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Portugal garante 'quartos' do Euro e há um jogador do Sporting a brilhar
28 Jan 2026 | 12:55
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Futsal
17 Abr 2020 | 10:00 |
Paulo César Vaz Mendes, “mais conhecido por Pauleta no mundo do futsal”, como o próprio afirma. Tem apenas 25 anos e um percurso curioso na modalidade em Portugal. Ala de posição, calmo de aparência, veio esta época para o Sporting CP e contou tudo, num exclusivo Leonino.
Leonino: És um rapaz de bairro, da Linha de Sintra, como és visto agora por seres um profissional de futsal a jogar num grande clube português?
Pauleta: Sou visto como um exemplo para os miúdos mais novos e para os meus amigos. Assim, todos podem ver que com trabalho podemos chegar onde quisermos.
Como começaste a jogar futsal?
Comecei a jogar no bairro, em Porto Salvo. Aí, um dos meus melhores amigos disse-me para irmos jogar para os Leões de Porto Salvo, lá chateou a minha mãe e ela acabou por deixar.
Tiveste alguma grande influência?
A grande influência foi mesmo um dos meus melhores amigos, que se chama Dário. Quando somos miúdos todos queremos jogar à bola, nós não éramos exceção.
Que importância teve o Dário na tua carreira?
Teve muita importância. Ajudou-me muitas vezes em muitas decisões da minha vida, também elas no futsal.
O teu nome é Paulo Mendes, mas Pauleta no futsal. Porquê?
Também esse meu amigo, acabou por me dar a alcunha de Pauleta, por causa do Pauleta avançado da Seleção Nacional. Tal como ele, também marcava muitos golos.
A tua primeira época de grande destaque foi em 2015/2016, ao serviço do Leões de Porto Salvo, em que marcaste 19 golos em 23 jogos. Sentiste que esse foi o teu momento de afirmação?
Sim, senti. Esse foi o ano em que as coisas começaram a correr bem e sentia-me bastante bem comigo mesmo a todos os níveis.
Passados dois anos, foste para o Fundão, onde, na primeira temporada, e apesar dos muitos jogos realizados, (32) marcaste “apenas” nove golos. Sentiste alguma dificuldade em adaptar-te?
O primeiro ano foi super complicado. A minha adaptação foi dura, era uma realidade totalmente diferente à qual estava habituado, tinha que fazer as coisas por mim e foi a minha primeira experiência a viver sozinho. Não foi fácil.
“É um orgulho ser chamado à Seleção Nacional”
No ano seguinte, realizaste provavelmente a melhor temporada da tua carreira: 22 golos marcados em 32 jogos. Sentiste que esse desempenho foi essencial para dares o salto para o Sporting CP?
Não acho que tenha sido só essa época. Quando nos prestam atenção, veem as épocas todas para trás, mas também acredito que a época anterior tenha ajudado bastante.
No final dessa temporada, foste chamado à Seleção. De que forma reagiste?
No início nem acreditei. Para mim é um orgulho poder ser chamado à Seleção Nacional. Encarei com uma grande felicidade.
Como é fazer o gosto ao pé por Portugal?
É muito bom porque marcar pela nossa Seleção torna-se muito gratificante. É um orgulho representar as nossas cores e, acima de tudo, defender o nosso país.
“Sinto-me honrado por pertencer a esta equipa”
Estreaste-te a marcar de leão ao peito numa sexta-feira 13 (13 de setembro de 2019), frente ao Belenenses, e logo por duas vezes. Como foi esse momento?
Para mim foi muito bom. Chegar aqui, entrosar-me numa equipa campeã europeia e jogar não é fácil… e marcar fica mais difícil ainda. Sinto-me honrado por pertencer a esta equipa, que é, sem dúvida, das melhores do mundo.
No Pavilhão João Rocha, estreaste-te a marcar, curiosamente, contra uma equipa que tinhas representado (Leões de Porto Salvo). Sentiste um misto de emoções nesse momento?
Sim, foi. Representei muitos anos os Leões de Porto Salvo e fazem, também eles, parte da minha família e foram muito importantes para o meu percurso.
