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Rui Borges tem esperança de contar com dois reforços para o Arouca - Sporting
23 Jan 2026 | 09:22
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23 Jan 2026 | 10:18 |
Em outubro, Matheus Reis surgia apontado a uma saída de Alvalade no final da temporada, depois de quase cinco épocas ao serviço do Sporting. Agora, segundo revela o jornal A Bola, o panorama pode ser diferente: o defesa brasileiro, de 30 anos, poderá vir a receber uma proposta para prolongar o contrato.
Na recente vitória frente ao PSG (2-1), na Liga dos Campeões, Matheus Reis voltou a ser opção no centro da defesa e deixou nova resposta positiva. Com essa presença, passou a ser o jogador do Sporting com mais partidas disputadas na prova, somando 27, superando Rui Patrício (26), enquanto Gonçalo Inácio igualou também esse registo. Ainda assim, esta tem sido uma das épocas com menor utilização para o esquerdino, que contabiliza 863 minutos em 18 jogos, com duas assistências.
Matheus Reis continua a ser uma das figuras mais apreciadas pelos adeptos leoninos, que têm manifestado nas redes sociais estranheza pela ausência de uma proposta formal de renovação. O próprio Rui Borges já destacou publicamente o contributo do camisola 2, sublinhando a sua postura no trabalho diário, a experiência que acrescenta ao grupo e a influência exercida tanto nos jogos como nos treinos, considerando-o uma referência dentro do balneário.
Apesar da abertura para uma eventual renovação, existe um ponto sensível no dossiê: a vertente financeira. Embora não integre o patamar mais elevado da folha salarial, Matheus Reis aufere um valor anual na ordem dos 6 milhões de euros, montante que teria de ser revisto em alta caso o Sporting avance para a extensão do vínculo contratual.
Ao todo, desde que chegou ao plantel do Sporting oriundo do Rio Ave, Matheus Reis já realizou 220 partidas, ao longo das quais marcou três golos e fez 11 assistências. O atleta é ainda um dos mais polivalentes do plantel, jogando tanto como central como a lateral canhoto.
Estrutura do Clube de Alvalade está preparada para possíveis movimentações ainda neste defeso, sendo que apenas irá contratar caso seja 'obrigado'
23 Jan 2026 | 09:56 |
Com dois extremos já contratados e apresentados neste mercado de inverno, o Sporting deu, em princípio, por concluída a sua atuação em janeiro. Ainda assim, o cenário pode voltar a alterar-se. Apesar do regresso de Daniel Bragança após uma longa paragem por lesão, existe margem para negociar Hidemasa Morita e, em caso de saída, abrir espaço para a entrada de um novo médio, preferencialmente para a posição 8. Um reforço que Rui Borges veria com bons olhos.
"Fizemos alguns ajustes, o Luís Guilherme já chegou e estamos a negociar outro jogador que esperamos resolver nos próximos dias [Faye]. Consideramos que provavelmente o plantel estará fechado, a não ser que haja alguma saída", afirmou, na altura, o diretor-geral do futebol leonino, Bernardo Palmeiro, ainda antes da oficialização do internacional senegalês.
Entretanto, o Sporting confirmou as duas operações planeadas: Luís Guilherme, adquirido ao West Ham por 14 milhões de euros, com a possibilidade de mais 3 milhões em bónus, e Souleymane Faye, contratado ao Granada por 6,5 milhões de euros. Ambos assinaram contratos válidos até junho de 2030 e ficaram protegidos por cláusulas de rescisão fixadas nos 80 milhões de euros.
Com estas entradas, não estava prevista a chegada de mais reforços. No entanto, à medida que o mercado se aproxima do fecho, os responsáveis leoninos admitem reabrir o dossiê. Sem saídas, o cenário é mais complexo; com uma transferência concretizada, a probabilidade de nova contratação aumenta.
Em final de contrato estão Morita e Matheus Reis. No caso do defesa brasileiro, a renovação ainda poderá ser equacionada, mas relativamente ao médio japonês essa hipótese não está em cima da mesa. Por esse motivo, esta janela representa a última oportunidade para o Sporting realizar um encaixe financeiro com o camisola 5. A SAD está recetiva a ouvir propostas e, caso se confirme a saída, avançar para um substituto.
