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Competições
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A equipa de ténis de mesa do Sporting chegou ao sexto título nacional consecutivo no ano de 1990, alcançado dessa forma o chamado hexacampeonato. Este foi o 18.º título da contabilidade leonina, numa modalidade na qual o domínio verde e branco sempre foi notado.
Já na temporada de 1988/89, o Ténis de Mesa da vertente masculina do Sporting tinha começado com uma equipa constituída pelo denominado "Trio Maravilha", porém, Nuno Dias acabou por sair na sequência de uma suspensão. Hélder Araújo, o treinador que acabou por acumular com a função de jogador, completou o trio com Pedro Miguel e João Portela.
Ainda assim, mesmo sem a presença de Nuno Dias, a época 1989/90 começava com o Sporting a dispor de uma equipa de repleta de estrelas, claramente vocacionada para ganhar de novo o campeonato nacional e a Taça de Portugal, mantendo desta forma o elevado ascendente perante os seus maiores rivais, algo que viria mesmo a acontecer.
O campeonato nacional, à data, disputava-se em duas fases e não teve praticamente nenhuma história. O Sporting ganhou de forma bastante clara a zona Sul, só com vitórias, quase todas por 5-0, concedendo apenas quatro partidas no total, sendo que cada jornada do campeonato englobava sempre cinco partidas entre as equipas, à semelhança do que acontece atualmente.
As derrotas aconteceram no jogo da primeira volta, contra o Casa Pia, onde Hélder Araújo, o treinador-jogador, perdeu 1-2 contra José Viegas e 0-2 contra Nuno Ribeiro, que era antigo atleta do Sporting. No jogo da segunda volta, contra o Vitória de Setúbal, o multifunções voltou a ceder por 0-2 contra Frank Nauert e também 0-2 contra José Alvoeiro. Tanto Pedro Miguel como João Portela somaram vitórias em todos os encontros que realizaram. Esta, recorde-se, é uma modalidade que sempre deu muitas glórias ao Clube de Alvalade.
Após uma qualificação sem qualquer dificuldade para a fase final, disputada entre os representantes das zonas Norte e Centro, um em representação de cada região, e dois da zona Sul, que era tradicionalmente mais forte, foi a equipa do Benfica que acompanhou a do o Sporting, visto ter sido segundo classificado na já referida primeira fase.
Já sem Casa Pia e Vitória de Setúbal em prova, Hélder Araújo seguiu o exemplo dos seus companheiros Pedro Miguel e João Portela e venceu todos os jogos que disputou nesta fase final. Desta forma a turma leonina chegou ao 18.º título nacional na modalidade de ténis de mesa sem ter cedido qualquer partida nesta fase complementar. Ficava por conquistar nesta temporada a Taça de Portugal.
Equipa verde e branca não deu hipótese às águias levantando dessa forma o primeiro troféu da temporada que premeia os mais bem sucedidos no ano anterior
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A equipa de râguebi feminino do Sporting venceu a congénere do Benfica por 18-5, em jogo que se disputou no Estádio do Jamor, e arrecadou o primeiro troféu da temporada que premeia as equipas que melhor se saíram na temporada transata, sendo a formação verde e branca detentora do campeonato nacional.
Este jogo realizou-se a 2 de abril de 2021 e as leoas não deram qualquer hipótese à formação das águias, dominando o praticamente por completo, com um primeiro ensaio de Inês Marques, logo aos 10 minutos, colocando o resultado em 5-0. Essa vantagem verde e branca foi alargada para 8-0 após um conversão de uma penalidade pela capitã Clara Ozório.
As leoas que têm dominado a modalidade nesta vertente chegaram ao intervalo com o resultado cifrado em 8-0, que na gíria do râguebi é equivalente a um ensaio sem conversão, correspondente a cinco pontos e uma penalidade, que pune uma infração da equipa adversária e coloca uma jogadora dessa equipa diante dos postes, contabilizando três pontos a sua conversão.
Inês Maques, a jogadora que foi autora do primeiro ensaio, repetiu a façanha e alcançou mais um ensaio ao minuto 41, ou seja, logo a abrir o segundo tempo. Com o resultado estipulado em 13-0, a vitória das leoas parecia praticamente consumada. No entanto, a formação encarnada ainda reduziu a desvantagem para 18-5, após um ensaio da jogadora Sofia Nobre.
Este ensaio benfiquista não valeu de muito às águias, visto que as verdes e brancas, antes do final da partida ainda conseguiram marcar mais um ensaio que foi outra vez protagonizado pela maior figura da partida, Inês Marques, que deste modo completou o hattrick no capítulo dos ensaios.
Esta vitória na Supertaça veio confirmar um domínio completo das comandadas de Pedro Leal, treinador da equipa feminina de râguebi, que não escondeu a sua satisfação perante a vitória verde e branca: "Elas foram umas verdadeiras leoas e é isso que pedimos dentro e fora do campo".
