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Lyon - Celta de Vigo: Afonso Moreira entra em 'resgate', mas sonho europeu chega ao fim
20 Mar 2026 | 10:29
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24 Nov 2024 | 16:53 |
O Sporting recebeu o Amarante no Estádio José Alvalade, em jogo relativo à quarta eliminatória da Taça de Portugal, e saíram vitoriosos por 6-0. No entanto, dada a dimensão do Clube de Alvalade, os jogadores da equipa que atua na Liga 3 não esconderam a emoção ao pisar o relvado. Um dos mais chamativos foi Armando Silva, que não escondeu o que estava a sentir, mas teve pena de não te ficado com a camisola de Pedro Gonçalves.
"Antes, como vivo no Norte e é difícil ir lá abaixo, só tinha ido à final no Jamor [de 2018, do Sporting contra o Desportivo das Aves], que foi um dia incrível, cheio de festa, onde parecia que toda a gente se conhecia", disse em declarações prestadas ao jornal Record, o atleta de 21 anos.
"Quando chegámos aos dias anteriores, pensei 'ei, vamos defrontar o Sporting'. Mas só mesmo quando estamos a entrar nas instalações, saímos do autocarro e começamos a subir as escadas e elevador e entramos no balneário, aí sim começou o nervosismo na barriga", começou por dizer, e acrescentou, "Começamos a ver imagens com grandes jogadores da história do Sporting, com os troféus levantados nas várias temporadas nos corredores de acesso ao balneário, e vemos tanta coisa do Sporting nas paredes. Uma pessoa começa a ficar nervosa. Depois fomos ao relvado e, eu sportinguista desde pequeno, senti uma grande emoção".
No momento em que entrou em campo, nos últimos 21 minutos da segunda parte, recorda, "Quando estava a correr para entrar lá dentro, pensei 'seja o que Deus quiser'. No campeonato dou o meu melhor, claro, mas ali a realidade era bem diferente. É sempre bom ver jogadores pelos quais eu puxo durante o fim-de-semana e depois tive de dividir lances com eles e estar ao lado deles. Recordo-me do penálti, que estava mesmo ao lado do Gyokeres e pensei 'fogo, estou habituado a ver o Gyokeres na televisão e agora estou aqui a vê-lo marcar um golo'. E depois festejaram mesmo ao meu lado".
"Só tenho pena de não ter conseguido uma camisola. Gostava muito. Gostava muito de ter a do Pote, mas ele não estava a jogar. Pedi, mas não consegui. Fico contente pelos meus colegas, que conseguiram. Foi a única desilusão que tive não conseguir a camisola do Sporting. Mas pronto, vou ter memórias e duas ou três fotos. Vou fazer um quadro em casa, isso é certo. Tenho de apanhar uma ou outra foto com os jogadores deles para ter lá. Para recordar um momento inesquecível. Tirei fotos a todos os cantos do estádio, porque está cheio da história do Sporting", acabou por frisar, demonstrando um certo arrependimento com Pote, que está lesionado.
Verdes e brancos voltam a entrar em campo já no próximo, dia 22 de março, em partida válida para a 27.ª jornada da Liga Portugal Betclic
20 Mar 2026 | 12:19 |
A ressaca europeia pode ser perigosa e Rui Borges sabe-o melhor do que ninguém. Poucas horas depois da reviravolta histórica frente ao Bodø/Glimt, o Sporting volta ao trabalho com uma ordem clara: nada de deslumbramentos.
Apesar do orgulho evidente pelo feito na UEFA Champions League, o treinador optou por um discurso frio e direto. Nada de prolongar festejos, nada de perder o foco. A prioridade passou imediatamente para o próximo jogo, frente ao Alverca, já no domingo.
A mensagem foi simples: cabeça no lugar, equilíbrio emocional e concentração total. Porque este tipo de jogos, logo a seguir a noites grandes, costumam esconder armadilhas. O risco de quebra é real, não por falta de qualidade, mas por excesso de emoção acumulada.
Rui Borges está consciente disso. Sabe que a equipa vai entrar mais confiante, mas também mais pressionada. Depois de uma exibição como a da prova milionária, o Sporting passa a ser ainda mais observado e exigido. Para o técnico, no entanto, isso não é um problema, é sinal de crescimento.
Além da questão mental, há outro fator crítico: o desgaste físico. A intensidade do jogo com o Bodo/Glimt deixou marcas, e há vários jogadores no limite. Por isso, o plano passa por mexer no onze. Estão previstas alterações em vários setores, com nomes como Daniel Bragança, Zeno Debast, Ousmane Diomande, João Simões e Georgios Vagiannidis a surgirem como fortes candidatos à titularidade.