É especial marcar no Pavilhão João Rocha diante dos adeptos do Sporting CP?
É arrepiante marcar no Pavilhão João Rocha perante os grandes adeptos que temos e que nos apoiam do início ao fim de todos os jogos.
Que golo destacas como o mais importante da tua carreira até ao momento?
Foi no ano passado, frente ao Benfica, no segundo jogo do play-off. Ajudei a que ganhássemos e que obrigássemos a que fosse ao terceiro jogo.
Quais as grandes diferenças que sentiste em jogar num Clube tão grande como o Sporting CP?
No início foi muito complicado. Entrar numa equipa em que todos têm muita qualidade, acima da média até, e adaptar-me, não foi nada fácil.
“Estamos a falar de uma equipa de campeões”
Como foi a aceitação por parte do balneário?
Foi top. Todos me receberam de braços abertos e senti-me logo em casa.
Sentes que já encontraste o teu papel no plantel? Tanto no balneário como na quadra?
Sinto que sim, mas ainda há muito a melhorar para poder conseguir estar em grande nível.
Sentes que a exigência é diferente?
Muito diferente. Aqui, estamos a falar de uma equipa de campeões. Não basta só ganhar, tens que ganhar bem e jogar bem.
Como é ser orientado por um treinador que é considerado um dos melhores do mundo?
É um orgulho enorme. Tenho aprendido bastante com ele desde que estou no Sporting CP.
A eliminação da Liga dos Campeões deixou marcas no grupo?
Não, uniu-nos ainda mais para o resto da época e tudo aquilo que faltava conquistar.
O que sentiste ao poder participar nessa competição, que é o sonho de todos os atletas?
Senti-me sobretudo honrado. Ainda por cima, tive essa possibilidade com a equipa que tinha ganho a edição anterior, a responsabilidade era ainda maior.
Nos últimos dois jogos como o SL Benfica, marcaste por duas vezes. É especial marcar frente ao eterno rival?
Claro que é especial marcar, mas mais especial ainda é ajudar a equipa a chegar à vitória.
Quais as tuas perspetivas sobre o teu futuro no Sporting CP?
A minha perspetiva é ser muito feliz e com muitos títulos conquistados de leão ao peito.
Em consequência às recentes prestações, craque do emblema verde e branco ganha reconhecimento, este digno de um verdadeiro talento
09 Fev 2026 | 17:31 |
Bernardo Paçó integra o cinco ideal do Campeonato da Europa de futsal, anunciou esta segunda-feira a UEFA, numa distinção que sublinha o impacto do guarda-redes do Sporting na fase final da competição. O internacional português foi uma das figuras da Seleção Nacional, afirmando-se como titular indiscutível na baliza das quinas.
Na sua estreia em fases finais de Europeus, o guardião leonino ganhou a confiança de Jorge Braz e assumiu a baliza à frente de Edu. Ao longo do torneio, Bernardo Paçó destacou-se pela segurança exibida entre os postes e pela regularidade apresentada nos momentos decisivos dos jogos.
A consistência do guarda-redes do Sporting acabou por ser reconhecida pela UEFA, que o incluiu no cinco ideal da prova, dominado pela campeã Espanha. Os restantes lugares foram ocupados pelos espanhóis Antonio Pérez, Mellado e Pablo Ramírez, além de Pany Varela.
Portugal contou, assim, com dois representantes na equipa eleita. Além de Bernardo Paçó, Pany Varela, ex Sporting, foi distinguido após um torneio em que somou quatro golos e quatro assistências nos seis encontros disputados pela Seleção Nacional.
Apesar da distinção individual, a equipa das quinas não conseguiu revalidar o título europeu, depois de sair derrotada da final frente à Espanha, por 3-5. Ainda assim, a presença de Bernardo Paçó no cinco ideal do Euro 2026 reforça o estatuto do guarda-redes do Sporting no panorama do futsal europeu.