Já Inês Marques, que foi a protagonista da partida, ao converter três ensaios, após o término da final da Supertaça não escondeu a emoção e deu conta da emoção que lhe ia na alma: "Os nossos adversários foram sempre trabalhadas pelas avançadas. Marquei os trÊs, mas é fruto do oitos da frente e dos três quartos, como é óbvio".
Formação Leonina fecha em beleza uma época que ficará para a história do emblema verde e branco, não dando qualquer hipótese aos vilacondenses
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A 16 de maio de 1982, a formação do Sporting, que à época era comandada pelo treinador inglês Malcom Allison, recebeu e goleou a equipa do Rio Ave, garantindo dessa forma que o campeonato nacional da temporada de 1981/1982 não fugia aos verdes e brancos, indo assim para a última jornada já com as faixas de campeão.
Malcom Alison tinha à sua disposição um plantel recheado de talento, tendo delineado para começar de início este jogo que prometia ser o mais importante da época verde e branca o seguinte conjunto: Ferenc Mészáros, Eurico Gomes, Marinho, Vitorino Bastos, Francisco Barão, Virgílio, Lito, Mário Jorge, Rui Jordão Manuel Fernandes, e Ademar.
Para tentar evitar a festa do leão, o treinador vila-condense Félix Mourinho, o pai do antigo treinador adjunto do Sporting José Mourinho, laçou o seguinte conjunto: Trindade, Dias Duarte, Baltemar Brito, Sérgio, José Manuel, Adérito, Quim, Paquito e Álvaro Soares, que foi incapaz de contrariar o favoritismo do leão.
O resultado bastante desnivelado de 7-1 favorável à Listada verde e branca, teve como grande protagonista o antigo avançado dos leões Rui Jordão - que ajudou o Sporting a chegar aos 3.000 golos na sua história -, que nesta partida apontou uns impressionantes cinco golos, aos minutos 8, 25, 39, 75 e 85, sendo que o quarto tento foi obtido através de uma grande penalidade. Os restantes golos dos comandados de Malcom Alison foram obtidos pela também grande figura deste plantel leonino Manuel Fernandes, que faturou aos minutos 30 e 50.
Para a turma de Mourinho Félix, apontou o tento de honra Álvaro Soares, ao minutos 65, fazendo na altura o 5-1, sendo que foi manifestamente insuficiente para evitar a goleada e a consequente festa verde e branca. A equipa do Norte de Portugal terminou essa edição do campeonato nacional num honroso quinto lugar.
A turma liderada pelo técnico inglês não vacilou e com a vitória contundente por sete bolas a uma não desperdiçou a oportunidade de ouro de fazer a festa, evitando assim ir ao sempre complicado terreno do Porto a precisar de pontuar para garantir o título.
A formação do Sporting terminou o campeonato com 46 pontos conquistados, resultantes de 19 vitórias, oito empates e três derrotas, numa altura em que a vitória valia somente dois pontos. Os leões rubricaram uma vantagem de dois pontos face ao rival Benfica, que ficou em segundo, mais três do que o Porto e mais 15 que o Rio Ave, o adversário que permitiu a festa final verde e branca.
Conhecido atleta do emblema verde e branco faz história ao alcançar uma marca histórica que ninguém até ao momento o conseguiu fazer
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Dionísio Castro, atleta do Sporting nascido em Guimarães, bateu recorde do mundo dos 20 quilómetros de marcha a 31 de março de 1990, numa prova que decorreu em La Fleche, França, tendo sido convidado para participar na mesma.
Inicialmente, o atleta leonino estava escalado para correr como "lebre", função que normalmente puxa pelos corredores com o principal objetivo de potenciar os resultados dos restantes intervenientes. Porém, o professor Mário Muniz Pereira vetou essa possibilidade.
Foi Dionísio quem marcou o ritmo da corrida desde o princípio, acabando por se isolar e completar os 20 quilómetros em 57,18,4 minuto, falhando o recorde mundial da hora por apenas um metro. Conseguiu, no entanto, ser o melhor do mundo na sua disciplina.
No 2.º lugar da prova, a mais de 10 segundos, ficou aquele que era apontado com favorito à vitória final, o inglês Carl Thachiery, numa corrida que também contou com a presença de Elísio Rios e Carlos Patrício, também eles atletas do Sporting.
Este recorde mundial de Dionísio Castro perdurou apenas um ano até ser batido pelo mexicano Arturo Barrios, que no dia 30 de Março de 1991 percorreu a distância em 56,55,6m, novamente em La Fleche. Em jeito de curiosidade, este foi o atleta que bateu o recorde dos 10.000 metros da também glória leonina Fernando Mamede.
O resultado de Dionísio Castro mantém-se como a terceira melhor marca realizada por uma atleta nascido no continente europeu, o que dá mostras da qualidade do feito.