Mais do que uma rotação por conveniência, trata-se de uma gestão obrigatória. O Sporting entra agora numa fase decisiva da época e manter o equilíbrio entre euforia e exigência pode ser tão importante quanto qualquer tática dentro de campo.
Intenção por parte da estrutura verde e branca, face à prolongação do contrato do técnico de Mirandela, não passou despercebida a conhecidos adeptos
20 Mar 2026 | 12:08 |
Unanimidade em torno da renovação do contrato de Rui Borges com o Sporting. André Pinotes Batista, André Mestre e Bruno Mascarenhas apoiam a continuidade do treinador de Mirandela à frente da equipa verde e branca, embora o primeiro elemento deste trio não concorde totalmente com o 'timing' da mesma.
André Pinotes Batista: "A ressaca de uma noite épica não deve desviar-nos dos princípios da boa gestão"
"Apesar de concordar desde a primeira hora com a renovação de Rui Borges, entendo que a ressaca de uma noite épica não deve desviar-nos dos princípios da boa gestão", referiu o deputado socialista, em declarações ao jornal Record, numa alusão clara à vitória (5-0) de terça-feira, sobre o Bodø/Glimt, na segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
"O presidente confia no treinador e o treinador no presidente, pelo que o final da época seria a melhor altura para fazer balanços e renovações", prosseguiu o também comentador, vincando: "Esta é a opinião de alguém que acha que, independentemente do desfecho da época, o Sporting deve renovar com um treinador competente."
Alexandre Mestre: "Esta renovação surge no momento certo"
Quem também não tem dúvidas em relação a isso é Alexandre Mestre, antigo secretário de Estado do Desporto e Juventude. "Esta renovação surge no momento certo. Mostra que Rui Borges é fator-chave do projeto, motivando todos para as exigentes frentes desta época e também do futuro", preconizou, à mesma fonte.
Mestre desvia-se um pouco de Pinotes Batista na vertente da gestão. Para o advogado, a renovação do técnico campeão nacional "é um ato de gestão inteligente e eficaz de uma SAD que conhece bem as virtudes da máxima 'em equipa que ganha não se mexe'. O que se pretende é alcançar mais vitórias mantendo a estabilidade".
Bruno Mascarenhas: "É uma renovação merecida. O Sporting está em condições de voltar a ganhar o título esta temporada"
Também Bruno Mascarenhas, vereador do Chega na Câmara Municipal de Lisboa e antigo dirigente do Clube, alinha na teoria do bom ato de gestão, independentemente do timing escolhido. Até porque, no seu entender, "é normal que as conversas" entre Frederico Varandas e Rui Borges "tenham começado há já bastante tempo" e prossigam agora, um dia depois de o presidente do Sporting ter iniciado o seu terceiro mandato.
"É uma renovação merecida, pois atingir esta fase da Liga dos Campeões com o mérito que o treinador demonstrou não está ao alcance de todos. Constitui também um reforço interno da autoridade do treinador", sublinhou Mascarenhas, também ao mesmo jornal, acentuando outro aspeto que justifica a continuidade do técnico em Alvalade.
"O Sporting está em condições de voltar a ganhar o título esta temporada. Mas, ser já uma das oito melhores equipa da Europa faz, inevitavelmente, com que esta época já seja um grande sucesso", considerou o licenciado em Relações Internacionais.
Renovação do vínculo que liga o técnico dos verdes e brancos a Alvalade já está em marcha e há várias informações relativas ao mesmo
20 Mar 2026 | 11:59 |
A renovação de Rui Borges já entrou numa fase concreta no Sporting e começa a ganhar forma nos bastidores. Houve uma primeira reunião entre as partes na quinta-feira, ao início da noite, que serviu para dar o pontapé de saída num processo que é visto como relativamente simples de fechar — ainda que sem pressas.
Para já, a ideia passa por negociar com calma, mas com bases bem definidas. Com Frederico Varandas já confirmado para o novo mandato (2026-2030), a intenção da SAD é clara: prolongar o vínculo do treinador por mais dois anos, estendendo o contrato atual, que termina em junho de 2027.
Além da duração, também o salário será revisto. Neste momento, Rui Borges aufere cerca de 1 milhão de euros brutos por ano, valor que deverá subir no novo acordo, refletindo o crescimento e os resultados alcançados desde que assumiu a equipa.
Já no que diz respeito à cláusula de rescisão, não estão previstas alterações. O valor deverá manter-se nos 20 milhões de euros, tal como foi definido aquando da chegada ao Sporting. Ainda assim, tudo isto está a ser delineado de acordo também com as intenções dos seus representantes.
Com vontade clara de ambas as partes em continuar e com os principais pontos já alinhados, o processo deverá avançar sem grandes obstáculos. Falta apenas acertar detalhes e o tempo para oficializar, mas tal está previsto de ficar concluído antes do final da temporada.