Confira a publicação feita pela UEFA:
Seleção Nacional venceu a França, por 4-1, e prepara-se para enfrentar a Espanha no duelo mais aguardado da competição de países
05 Fev 2026 | 11:29 |
Portugal garantiu a presença na final do Campeonato da Europa de futsal ao vencer a França por 4-1, na última quarta-feira, nas meias-finais da competição, como muito Sporting à mistura. A Seleção Nacional, bicampeã europeia, mantém assim a defesa do título e vai medir forças com a Espanha no encontro decisivo.
Os irmãos Paçó tiveram papel determinante no triunfo português. Bernardo destacou-se com várias intervenções importantes na baliza, enquanto o gémeo e companheiro de equipa em Alvalade esteve envolvido nos três primeiros golos da equipa das Quinas, com um golo e duas assistências.
Apesar da superioridade portuguesa, foi a França a inaugurar o marcador. Aos cinco minutos, Touré fez o 1-0, num lance em que Bernardo Paçó não conseguiu evitar o golo. A partir desse momento, o guarda-redes do Sporting respondeu com várias defesas de elevado nível.
Portugal chegou ao empate através de lances de bola parada do...Sporting. Aos 17 e 18 minutos, Diogo Santos - que já havia sido preponderante na prova - e Tomás Paçó marcaram na sequência de cantos semelhantes. No primeiro, o fixo assistiu o colega dos leões para o 1-1 e, logo de seguida, apontou o 2-1.
Na segunda parte, aos 28 minutos, uma jogada coletiva resultou no terceiro golo português, com Tomás Paçó a servir Erick Mendonça. O resultado final foi fixado num lance invulgar, já na primeira situação de cinco para quatro da equipa francesa, quando Bernardo Paçó rematou de primeira ao poste da baliza adversária, com a bola a embater em Gueddoura antes de entrar.
Portugal conquistou os títulos europeus de 2018 e 2022, além do Campeonato do Mundo em 2021, sob o comando de Jorge Braz. Na final, a Seleção Nacional defronta a Espanha, com partida marcada para o próximo sábado, dia 7 de fevereiro, pelas 18h30.
Atleta do emblema verde e branco fez um dos tentos do encontro; Seleção Nacional vai enfrentar a França na próxima fase da competição
01 Fev 2026 | 17:21 |
Portugal garantiu a presença nas meias-finais do Europeu de futsal ao vencer a Bélgica por expressivos 8-2, num encontro dos quartos de final disputado na Arena Stozice. Pauleta, ala do Sporting, fez o gosto ao pé e marcou o sétimo da equipa das quinas no encontro.
Nos primeiros minutos, o adversário esteve por cima e chegou ao 1-0, depois de um auto-golo infeliz de Pany Varela (9'). A reação foi imediata e Bruno Coelho (13') restabeleceu a igualdade. A partir daí, Portugal cresceu de forma evidente, assumiu o controlo do jogo e deu a volta ao marcador ainda antes do intervalo, com Pany Varela (17') a redimir-se do erro inicial e André Coelho (20') a ampliar a vantagem, fixando o resultado em 3-1 ao intervalo.
Na segunda parte, Portugal regressou mais intenso e eficaz no último terço. Apesar de alguns desleixos defensivos, que permitiram à Bélgica criar oportunidades para reduzir, a seleção nacional manteve o domínio do encontro. Rúben Góis (23'), Pany Varela (26') e Lúcio Rocha (29') aumentaram a diferença, antes de Jamal Aabbou (33') reduzir para 6-2.
Nos minutos finais, a Bélgica ainda criou algumas dificuldades aos pupilos de Jorge Braz com a aposta no 5x4, mas revelou depois alguma quebra física, enquanto Portugal aproveitou e voltou a ser letal. Pauleta (40') juntou-se à lista de marcadores, antes de Pany Varela (40') completar o hat-trick.
Com este triunfo, Portugal - que ficou em primeiro na fase de grupos - segue em frente na competição e já sabe que terá a França como adversária nas meias-finais, num encontro marcado para a próxima quarta-feira, depois de mais uma demonstração de qualidade da Seleção Nacional.