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06 Dez 2020 | 16:17
Amorim é um treinador com os pés na terra, que sabe estar, sabe o lugar que ocupa e que comunica muitíssimo bem.
São poucos os treinadores em Portugal que sabem ter os pés na terra, que sabem ler a equipa que têm e que, independentemente dos interesses existentes nesta Liga que muito pouco tem de credível, se mantêm fiéis aos seus princípios. A passada semana o futebol português disse adeus a um destes homens.
Vítor Oliveira era um exemplo de um treinador que nunca se rendeu às palhaçadas que tanto se podem ver nas televisões, nunca alimentou polémicas e fez um trabalho exímio ao ter conseguido fazer subir de divisão todas as equipas em que pegou na segunda liga.
Deixará saudades a todos aqueles que com ele trabalharam, que com ele se cruzaram e que partilharam com ele relvados e balneários, mas a mim ? Nunca o vi sem ser no banco da equipa da adversária, nunca tive a honra de partilhar uma sala de imprensa com ele, mas também me deixa saudades. Principalmente, e acima de tudo, por ser um treinador a sério, sem papas na língua, que fazia um trabalho digno de ser apreciado e por ser íntegro, é coisa rara no futebol de hoje em dia.
Apesar de termos muitos treinadores que deixam a desejar em todos os termos possíveis e imaginários de comunicação (e que sirva a carapuça a quem tem de servir), ainda temos a sorte de ter alguns que levam os ensinamentos deixados por Vítor Oliveira um bocadinho a sério, falo, por exemplo, de Rúben Amorim.
O atual treinador do Sporting está no início da carreira e longe de mim estar a comparar directamente Vítor Oliveira e Amorim, lá chegará, acredito, mas como se costuma dizer, o caminho ainda é longo. O que estou a tentar dizer é que Amorim é um treinador com os pés na terra, que sabe estar, sabe o lugar que ocupa e que comunica muitíssimo bem.
Mesmo com o Sporting em primero lugar, ele mantém a forma de pensar jogo a jogo, mantém os jogadores motivados e transmite uma imagem de confiança no trabalho que tem vindo a desenvolver. A verdade é que esta ansiedade de chegar a hora do jogo, este descanso de sabermos que mesmo sem algum dos titulares teremos solução no banco e que se em Janeiro alguém tiver a feliz ideia de vir buscar um dos nossos tem de pagar como deve de ser, ninguém nos tira.
Sabemos claro, que o ideal seria ganhar sempre, mas também sabemos que poderemos espalhar-nos, a verdade é que se isso acontecer, curiosamente, estou descansada , como há muito tempo não estava.
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