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Guarda-redes do Sporting lesiona-se na Seleção e sai dos convocados de Portugal
27 Set 2026 | 12:33
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Futsal
17 Abr 2020 | 11:00 |
Paulo César Vaz Mendes, “mais conhecido por Pauleta no mundo do futsal”, como o próprio afirma. Tem apenas 25 anos e um percurso curioso na modalidade em Portugal. Ala de posição, calmo de aparência, veio esta época para o Sporting CP e contou tudo, num exclusivo Leonino.
Leonino: És um rapaz de bairro, da Linha de Sintra, como és visto agora por seres um profissional de futsal a jogar num grande clube português?
Pauleta: Sou visto como um exemplo para os miúdos mais novos e para os meus amigos. Assim, todos podem ver que com trabalho podemos chegar onde quisermos.
Como começaste a jogar futsal?
Comecei a jogar no bairro, em Porto Salvo. Aí, um dos meus melhores amigos disse-me para irmos jogar para os Leões de Porto Salvo, lá chateou a minha mãe e ela acabou por deixar.
Tiveste alguma grande influência?
A grande influência foi mesmo um dos meus melhores amigos, que se chama Dário. Quando somos miúdos todos queremos jogar à bola, nós não éramos exceção.
Que importância teve o Dário na tua carreira?
Teve muita importância. Ajudou-me muitas vezes em muitas decisões da minha vida, também elas no futsal.
O teu nome é Paulo Mendes, mas Pauleta no futsal. Porquê?
Também esse meu amigo, acabou por me dar a alcunha de Pauleta, por causa do Pauleta avançado da Seleção Nacional. Tal como ele, também marcava muitos golos.
A tua primeira época de grande destaque foi em 2015/2016, ao serviço do Leões de Porto Salvo, em que marcaste 19 golos em 23 jogos. Sentiste que esse foi o teu momento de afirmação?
Sim, senti. Esse foi o ano em que as coisas começaram a correr bem e sentia-me bastante bem comigo mesmo a todos os níveis.
Passados dois anos, foste para o Fundão, onde, na primeira temporada, e apesar dos muitos jogos realizados, (32) marcaste “apenas” nove golos. Sentiste alguma dificuldade em adaptar-te?
O primeiro ano foi super complicado. A minha adaptação foi dura, era uma realidade totalmente diferente à qual estava habituado, tinha que fazer as coisas por mim e foi a minha primeira experiência a viver sozinho. Não foi fácil.
“É um orgulho ser chamado à Seleção Nacional”
No ano seguinte, realizaste provavelmente a melhor temporada da tua carreira: 22 golos marcados em 32 jogos. Sentiste que esse desempenho foi essencial para dares o salto para o Sporting CP?
Não acho que tenha sido só essa época. Quando nos prestam atenção, veem as épocas todas para trás, mas também acredito que a época anterior tenha ajudado bastante.
No final dessa temporada, foste chamado à Seleção. De que forma reagiste?
No início nem acreditei. Para mim é um orgulho poder ser chamado à Seleção Nacional. Encarei com uma grande felicidade.
Como é fazer o gosto ao pé por Portugal?
É muito bom porque marcar pela nossa Seleção torna-se muito gratificante. É um orgulho representar as nossas cores e, acima de tudo, defender o nosso país.
“Sinto-me honrado por pertencer a esta equipa”
Estreaste-te a marcar de leão ao peito numa sexta-feira 13 (13 de setembro de 2019), frente ao Belenenses, e logo por duas vezes. Como foi esse momento?
Para mim foi muito bom. Chegar aqui, entrosar-me numa equipa campeã europeia e jogar não é fácil… e marcar fica mais difícil ainda. Sinto-me honrado por pertencer a esta equipa, que é, sem dúvida, das melhores do mundo.
No Pavilhão João Rocha, estreaste-te a marcar, curiosamente, contra uma equipa que tinhas representado (Leões de Porto Salvo). Sentiste um misto de emoções nesse momento?
Sim, foi. Representei muitos anos os Leões de Porto Salvo e fazem, também eles, parte da minha família e foram muito importantes para o meu percurso.
É especial marcar no Pavilhão João Rocha diante dos adeptos do Sporting CP?
É arrepiante marcar no Pavilhão João Rocha perante os grandes adeptos que temos e que nos apoiam do início ao fim de todos os jogos.
Que golo destacas como o mais importante da tua carreira até ao momento?
