Modalidades
Ricardo Costa agradece apoio dos adeptos do Sporting e atualiza estado de saúde da mulher
24 Mai 2026 | 15:11
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Modalidades
02 Mai 2020 | 17:28 |
Numa longa entrevista ao Jornal Sporting, Patrícia Mamona falou sobre como começou a praticar atletismo, os melhores e os piores momentos da carreira, o racismo de que foi alvo e, entre outras temáticas, abordou quais os objetivos para o futuro. “É uma atleta que começou a praticar atletismo aos 12 anos e que hoje, 19 anos depois, já participou em grandes competições – europeus, mundiais e Jogos Olímpicos (JO) –, mas que ainda tem uma carreira longa pela frente. É uma atleta que começou e ainda faz tudo por gosto, apesar da pressão de se representar não só a si, mas também o Sporting Clube de Portugal e Portugal”, é desta forma que Patrícia Mamona, atleta leonina, se descreve a si própria. Questionada sobre de que forma surgiu o atletismo na sua vida, a triplo-saltista contou que tudo começou num corta mato: “Foi num corta-mato, eu era melhor do que os rapazes em quase tudo – até a jogar à bola! – e os professores disseram-me para participar e ganhei. Mal cortei a meta, apareceu o meu actual treinador, o José Uva, a perguntar se eu queria fazer parte da Juventude Operária do Monte Abraão (JOMA)”. No entanto, os pais de Patrícia Mamona não aprovaram, inicialmente, a ideia e a atleta começou por treinar sem o conhecimento dos seus progenitores, mas acabou, de forma curiosa, por ser “apanhada”: “Os meus pais não gostaram muito da ideia e não me deixaram ir, mas eu fui ver uns treinos, adorei e comecei a ir treinar sem eles saberem. Como vivia no Cacém e o clube era em Monte Abraão, tinha de ir de comboio, mas sem bilhete… um dia fui ‘apanhada’ e levada para a esquadra porque era menor. Os meus pais passaram uma vergonha imensa e foi assim que descobriram que andava a treinar às escondidas deles, mas nesse momento perceberam que eu gostava mesmo muito de atletismo e começaram a deixar-me ir treinar”. Quanto ao facto de ser apelidada de “menina bonita do atletismo”, Patrícia Mamona defende que o mais importante é sentir-se mesmo consigo própria: “Cada pessoa tem a sua personalidade e tem o direito de se expressar da melhor forma. Lembro-me de ver uma vez uma peça a criticar certas atletas por não se cuidarem, mas para mim cada um faz aquilo que quer desde que em prova apresente resultados”. A atleta do Sporting CP revelou que, na infância, foi vítima de racismo e que a sua grande defesa contra este tipo de comportamentos era tentar ser a melhor em tudo o que fazia: “Embora tenha tido uma infância feliz, era a única ‘preta’ da turma e ouvi coisas que me fizeram chorar. Até me lembro, e isto é um bocado triste, de uma vez ter posto farinha na cara para parecer branca. Não era fácil, mas os meus pais sempre me disseram para ter orgulho na minha cor, preparam-me para o que ia acontecer e incentivaram-me a ter boas notas na escola. Independentemente de ser preta ou branca, eu era sempre a melhor aluna da turma e isso era uma forma de resposta. Tanto pode ser bom a matemática um branco como um preto. Agora já consigo lidar muito bem com o racismo. Sei que não posso controlar o que pensam de mim”. Relativamente ao balanço que faz, até ao momento, da sua carreira, Patrícia Mamona mostrou-se bastante satisfeita, independentemente do que possa vir ainda a fazer: “Estou felicíssima. Independentemente do que vier, sei que fiz de tudo para ter a melhor performance e estou contente por me ter superado e da história que vivi, tanto dos momentos felizes como infelizes. Além disso, tive a oportunidade de conhecer vários países e várias pessoas que me inspiraram. Estou bastante agradecida por tudo