JORNAL SPORTING: UMA RECORDAÇÃO ESPECIAL
No 98.º aniversário do semanário do Clube, as recordações de quem por lá vestiu a camisola
Redação Leonino
Texto
31 de Março 2020, 15:21

Desde pequena, que sempre me ensinaram um dos maiores lemas do nosso Clube: “O Sporting CP não é para ser usado, é para ser servido”, tal como dizia o nosso Francisco Stromp. Com isso em mente, terminei o curso de Ciências da Comunicação e tinha um objetivo muito específico: servir o Sporting Clube de Portugal. Sorte das sortes, isso aconteceu logo no meu primeiro estágio.

A primeira camisola que vesti profissionalmente foi a Listada verde e branca, em regime de estágio numa fase inicial, ganhando, posteriormente, lugar no onze inicial da redação do tão afamado Jornal Sporting. Desde a publicação de conteúdos jornalísticos no semanário e no site do Clube, à oportunidade de conhecer e lidar com os profissionais do meio foi o que de melhor retiro da experiência que me lançou nos relvados, nas quadras ou até nos rinques.

4 de Setembro de 2017

A 4 de setembro de 2017 dei início ao meu sonho. Entrei, pela primeira vez, na redação do Jornal Sporting como jornalista do Semanário de Clubes mais antigo da Europa.

O sentimento que nos invade neste momento, de estarmos perto de pessoas que trabalham todas por um símbolo, encheu-me o coração e, nas paredes daquele nosso espaço de trabalho – e de amizade leonina – víamos os símbolos e conquistas do nosso Sporting CP, algo que engrandecia ainda mais o nosso trabalho. Éramos uma família dentro de outra grande família, a verde e branca.

Desde esse primeiro dia que percebi algo muito simples, mas com muito significado. Estávamos ali todos por um bem maior, maior que todos nós, maior que todas as nossas diferenças e dúvidas, estávamos ali pelo bem do Sporting Clube de Portugal e, ainda mais que isso, para levar informação a todos os Sportinguistas espalhados pelo mundo. Não existe maior privilégio que esse, digam o que disserem.

Com o passar do tempo, era notória a importância do trabalho que fazíamos. Sempre me disseram que o jornalismo não tinha horários, mas foi aí que o senti na pele. Podia ser das 7 às 3 da manhã, mas sempre com um sorriso na cara. Ah, e quando recebíamos o nosso trabalho impresso em papel de jornal com o nosso nome escrito, para todo o universo leonino? A vontade de trabalhar horas e horas apenas aumentava.

O orgulho de te levar ao peito

Sou Sócia do Clube de Alvalade desde os meus 8 anos de idade. Sim, sou rapariga, tive de lutar contra o preconceito de uma mulher gostar de desporto, querer seguir desporto e querer falar sobre desporto. Mas sabem, nunca senti isso vestida de verde e branco e com aquela credencial ao pescoço.

Comecei a conhecer os protagonistas por quem tanto gritava nas bancadas. Pude ter os meus momentos a sós com o meu Estádio e, ainda, com o meu amado Pavilhão João Rocha e, acreditem, não há nada a que possamos dar maior valor que a isso. Vivi a época do pleno das modalidades na quadra do Pavilhão, festejei e trabalhei com eles. Fizeram-me ver que as conquistas não pertencem apenas aos atletas ou aos adeptos, são também daqueles que os acompanham todos os dias. Algo que fiz e que ainda hoje guardo no coração, pois os amigos não se esquecem… e aquilo que todos nós passámos em 2018 juntos no Clube, apenas fez staff e equipas unirem-se. Desabafarem. Estarem juntos.

Foi graças ao meu trabalho ao longo de um ano e meio no Clube que neste momento sou editora de outro grande projeto, o Leonino, apenas de Sportinguistas para Sportinguistas. Hoje, este foi o meu desabafo. O Jornal Sporting comemora o seu 98.º aniversário e não poderia dar-lhe os parabéns sem ser como melhor sei: a escrever e a recordar.

Os meus parabéns, com saudade, com orgulho de ter vestido essa camisola e com uma certeza enorme: a isenção era uma das nossas maiores armas, enquanto o coração era um dos nossos maiores trunfos.

Parabéns, Jornal Sporting, que continues a ser a tradição que tanto caracteriza o nosso Clube.

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