Foi no ano passado, frente ao Benfica, no segundo jogo do play-off. Ajudei a que ganhássemos e que obrigássemos a que fosse ao terceiro jogo.
Quais as grandes diferenças que sentiste em jogar num Clube tão grande como o Sporting CP?
No início foi muito complicado. Entrar numa equipa em que todos têm muita qualidade, acima da média até, e adaptar-me, não foi nada fácil.
“Estamos a falar de uma equipa de campeões”
Como foi a aceitação por parte do balneário?
Foi top. Todos me receberam de braços abertos e senti-me logo em casa.
Sentes que já encontraste o teu papel no plantel? Tanto no balneário como na quadra?
Sinto que sim, mas ainda há muito a melhorar para poder conseguir estar em grande nível.
Sentes que a exigência é diferente?
Muito diferente. Aqui, estamos a falar de uma equipa de campeões. Não basta só ganhar, tens que ganhar bem e jogar bem.
Como é ser orientado por um treinador que é considerado um dos melhores do mundo?
É um orgulho enorme. Tenho aprendido bastante com ele desde que estou no Sporting CP.
A eliminação da Liga dos Campeões deixou marcas no grupo?
Não, uniu-nos ainda mais para o resto da época e tudo aquilo que faltava conquistar.
O que sentiste ao poder participar nessa competição, que é o sonho de todos os atletas?
Senti-me sobretudo honrado. Ainda por cima, tive essa possibilidade com a equipa que tinha ganho a edição anterior, a responsabilidade era ainda maior.
Nos últimos dois jogos como o SL Benfica, marcaste por duas vezes. É especial marcar frente ao eterno rival?
Claro que é especial marcar, mas mais especial ainda é ajudar a equipa a chegar à vitória.
Quais as tuas perspetivas sobre o teu futuro no Sporting CP?
A minha perspetiva é ser muito feliz e com muitos títulos conquistados de leão ao peito.
Verdes e brancos acabaram por arrancar uma igualdade do encontro com as águias, fruto do desperdício de várias oportunidades
28 Set 2026 | 14:22 |
Eduardo Garcia, filho de Eduardo Barroso, recorreu às redes sociais para comentar o empate do Sporting com o Benfica, por 3-3, na 3.ª jornada da fase regular do campeonato nacional de futsal. O adepto leonino saiu em defesa da equipa depois de um dérbi em que os verdes e brancos desperdiçaram várias oportunidades.
Eduardo Garcia: "O triste disto é que ainda vamos ler críticas e fatalismos à equipa"
“O triste disto é que ainda vamos ler críticas e fatalismos à equipa. Apenas de quem não está a ver o jogo ou tem má fé”, escreveu Eduardo Garcia, na rede social X, depois do encontro deste domingo, disputado no Pavilhão João Rocha.
O Sporting entrou melhor e chegou primeiro ao golo, através de Diogo Santos, mas Silvestre Ferreira restabeleceu a igualdade pouco depois. Antes do intervalo, Bruno Pinto ainda teve oportunidade para recolocar os leões na frente, através de uma grande penalidade, mas acertou na trave.
Na segunda parte, o Benfica chegou ao 2-1 por Kutchy, depois de uma perda de bola de Bernardo Paçó, mas a equipa de Nuno Dias respondeu rapidamente. Carlos Monteiro desviou para o 2-2 e Wesley completou a reviravolta, aos 30 minutos, com um forte remate após recuperar a bola no meio-campo.
A vantagem do Sporting voltou, contudo, a desaparecer. Cléber fez o 3-3 após assistência de Kutchy e o marcador não voltou a mexer até ao apito final. Já na reta decisiva, Rocha foi expulso por acumulação de amarelos, obrigando os leões a gerir os últimos momentos em inferioridade.
Com o empate, o Sporting manteve-se invicto na fase regular do campeonato. O dérbi surgiu poucas semanas depois de os verdes e brancos terem derrotado o Benfica por 3-2 na Supertaça, em Vila do Conde, conquistando o primeiro troféu da temporada.
Confira a publicação:
Numa partida a contar para a terceira jornada da Liga Placard, o técnico dos verdes e brancos não se mostrou satisfeito com o resultado alcançado no dérbi
28 Set 2026 | 11:50 |
O Pavilhão João Rocha foi o palco que recebeu o melhor dérbi de futsal do mundo. Sporting e Benfica mediram forças este domingo, numa partida a contar para a terceira jornada da Liga Placard, tendo terminado empatado (3-3). Nuno Dias, treinador dos verdes e brancos, mostrou-se frustrado com o resultado alcançado, uma vez que considera um final amargo o Sporting, tendo em conta a superioridade que diz ter visto no jogo.
