"FOMOS MUITO MELHORES HOJE DO QUE NA HUNGRIA"
Gersinho analisou o jogo e a modalidade em Portugal
Redação Leonino
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5 de Março 2020, 21:51

Gersinho assume que o jogo de hoje, dia 5, foi mais fácil do que esperava devido às lesões de dois jogadores da equipa húngara. O treinador leonino falou, ainda, sobre o próximo adversário.

“Este foi mais fácil porque eles tinham dois lesionados muito importantes, mas também fomos muito melhores hoje do que na primeira mão. Daqui para a frente vamos defrontar o Milano, que é muito forte, que derrotou as duas melhores equipas italianas recentemente e tem o oposto mais requisitado do mundo. Vamos focar-nos no nosso ataque e um bom serviço. Temos de lutar pela vitória, mas não posso dizer que vamos ganhar certamente”, começou por dizer, antes de falar sobre a localização dos dois jogos.

“Ainda não sabemos como vai ser devido ao coronavírus, pelo que devem ser cá os dois jogos. Acho que a CEV não deve assumir o risco, pelo que devem ser aqui os dois jogos, mas não está nada decidido e será a CEV a decidir, também é preciso que a equipa italiana concorde”, explicou.

Gersinho falou também sobre o aspeto físico da equipa: “A equipa está bem fisicamente, não temos nenhum problema grave. Acredito que temos todas as condições para continuar bem. A equipa física tem trabalhado bem”.

Por fim, o treinador verde e branco sublinhou a importância desta qualificação e o crescimento da modalidade.

“É muito importante estar nas quatro equipas finais da competição, porque dá uma maior exposição e que facilita a contratação de jogadores no futuro. Já disse aqui dentro do Clube que temos uma estrutura muito boa, comparável às melhores da Europa. Apesar de Portugal ainda não ter expressão mundial. Os dois principais clubes do país têm feito o país crescer. Existe um pensamento ainda antigo aqui na modalidade, diferente do que acontece no resto do mundo. Se mudarem isto e se investirem mais na formação tudo pode mudar. A Sérvia é uma grande potência e tem mais ou menos o mesmo número de habitantes. É preciso mudanças no formato do campeonato e criar um maior profissionalismo, não se pode estar quatro meses sem competir, mesmo que exista a vertente de praia, mas que no fundo é uma coisa diferente e que nem todos os jogadores a joguem. Existem muitas equipas no Campeonato Honda, algumas delas sem condições para estar e que a meio da época já não aparecem com o plantel todo. É preciso mudar algumas coisinhas, mas o voleibol de Portugal tem tudo para crescer”, finalizou.

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