JOVENS LEÕES DIFÍCEIS DE DOMAR VENCEM TONDELA
Sporting CP vence pela segunda vez consecutiva em Alvalade, por 2-0, com golos de Jovane Cabral e Sporar
Maria Pinto Jorge
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18 de Junho 2020, 23:07
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Com seis leões da cantera de Alcochete, o Sporting CP entrou em campo, esta noite de quinta-feira, para vencer o CD Tondela por 2-0, nesta encontro da 27.ª jornada da Liga NOS, que ficou marcado pelo onze mais jovem dos leões na Liga desde novembro de 2014, com uma média de idades de 23.36 anos e por uma primeira parte de grande eficácia nos lances de bola parada.

Foi uma noite com um misto de sensações. Se, de um lado, o estranho silêncio que se fazia sentir em Alvalade fazia desta uma noite mais fria, os Sportinguistas eram, então, aquecidos, não só com uma vitória, mas com o regresso de Mathieu e com mais uma estreia de um jovem da Academia leonina a titular: Nuno Mendes. Desde Cristiano Ronaldo, em 2003, que um jogador tão novo não se estreava no onze do Sporting CP.

Com o Mundo Sabe Que a entoar-se sem as vozes dos Sportinguistas, os homens de verde e branco começaram a controlar a defesa, na tentativa de transitar para o ataque.

As bombas de Jovane

Com Jovane Cabral a investir pela esquerda, acabando por cair na área e um abafo de Nuno Mendes na defesa (4’), a evitar um perigoso ataque do CD Tondela, o bom início para o jovem de 17 anos tornava-se visível aos olhos de todos.

Os leões não se afastavam da baliza da equipa forasteira e, assim, Gonzalo Plata acabou por ser derrubado em posição frontal, que deu livre em local perigoso.

Cobrado por Jovane Cabral, que acabou por repetir o livre que deu a vantagem leonina em Paços de Ferreira, o minuto 13 vira sorte em Alvalade e torna-se motivo de mais um golaço do jogador leonino.

Este, que foi o primeiro remate da partida, resultou em golo certo para o Sporting CP, uma vez que Jovane Cabral se encontra de pé quente e com a pontaria bem afinada no que toca a livres diretos. Esta foi mesmo a primeira vez na sua carreira que o número 77 verde e branco marcou em jogos consecutivos, sendo este o seu 7.º golo pelos leões, tendo os dois últimos sido de livre direto.

E, além disso, Jovane acabou com mais uma estatística: O Sporting CP não marcava nos primeiros 13 minutos há oito meses, essa nuance terminou esta noite de quinta-feira.

A sorte das bolas paradas

Com o Sporting CP a entrar em cima do adversário, mais um bom apontamento de Nuno Mendes, à passagem pelo minuto 17, que cruzou de forma perfeita para Rafael Camacho, que acabou por desperdiçar o cabeceamento.

A verdade é que os jovens leoninos continuavam a dar muita irreverência ao jogo da formação de Rúben Amorim e, aos 29 minutos, os leões ganham o direito a uma grande penalidade, após mão de Pepelu na área.

A ser bem cobrado por Sporar (31’), estava feito o segundo golo do Sporting CP. O jogador esloveno foi, mais uma vez, 100% eficaz e chegou aos seis golos de leão rampante ao peito, sendo este o primeiro de grande penalidade.

Aqui, o silêncio transformou-se em buzinas de festejo, que se fizeram ouvir no interior do Estádio José Alvalade, como completa manifestação de satisfação dos Sportinguistas ao redor.

Até ao final da primeira parte, pouco ou nada Luís Maximiano seria obrigado a intervir na partida. O CD Tondela, apenas ofereceu perigo à baliza leonina aos 36 minutos, com uma bola à trave, depois de erro de Mathieu, que quase introduzia a bola na própria baliza. Foi o primeiro e único sinal de perigo para a baliza leonina nos primeiros 45 minutos.

Adormecer não era opção para quem quer rugir alto

No regresso dos balneários, instalava-se a dúvida: Conseguiriam os leões manter o mesmo ritmo? Tudo indicava que sim. Os comandados de Rúben Amorim não baixaram a guarda e continuaram a controlar a bola e o jogo.

Aos 50 minutos, Jovane bate um canto na direita e Coates fica a pedir um agarrão na área do Tondela, o que acaba mesmo por parecer grande penalidade. No entanto, o árbitro Manuel Oliveira manda seguir.

Nota-se, de longe, uma maior atitude por parte do CD Tondela, que apenas cabe aos leões ultrapassarem, tal como fizeram nos primeiros 45 minutos.

À passagem pelo minuto 60, Sporar faz, novamente, ver que quem manda em Alvalade são os leões. Depois de ultrapassar dois adversários para entrar na área, acabou por rematar torto.

Com o CD Tondela a ir, novamente, à barra, com um cabeceamento de Philipe Sampaio – ainda que fora de jogo -, o míster leonino achou que o Sporting CP já estava a dar demasiado espaço aos forasteiros. Então, tirou Rafael Camacho por Ristovski; Wendel por Battaglia; Mathieu por Borja e, ainda, Plata por Geraldes.

O CD Tondela continuava a crescer na partida e dar cada vez mais trabalho a Luís Maximiano, mas a defesa coesa dos leões não permitia males maiores, apenas um maior interesse com a partida a ser mais disputada.

O pico dos tondalenses surgiu mesmo ao minuto 84, com um remate de Jaquité em jeito, que Max defende com a ponta dos dedos.

Mesmo com as investidas ao cair do pano, estas não foram suficientes para chegar mais perto sequer de igualar a equipa leonina, que venceu a partida com uns fortíssimos primeiros 45 minutos e conseguindo o seu quarto jogo sem sofrer golos caseiros.

Agora, com 49 pontos, os verdes e brancos ocupam a terceira posição da Liga NOS. Na próxima jornada, os leões de Rúben Amorim defrontam o Belenenses SAD, dia 26 de junho, pelas 19h15.

Fotografia de Sporting CP.

 

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