Nuno Dias: "Acho que o Benfica sai daqui feliz por ter conseguido empatar"
“Perdemos dois pontos, por aquilo que construímos, o número de oportunidades que tivemos, falhámos golos de baliza aberta, falhámos penalti, falhámos situações de um contra o guarda-redes, mas cinco ou seis, acho que a superioridade foi nossa. Saímos daqui penalizados com o resultado de empate. E acho que o Benfica sai daqui feliz por ter conseguido empatar num jogo em que o Sporting foi melhor e superior", afirmou o treinador dos leões.
Recordando o jogo da Supertaça, o técnico garante que foram partidas muito distintas: “Comparado com a Supertaça, é de um desequilíbrio enorme. O Sporting vence esse jogo, que foi equilibrado. Hoje não. Hoje o Sporting teve muitas oportunidades. O que fica para a história é o resultado e o Sporting perde dois pontos".
Para Nuno Dias, era essencial que o Sporting (1.º classificado) aumentar a distância pontual do rival Benfica (5.º classificado): "Aumentar era o que nós queríamos, mantemos a distância, perdemos dois pontos, podíamos ter aumentado. Se tivéssemos concretizado, se calhar, metade das oportunidades flagrantes que criámos. Acho que foi um resultado mau para o Sporting por aquilo que construiu aqui hoje. Se o equilíbrio entre as equipas é grande? É. Mas hoje saio daqui triste e frustrado. Os meus jogadores mereciam mais do que o que aconteceu no final", concluiu o técnico, em declarações ao Canal 11.
Wesley, jogador dos verdes e brancos, reagiu ao empate afirmando que o equilíbrio entre equipas é habitual nestes encontros: "Estes jogos são sempre assim, decididos nos detalhes. Acho que tivemos muitas oportunidades para fazer golo e matar o jogo. É isso que define as melhores equipas. Se não marcares, eles podem chegar ali uma vez e dificultar-nos".
Verdes e brancos continuam sem perder na prova, depois de um jogo marcado pelo equilíbrio, reviravoltas no marcador e por uma expulsão na reta final
27 Set 2026 | 18:34 |
O Sporting empatou 3-3 com o Benfica, este domingo, no Pavilhão João Rocha, em encontro da terceira jornada da fase regular do campeonato nacional de futsal. O dérbi foi marcado pelo equilíbrio, reviravoltas no marcador e uma expulsão na reta final.
A equipa de Nuno Dias entrou melhor e foi a primeira a chegar ao golo. Depois de Léo Gugiel defender um remate de Alex Merlim, Diogo Santos apareceu na sequência do canto cobrado e desviou para o fundo das redes. A resposta do Benfica surgiu pouco depois, com Silvestre Ferreira a aproveitar um lançamento lateral para empatar. Antes do intervalo, o Sporting teve uma grande penalidade, após mão de Silvestre, mas Bruno Pinto acertou na trave.
O Benfica entrou mais forte na segunda parte e chegou ao segundo golo aos 26 minutos. Bernardo Paçó perdeu a bola quando se aventurou no ataque e Kutchy aproveitou o contra-ataque para colocar os visitantes na frente. A resposta leonina não demorou e, aos 28 minutos, um desvio de Carlos Monteiro, na sequência de um canto de Alex Merlim, acabou por resultar no 2-2. O Sporting voltou a colocar-se em vantagem aos 30 minutos, através de Wesley, que recuperou a bola no meio-campo e assinou um forte remate.
A vantagem leonina voltou, contudo, a desaparecer pouco depois. Aos 33 minutos, Kutchy arrancou pela esquerda e cruzou para o segundo poste, onde Cléber apareceu para estabelecer novamente a igualdade. Até ao final, as duas equipas procuraram o golo da vitória, mas o marcador não voltou a sofrer alterações.
Na reta final, Rocha acabou expulso depois de ver o segundo cartão amarelo. Ainda assim, os leões conseguiram segurar o empate até ao apito final e mantiveram-se invictos na fase regular. O resultado surge depois de o Sporting já ter levado a melhor sobre o Benfica na Supertaça, disputada no início da temporada, por 3-2, em Vila do Conde.