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Futebol
15 Mar 2026 | 12:50 |
Luís Freitas Lobo analisou a derrota do Sporting frente ao Bodo/Glimt (3-0) e considerou que a equipa verde e branca não conseguiu impor a sua própria identidade no jogo da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. O analista referiu que a equipa norueguesa soube explorar os espaços deixados pelos Sporting e disse que Georgios Vagiannidis esteve "perdido" na ala direita.
"Era preciso conseguir tirar-lhes a bola dos seus onze radares... Entre a tentativa de colmatar o desgaste físico e as ausências, Rui Borges montou uma linha defensiva sem bases de segurança para suportar o peso do meio-campo e do ataque que estavam à sua frente", escreveu no jornal 'O Jogo'.
L. Freitas Lobo: "Vagiannidis perdido na direita e Fresneda desenquadrado na esquerda"
O analista sublinhou ainda a influência das alterações nos laterais da equipa: "A opção de mudar os laterais (Vagiannidis perdido na direita, Fresneda desenquadrado na esquerda) tirou esse suporte tático à equipa e, a partir daí, mais nenhum setor ou posição teve terreno tático firme para pisar (com ou sem bola)".
O especialista destacou a importância do aproveitamento dos espaços e da iniciativa própria: "O que o Sporting devia saber fazer era jogar melhor com a maior técnica e criatividade que, potencialmente, tem. Nunca o souberam fazer porque nunca perceberam o jogo. Ficaram obcecados em querer acompanhar a passada norueguesa, quando deviam era impor a sua própria".
Luís Freitas Lobo também comentou a forma como o Bodo/Glimt explora o seu estilo: "O que este Bodo sabe bem é aproveitar os espaços que os outros abrem por quererem andar a correr atrás dos seus jogadores. Isso é tático. E reduz a influência de quem tem mais técnica no jogo. É demasiado redutor para interpretar um jogo destes. O Bodø/Glimt cresceu num estilo granítico e aproveita as falhas táticas do adversário, sobretudo quando este tenta anular o adversário em vez de ter iniciativa".
Decisão foi tomada em vésperas do encontro da segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, que se vai disputar em Alvalade
15 Mar 2026 | 12:22 |
É oficial. O Bodo/Glimt anunciou a renovação de contrato do guarda-redes Nikita Haikin por mais uma temporada, prolongando o vínculo até julho de 2027. A decisão foi tomada durante o estágio da equipa nórdica em Marbella, pouco antes de rumarem a Lisboa para a segunda mão da eliminatória frente ao Sporting.
O guardião, que passou pelos escalões de formação do Nacional, foi titular na primeira mão, realizada na Noruega, e faz parte de um projeto que já conta com sete temporadas no clube. O próprio expressou satisfação por continuar na equipa.
N. Haikin: "Será um jogo interessante, mas temos de esquecer o 3-0 em casa e focarmo-nos no que teremos pela frente"
"Têm sido anos incríveis. A Noruega é a minha casa e a relação com este clube é muito forte. Será um jogo interessante, mas temos de esquecer o 3-0 em casa e focarmo-nos no que teremos pela frente. Será, também, um jogo diferente e muito intenso. O Sporting é uma equipa de qualidade e esperamos, por isso, um bom jogo. E estamos preparados", disse.
Nikita Haikin, que já soma 11 partidas na presente edição de 2025/26 na Champions League, destaca-se com 56 defesas realizadas, 28 bloqueios e uma folha de 17 golos sofridos, reforçando a sua importância no projeto europeu dos nórdicos.
O emblema verde e branco volta a entrar em campo na próxima terça-feira, dia 17 de março, novamente frente ao Bodo/Glimt. O encontro, a contar para segunda mão desta ronda da Liga dos Campeões, diante da turma orientada por Kjetil Knutsen, jogar-se-á às 17h45, no Estádio José Alvalade.
Veja a publicação:
Apesar de desejar uma reação da equipa, o ex-defesa mostra-se pouco confiante na possibilidade de anular a derrota por 3-0 na Noruega
15 Mar 2026 | 11:22 |
Pedro Gomes considera que o Sporting precisa de apresentar uma imagem muito diferente frente ao Bodø/Glimt na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Apesar de desejar uma reação da equipa, o ex-defesa mostra-se pouco confiante na possibilidade de anular a derrota por 3-0, apesar de tecer elogios a alguns jogadores do plantel como Francisco Trincão.
“Vai ser muito complicado, porque este adversário apresenta um futebol rapidíssimo e muito apoiado e destroça qualquer equipa. Acho que o Sporting não consegue dar a volta, mas ficava feliz se o fizesse. Fazer uma boa exibição e ganhar o jogo já era agradável”, disse à Agência Lusa.
Pedro Gomes acredita que a primeira mão ficou marcada sobretudo pela diferença de intensidade entre as duas equipas: “A velocidade foi a grande diferença. O Sporting está bem internamente, mas não teve embalagem para segurar o Bodo/Glimt. Deveria ter jogado mais fechado e aproveitar o contra-ataque, mas quis jogar aberto e foi a morte”.
Apesar das dificuldades, o antigo jogador acredita que uma entrada forte pode mudar o rumo da partida: “Quando tudo parecer que já está acabado, devem surgir novas forças nos atletas para que o Sporting ainda esteja vivo e possa dar a volta. Se marcar um golo cedo, o público vai ajudar e apoiará a equipa até ao fim. Cada jogo é diferente e, como os portugueses gostam muito de bacalhau, pode ser que comam os noruegueses”, ironizou.
Pedro Gomes: "Admiro muito o Francisco Trincão"
No final, recordou ainda a histórica reviravolta europeia do Sporting frente ao Manchester United em 1963/64 e comparou alguns jogadores dessa equipa com os atuais. “Eu comparo o Osvaldo ao Luis Suárez, que não tem a mesma técnica, mas vai a todas e é um ponta de lança exímio. Depois, admiro muito o Francisco Trincão. Não sei se é para fazê-lo descansar, mas, quando o treinador o tira, a equipa cai completamente”.
Decisão foi tomada de forma consciente pelo técnico do Clube de Alvalade, que preferiu manter-se afastado do processo eleitoral
15 Mar 2026 | 11:00 |
Rui Borges optou por não participar nas recentes eleições do Sporting, apesar de ter direito a voto. A decisão foi tomada de forma consciente pelo técnico dos leões, que preferiu manter-se afastado do processo eleitoral que decorreu em Alvalade.
A escolha esteve relacionada com a intenção de manter uma posição de total neutralidade num momento importante da vida do Clube. O treinador entendeu que a sua participação poderia ser interpretada como um sinal de apoio a algum dos candidatos, algo que quis evitar.
Além disso, o técnico quis concentrar-se exclusivamente nas questões desportivas da equipa. Numa fase importante da temporada, Rui Borges decidiu dedicar toda a atenção ao trabalho diário com o plantel e à preparação dos próximos compromissos competitivos.
Desta forma, enquanto milhares de sócios se deslocaram ao Pavilhão João Rocha para escolher a direção que liderará o Clube nos próximos anos, o treinador do Sporting manteve-se à margem do ato eleitoral, privilegiando o foco total na vertente desportiva.
Frederico Varandas foi reeleito Presidente com 89,47 por cento dos votos, contra os 6,28% de Bruno Sá. O dirigente máximo segue então para um terceiro mandato que termina em 2030, com os Sócios do emblema leonino a manifestarem total confiança e a legitimarem o trabalho da Direção.