao Sporting foi a Alvalade ver empate com Arouca e reagiu

Apesar do empate dos leões na sétima jornada do campeonato, as bancadas do Estádio contaram com uma presença muito especial

Na partida a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa, frente ao Arouca, Alvalade contou com uma presença especial
Na partida a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa, frente ao Arouca, Alvalade contou com uma presença especial

21 Set 2026 | 16:46 |

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Apesar de uma exibição muito pouco conseguida por parte da formação leonina no encontro frente ao Arouca, a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa, as bancadas do Estádio José de Alvalade contaram com uma presença muito especial.


Entre os 49.941 espectadores presentes nos vários setores do estádio, um deles era Geovany Quenda. O extremo formado em Alcochete, atualmente a atuar com as cores do Chelsea, aproveitou a ocasião para vir assistir à partida dos seus antigos colegas.


Depois de ter sido utilizado por 20 minutos na derrota do clube londrino diante do Brentford (3-0), na Premier League, Quenda esteve em Alvalade para matar saudades daquela que também já foi a sua casa durante os anos em que esteve com o leão ao peito.


O início de temporada do ex-camisola 7 dos verdes e brancos também tem sido muito atribulado. Nas cinco jornadas já disputadas da Premier League, apenas foi utilizado durante 28 minutos, tendo estado fora da equipa em duas ocasiões. Desta forma, terá de procurar afirmar-se nos blues.

Com a pausa para as seleções a começar, Quenda foi chamado para integrar os trabalhos da seleção sub-21. Também Rafael Nel, Eduardo Felicíssimo e Flávio Gonçalves integrarão os trabalhos de Luís Freire. Os sub-21 defrontarão a Bulgária a 25 de setembro, em Pazardzhik, Gibraltar no dia 30, em Ponta Delgada, e a República Checa em 6 de outubro, em Leiria, a contar para a fase de qualificação para o Europeu de categoria.



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