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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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13 Fev 2021 | 13:34 |
Gonçalo Fernandes e Martim Bustorff comentam, em exclusivo ao Leonino, as recentes polémicas do futebol português, nomeadamente as declarações de Pinto da Costa, defendendo que apenas com maior transparência será possível pacificar o desporto rei. Sobre o posicionamento que o Clube de Alvalade deve assumir, os Sportinguistas apelam a que os leões se mantenham atentos, mas sobretudo concentrados no que se passa dentro das quatro linhas.
Autoridades têm de atuar sobre ameaças de morte
Para Martim Bustorff, “as declarações dos dirigentes do FC Porto e da sua máquina de comunicação são de tal maneira irresponsáveis que, inclusivamente, já surgiu escrito numa parede da sede da Liga de Clubes “É preciso matar um?”. O árbitro Luís Godinho e os seus familiares já receberam ameaças de morte”. Neste sentido, Martim Bustorff acredita que “há matéria mais do que suficiente para as autoridades desportivas, mas também as cíveis, atuarem e mostrarem que, na verdade, existem regras que não podem, nunca, ser ultrapassadas”.
Gonçalo Fernandes não tem dúvidas de que, até final da época, este tipo de intervenções se irá repetir inúmeras vezes, mas não isenta de culpas o setor da arbitragem: “Foi o discurso de Pinto da Costa e serão mais discursos destes a aparecer. No entanto, estes discursos acontecem porque os árbitros têm cometidos erros, porque a maior parte deles não têm competência. Em Portugal, temos um problema grave na arbitragem, porque continuam a acontecer erros após erros e nada acontece. O clima que vivemos é proporcionado pelos árbitros não terem competência e falharem jogo após jogo, mesmo com uma ferramenta como o VAR, que serviria para diminuir erros”.
“Pinto da Costa devia reformar-se”
Martim Bustorff recorda o recente caso entre Pepe e Lume, considerando que os dragões precisam de uma renovação na sua estrutura: “Quando não ganha, o FC Porto é um clube violento. Tive vergonha de assistir às cenas dos últimos jogos do FC Porto, até atletas com a mesma camisola vi envolverem-se violentamente dentro do campo. Se Pinto da Costa quer mesmo pacificar o futebol português, então devia reformar-se. A renovação fará bem ao clube que ainda preside até porque não acredito que uma dinastia familiar vá merecer aprovação por parte dos sócios do FC Porto”.
No entender de Martim Bustorff, mais do que qualquer questão relacionada com a arbitragem, as recentes tomadas de posição do FC Porto prendem-se com questões financeiras: “A verdadeira guerra em Portugal não é para com a arbitragem. A guerra é querer ganhar a qualquer custo para conseguir o acesso aos milhões da Champions e, assim, buscar salvação que lhes permita perpetuarem-se no poder pelo máximo de anos possível. A fórmula no FC Porto tem 40 anos, mas a frágil situação económica torna esta época ainda mais crucial do que outras. A luta é pelo poder e a guerra mediática dos últimos dias mais não é do que uma enorme cortina de fumo para esconder os verdadeiros problemas”.
“Sporting CP tem menos quatro pontos do que deveria ter”
Gonçalo Fernandes chama a atenção que, com o Sporting CP na liderança, os rivais farão tudo o que estiver ao seu alcance para prejudicar os leões e defende que, até ao momento, a turma de Alvalade tem sido condicionada pelas arbitragens: “FC Porto e SL Benfica irão fazer o caminho deles para tentar colocar pressão no Sporting CP e nos árbitros. Na verdade, o Sporting CP tem sido prejudicado, e já fomos prejudicados em dois jogos, e temos menos quatro pontos do que deveríamos ter”.
Apesar disso, o comentador do Leonino acredita que o Clube de Alvalade deve evitar entrar em polémicas, ao mesmo tempo que luta por uma maior transparência do futebol português: “O Sporting CP não deve fazer absolutamente nada, sem ser ficar do lado da solução. Evidentemente que, se toda a gente pressionar os árbitros, não será bom para o futebol português. Acho que os clubes se devem juntar com a Federação e a Liga, avaliar o problema na arbitragem e qual será a solução. Isto tem de ser feito. Enquanto não se resolver o problema de fundo, vamos sempre ter este clima de suspeição”. Apito Dourado relembrado
Sobre esta temática, Martim Bustorff recorda os casos judiciais em que o FC Porto se viu envolvido e apela a que os leões se mantenham concentrados no que se passa dentro das quatro linhas: “O papel do Sporting CP deve ser o mesmo de sempre, manter-se ao serviço da transparência e na defesa do jogo. Contrariamente ao FC Porto, o Sporting CP nunca ‘assassinou’ o futebol português. O que o Sporting CP tem de fazer é lutar sempre pela justiça e provar em campo que merece vencer jogo após jogo”.
“Vamos ver qual o castigo aplicado a Pinto da Costa”
A finalizar, Gonçalo Fernandes questiona a coerência dos órgãos disciplinares da Federação Portuguesa de Futebol: “O Sporting CP é sempre usado como bode expiatório, ainda agora este castigo de 45 dias ao Presidente Frederico Varandas é um exemplo disso. Vamos ver qual é o castigo que será aplicado a Pinto da Costa, mas é evidente que, quando ouvimos alguém – está no Youtube – através daquelas escutas que toda a gente conhece, e não aconteceu nada, também não podemos esperar, ou ter grande esperança que irá acontecer alguma coisa”.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."