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Futebol
15 Mar 2026 | 12:22 |
É oficial. O Bodo/Glimt anunciou a renovação de contrato do guarda-redes Nikita Haikin por mais uma temporada, prolongando o vínculo até julho de 2027. A decisão foi tomada durante o estágio da equipa nórdica em Marbella, pouco antes de rumarem a Lisboa para a segunda mão da eliminatória frente ao Sporting.
O guardião, que passou pelos escalões de formação do Nacional, foi titular na primeira mão, realizada na Noruega, e faz parte de um projeto que já conta com sete temporadas no clube. O próprio expressou satisfação por continuar na equipa.
N. Haikin: "Será um jogo interessante, mas temos de esquecer o 3-0 em casa e focarmo-nos no que teremos pela frente"
"Têm sido anos incríveis. A Noruega é a minha casa e a relação com este clube é muito forte. Será um jogo interessante, mas temos de esquecer o 3-0 em casa e focarmo-nos no que teremos pela frente. Será, também, um jogo diferente e muito intenso. O Sporting é uma equipa de qualidade e esperamos, por isso, um bom jogo. E estamos preparados", disse.
Nikita Haikin, que já soma 11 partidas na presente edição de 2025/26 na Champions League, destaca-se com 56 defesas realizadas, 28 bloqueios e uma folha de 17 golos sofridos, reforçando a sua importância no projeto europeu dos nórdicos.
O emblema verde e branco volta a entrar em campo na próxima terça-feira, dia 17 de março, novamente frente ao Bodo/Glimt. O encontro, a contar para segunda mão desta ronda da Liga dos Campeões, diante da turma orientada por Kjetil Knutsen, jogar-se-á às 17h45, no Estádio José Alvalade.
Veja a publicação:
Analista referiu que equipa norueguesa soube explorar os espaços deixados pelos comandados de Rui Borges no duelo da primeira mão dos oitavos da Champions
15 Mar 2026 | 12:50 |
Luís Freitas Lobo analisou a derrota do Sporting frente ao Bodo/Glimt (3-0) e considerou que a equipa verde e branca não conseguiu impor a sua própria identidade no jogo da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. O analista referiu que a equipa norueguesa soube explorar os espaços deixados pelos Sporting e disse que Georgios Vagiannidis esteve "perdido" na ala direita.
"Era preciso conseguir tirar-lhes a bola dos seus onze radares... Entre a tentativa de colmatar o desgaste físico e as ausências, Rui Borges montou uma linha defensiva sem bases de segurança para suportar o peso do meio-campo e do ataque que estavam à sua frente", escreveu no jornal 'O Jogo'.
L. Freitas Lobo: "Vagiannidis perdido na direita e Fresneda desenquadrado na esquerda"
O analista sublinhou ainda a influência das alterações nos laterais da equipa: "A opção de mudar os laterais (Vagiannidis perdido na direita, Fresneda desenquadrado na esquerda) tirou esse suporte tático à equipa e, a partir daí, mais nenhum setor ou posição teve terreno tático firme para pisar (com ou sem bola)".
O especialista destacou a importância do aproveitamento dos espaços e da iniciativa própria: "O que o Sporting devia saber fazer era jogar melhor com a maior técnica e criatividade que, potencialmente, tem. Nunca o souberam fazer porque nunca perceberam o jogo. Ficaram obcecados em querer acompanhar a passada norueguesa, quando deviam era impor a sua própria".
Luís Freitas Lobo também comentou a forma como o Bodo/Glimt explora o seu estilo: "O que este Bodo sabe bem é aproveitar os espaços que os outros abrem por quererem andar a correr atrás dos seus jogadores. Isso é tático. E reduz a influência de quem tem mais técnica no jogo. É demasiado redutor para interpretar um jogo destes. O Bodø/Glimt cresceu num estilo granítico e aproveita as falhas táticas do adversário, sobretudo quando este tenta anular o adversário em vez de ter iniciativa".
Apesar de desejar uma reação da equipa, o ex-defesa mostra-se pouco confiante na possibilidade de anular a derrota por 3-0 na Noruega
15 Mar 2026 | 11:22 |
Pedro Gomes considera que o Sporting precisa de apresentar uma imagem muito diferente frente ao Bodø/Glimt na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Apesar de desejar uma reação da equipa, o ex-defesa mostra-se pouco confiante na possibilidade de anular a derrota por 3-0, apesar de tecer elogios a alguns jogadores do plantel como Francisco Trincão.
“Vai ser muito complicado, porque este adversário apresenta um futebol rapidíssimo e muito apoiado e destroça qualquer equipa. Acho que o Sporting não consegue dar a volta, mas ficava feliz se o fizesse. Fazer uma boa exibição e ganhar o jogo já era agradável”, disse à Agência Lusa.
Pedro Gomes acredita que a primeira mão ficou marcada sobretudo pela diferença de intensidade entre as duas equipas: “A velocidade foi a grande diferença. O Sporting está bem internamente, mas não teve embalagem para segurar o Bodo/Glimt. Deveria ter jogado mais fechado e aproveitar o contra-ataque, mas quis jogar aberto e foi a morte”.
Apesar das dificuldades, o antigo jogador acredita que uma entrada forte pode mudar o rumo da partida: “Quando tudo parecer que já está acabado, devem surgir novas forças nos atletas para que o Sporting ainda esteja vivo e possa dar a volta. Se marcar um golo cedo, o público vai ajudar e apoiará a equipa até ao fim. Cada jogo é diferente e, como os portugueses gostam muito de bacalhau, pode ser que comam os noruegueses”, ironizou.
Pedro Gomes: "Admiro muito o Francisco Trincão"
No final, recordou ainda a histórica reviravolta europeia do Sporting frente ao Manchester United em 1963/64 e comparou alguns jogadores dessa equipa com os atuais. “Eu comparo o Osvaldo ao Luis Suárez, que não tem a mesma técnica, mas vai a todas e é um ponta de lança exímio. Depois, admiro muito o Francisco Trincão. Não sei se é para fazê-lo descansar, mas, quando o treinador o tira, a equipa cai completamente”.
Decisão foi tomada de forma consciente pelo técnico do Clube de Alvalade, que preferiu manter-se afastado do processo eleitoral
15 Mar 2026 | 11:00 |
Rui Borges optou por não participar nas recentes eleições do Sporting, apesar de ter direito a voto. A decisão foi tomada de forma consciente pelo técnico dos leões, que preferiu manter-se afastado do processo eleitoral que decorreu em Alvalade.
A escolha esteve relacionada com a intenção de manter uma posição de total neutralidade num momento importante da vida do Clube. O treinador entendeu que a sua participação poderia ser interpretada como um sinal de apoio a algum dos candidatos, algo que quis evitar.
Além disso, o técnico quis concentrar-se exclusivamente nas questões desportivas da equipa. Numa fase importante da temporada, Rui Borges decidiu dedicar toda a atenção ao trabalho diário com o plantel e à preparação dos próximos compromissos competitivos.
Desta forma, enquanto milhares de sócios se deslocaram ao Pavilhão João Rocha para escolher a direção que liderará o Clube nos próximos anos, o treinador do Sporting manteve-se à margem do ato eleitoral, privilegiando o foco total na vertente desportiva.
Frederico Varandas foi reeleito Presidente com 89,47 por cento dos votos, contra os 6,28% de Bruno Sá. O dirigente máximo segue então para um terceiro mandato que termina em 2030, com os Sócios do emblema leonino a manifestarem total confiança e a legitimarem o trabalho da Direção.