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"QUANDO NÃO GANHA, FC PORTO É UM CLUBE VIOLENTO"

Em declarações exclusivas ao Leonino, Gonçalo Fernandes e Martim Bustorff analisam clima de instabilidade no futebol português e consideram que os leões devem manter-se atentos a movimentações futuras

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

13 Fev 2021 | 13:34 |

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Gonçalo Fernandes e Martim Bustorff comentam, em exclusivo ao Leonino, as recentes polémicas do futebol português, nomeadamente as declarações de Pinto da Costa, defendendo que apenas com maior transparência será possível pacificar o desporto rei. Sobre o posicionamento que o Clube de Alvalade deve assumir, os Sportinguistas apelam a que os leões se mantenham atentos, mas sobretudo concentrados no que se passa dentro das quatro linhas.


Autoridades têm de atuar sobre ameaças de morte


Para Martim Bustorff, “as declarações dos dirigentes do FC Porto e da sua máquina de comunicação são de tal maneira irresponsáveis que, inclusivamente, já surgiu escrito numa parede da sede da Liga de Clubes “É preciso matar um?”. O árbitro Luís Godinho e os seus familiares já receberam ameaças de morte”. Neste sentido, Martim Bustorff acredita que “há matéria mais do que suficiente para as autoridades desportivas, mas também as cíveis, atuarem e mostrarem que, na verdade, existem regras que não podem, nunca, ser ultrapassadas”.


Gonçalo Fernandes não tem dúvidas de que, até final da época, este tipo de intervenções se irá repetir inúmeras vezes, mas não isenta de culpas o setor da arbitragem: “Foi o discurso de Pinto da Costa e serão mais discursos destes a aparecer. No entanto, estes discursos acontecem porque os árbitros têm cometidos erros, porque a maior parte deles não têm competência. Em Portugal, temos um problema grave na arbitragem, porque continuam a acontecer erros após erros e nada acontece. O clima que vivemos é proporcionado pelos árbitros não terem competência e falharem jogo após jogo, mesmo com uma ferramenta como o VAR, que serviria para diminuir erros”.

“Pinto da Costa devia reformar-se”


Martim Bustorff recorda o recente caso entre Pepe e Lume, considerando que os dragões precisam de uma renovação na sua estrutura: “Quando não ganha, o FC Porto é um clube violento. Tive vergonha de assistir às cenas dos últimos jogos do FC Porto, até atletas com a mesma camisola vi envolverem-se violentamente dentro do campo. Se Pinto da Costa quer mesmo pacificar o futebol português, então devia reformar-se. A renovação fará bem ao clube que ainda preside até porque não acredito que uma dinastia familiar vá merecer aprovação por parte dos sócios do FC Porto”.

No entender de Martim Bustorff, mais do que qualquer questão relacionada com a arbitragem, as recentes tomadas de posição do FC Porto prendem-se com questões financeiras: “A verdadeira guerra em Portugal não é para com a arbitragem. A guerra é querer ganhar a qualquer custo para conseguir o acesso aos milhões da Champions e, assim, buscar salvação que lhes permita perpetuarem-se no poder pelo máximo de anos possível. A fórmula no FC Porto tem 40 anos, mas a frágil situação económica torna esta época ainda mais crucial do que outras. A luta é pelo poder e a guerra mediática dos últimos dias mais não é do que uma enorme cortina de fumo para esconder os verdadeiros problemas”.

“Sporting CP tem menos quatro pontos do que deveria ter”

Gonçalo Fernandes chama a atenção que, com o Sporting CP na liderança, os rivais farão tudo o que estiver ao seu alcance para prejudicar os leões e defende que, até ao momento, a turma de Alvalade tem sido condicionada pelas arbitragens: “FC Porto e SL Benfica irão fazer o caminho deles para tentar colocar pressão no Sporting CP e nos árbitros. Na verdade, o Sporting CP tem sido prejudicado, e já fomos prejudicados em dois jogos, e temos menos quatro pontos do que deveríamos ter”.

Apesar disso, o comentador do Leonino acredita que o Clube de Alvalade deve evitar entrar em polémicas, ao mesmo tempo que luta por uma maior transparência do futebol português: “O Sporting CP não deve fazer absolutamente nada, sem ser ficar do lado da solução. Evidentemente que, se toda a gente pressionar os árbitros, não será bom para o futebol português. Acho que os clubes se devem juntar com a Federação e a Liga, avaliar o problema na arbitragem e qual será a solução. Isto tem de ser feito. Enquanto não se resolver o problema de fundo, vamos sempre ter este clima de suspeição”. Apito Dourado relembrado

Sobre esta temática, Martim Bustorff recorda os casos judiciais em que o FC Porto se viu envolvido e apela a que os leões se mantenham concentrados no que se passa dentro das quatro linhas: “O papel do Sporting CP deve ser o mesmo de sempre, manter-se ao serviço da transparência e na defesa do jogo. Contrariamente ao FC Porto, o Sporting CP nunca ‘assassinou’ o futebol português. O que o Sporting CP tem de fazer é lutar sempre pela justiça e provar em campo que merece vencer jogo após jogo”.

“Vamos ver qual o castigo aplicado a Pinto da Costa”

A finalizar, Gonçalo Fernandes questiona a coerência dos órgãos disciplinares da Federação Portuguesa de Futebol: “O Sporting CP é sempre usado como bode expiatório, ainda agora este castigo de 45 dias ao Presidente Frederico Varandas é um exemplo disso. Vamos ver qual é o castigo que será aplicado a Pinto da Costa, mas é evidente que, quando ouvimos alguém – está no Youtube – através daquelas escutas que toda a gente conhece, e não aconteceu nada, também não podemos esperar, ou ter grande esperança que irá acontecer alguma coisa”.


Clube

Adepto baleado nos festejos do Sporting queixa-se de ter sido esquecido pelo Clube: "Não tive apoio"

Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas

Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, queixa-se de falta de apoio
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, queixa-se de falta de apoio

30 Jul 2026 | 12:51 |

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Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.


Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.


O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.


"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.

Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.


Veja a publicação:


Clube

Assembleia Geral do Sporting: Confira os resultados das votações

Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios

Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados
Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados

26 Jul 2026 | 10:25 |

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A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.


"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".


Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.


As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.

O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.


Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.


Clube

Negócio fechado! 'Reforço' mais esperado a chegar ao Sporting; Varandas faz acordo bombástico

Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época

Curva Sul do Estádio José Alvalade vai regressar após um entendimento entre as claques do Sporting e Frederico Varandas
Curva Sul do Estádio José Alvalade vai regressar após um entendimento entre as claques do Sporting e Frederico Varandas

25 Jul 2026 | 15:17 |

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O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.


O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.


Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.


O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.

Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.



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