Treinador dos verdes e brancos falou ao seu grupo de trabalho na sessão de treinos da última quinta-feira, dia 22 de janeiro
23 Jan 2026 | 09:50 |
O Sporting viveu um dos momentos mais marcantes da sua história europeia ao vencer, na última terça-feira, o PSG (2-1), atual campeão da Liga dos Campeões, em Alvalade. Seguiram-se palavras de reconhecimento de Rui Borges, reações de vários jogadores nas redes sociais e um amplo destaque na imprensa, tanto nacional como internacional. Ainda assim, a exigência do calendário obriga a equipa a virar rapidamente a página e a concentrar atenções na deslocação a Arouca, um desafio de natureza bem diferente que já foi tema central no treino de quinta-feira.
Antes do início da sessão na Academia Cristiano Ronaldo, o treinador reuniu o plantel e deixou uma mensagem clara: o encontro em Arouca deve ser encarado com o mesmo nível de importância e exigência de um jogo europeu. A ideia transmitida foi a de que o palco muda, mas a responsabilidade mantém-se, reforçando a necessidade de repetir a seriedade e a competitividade exibidas frente aos campeões franceses.
O objetivo passou por evitar qualquer acomodação após o resultado alcançado há cerca de dois dias. Apesar de o próximo adversário não ter o historial nem os títulos do PSG, conhece bem as características dos leões e atua no seu próprio terreno, tradicionalmente exigente e que pode ainda ser condicionado pelas previsões meteorológicas.
Por outro lado, o impacto mediático da vitória sobre os parisienses também foi referido, com a expectativa de que, no Estádio Municipal de Arouca, o Sporting esteja sob maior observação. Entre esses olhares estarão os dos rivais Porto e Benfica, atentos a um eventual deslize, bem como de adeptos e curiosos interessados em perceber se a equipa consegue manter o nível apresentado no último compromisso.
Desde o início da época, essa transição tem sido, na maioria das vezes, bem-sucedida. Nos jogos que se seguiram a compromissos na Champions, o Sporting somou triunfos frente a Moreirense (3-0), Tondela (3-0), Santa Clara (2-1), Estrela da Amadora (4-0) e AVS SAD (6-0). A exceção ocorreu após a derrota em Nápoles (1-2), em outubro, quando o Braga conseguiu um empate (1-1) em Alvalade.
Internacional japonês foi titular nos últimos dois jogos do Clube de Alvalade, fruto da indisponibilidade de Morten Hjulmand
23 Jan 2026 | 09:34 |
Os dias avançam e, entre castigos cumpridos e processos de recuperação, Rui Borges vê o plantel do Sporting ganhar novas opções. Esse aumento de alternativas implica também maior exigência interna, já que quem permanece no grupo tem de elevar o ritmo para manter espaço nas escolhas.
É precisamente com esse espírito que Hidemasa Morita, médio de 30 anos, encara o momento atual. O setor intermédio dos leões volta a contar com Morten Hjulmand, após cumprir duas suspensões - uma na Liga, frente ao Casa Pia, e outra na Liga dos Campeões, diante do PSG -, recebeu novamente Daniel Bragança, que esteve afastado durante 11 meses, e tem em João Simões, de apenas 19 anos, uma opção cada vez mais afirmada no onze.
Depois de somar, frente à equipa orientada por Luis Enrique, dois jogos consecutivos completos pela primeira vez em cerca de um ano e meio - algo que não acontecia desde os encontros com o PSV, a 27 de setembro de 2024, e com o Estoril, a 1 de outubro do mesmo ano -, o internacional japonês falou à comunicação social do seu país sobre a ambição de aumentar a sua utilização, numa altura em que o Campeonato do Mundo surge como um dos grandes objetivos a curto prazo.
"Preciso de provar que sou necessário"
"Estava numa posição em que precisava - e sabia disso - de causar impacto nos dois últimos jogos e sinto que consegui ter um bom desempenho", começou por explicar o centrocampista do Sporting, que acrescenta: "Porque se eu não for chamado em março [n.d.r.: na última data FIFA antes da prova americana o Japão defronta a Inglaterra em Wembley] não há Mundial. Ou seja, preciso de provar que sou necessário".
Apesar de já contabilizar 26 partidas pelo Sporting em 2025/26, Morita ainda não foi utilizado pela seleção orientada por Hajime Moriyasu nesta temporada. O compromisso de março surge, assim, como uma oportunidade decisiva para garantir presença na competição internacional, na qual ainda não participou e que o jogador considera uma janela difícil de voltar a alcançar depois de 2026.