isso, sobretudo porque não foi por sorte, mas sim porque trabalhei muito e isso orgulha-me”. Quando perguntada sobre qual o pior momento da carreira, a atleta olímpica relembra duas: “Recordo-me de duas. A primeira ainda em júnior. Tinha sido quarta no Mundial e no Europeu do ano seguinte falhei a final. Acho que encarei a prova como mais uma competição e, claro, não foi adequado. A outra foi em Zurique, em 2014, onde também falhei a final. Estava toda a gente com grande expectativa e eu também. Foi a única vez, como adulta, que me lembro de chorar depois de uma prova”. Em sentido contrário, o Europeu de 2016, em Amesterdão, foi para Patrícia Mamona a competição que mais gozo lhe deu vencer: “O Europeu de 2016, em Amesterdão, deu-me muito gozo não só porque venci, mas pela forma como o fiz. Quase tinha falhado a final e depois conquistei a medalha de ouro no último salto. Até ao quinto salto estava em quarto, e até era a minha melhor performance em europeus, mas ficar em quarto lugar é péssimo. É aquilo a que chamamos o lugar do morto. Deste tudo e não foi suficiente para chegar ao pódio. Por isso, era preferível ficar em quinto lugar”. Quanto ao futuro, Patrícia Mamona revelou que o grande objetivo passa pelos Jogos Olímpicos: “O meu objetivo é superar-me sempre. Para além dos JO, tenho ainda várias provas, europeus e mundiais para participar. Mas, nos JO, o melhor que fiz foi um sexto lugar, por isso não vou ficar satisfeita com menos do que isso. A menos que salte mais do que 14,65 metros. Ainda assim, nos JO tudo pode acontecer, até posso saltar menos do que o habitual e ser medalhada. Gostava de alcançar o pódio. Um pódio nos JO muda vidas e é muito especial”. A atleta do Sporting CP confessou também que, apesar dos 31 anos, quer continuar no ativo até, pelo menos, aos próximos Jogos Olímpicos: “Queria fazer mais outros JO, os de Paris. Depois disso, talvez pense mais na minha vida, no que perdi e no que quero recuperar, mas até posso estar muito bem para competir e, se estiver, continuo. O que vier agradeço. Vou aguardar”. Por fim, Patrícia Mamona referiu como gostava de ser lembrada após deixar de competir: “Para além das marcas e dos recordes, gostava, acima de tudo, que me recordassem como alguém que ajudou alguém a ser melhor, independente do quê e em quê. Claro que ganhar uma medalha olímpica era fantástico, porque é um objetivo pessoal, mas gostava era que esse objetivo ajudasse a inspirar alguém”.
Fotografia de Sporting CP
Clube colocou em cima da mesa uma extensão do seu vínculo, mas internacional cazaque optou por não prolongar ligação ao emblema verde e branco
25 Mai 2026 | 03:00 |
Taynan está de saída da equipa de futsal do Sporting, uma vez que não aceitou a proposta de renovação apresentada pela SAD verde e branca. No entanto, sabe o Leonino, a oferta apresentada pelos leões implicava um corte de cerca de 40% do seu vencimento.
O Clube colocou em cima da mesa uma extensão de contrato válida por mais duas temporadas, mas com uma descida acentuada no salário do pupilo de Nuno Dias. Desta forma, o ala de 33 anos, que ficou surpreendido com os valores em causa, encaminha-se para o fim da sua segunda passagem pelos leões.
Apesar dos problemas físicos que marcaram a presente época, o jogador continuava a ser uma das principais figuras da equipa e tinha sido o melhor marcador do Sporting na temporada anterior, mantendo um papel de relevo até sofrer uma rotura de ligamentos no joelho esquerdo.
A lesão acabou por travar um período em que o internacional cazaque voltava a assumir protagonismo no conjunto leonino, ficando afastado das quadras numa fase crucial da época. Ainda assim, o seu impacto recente e o contributo nas conquistas do Clube continuam a ser reconhecidos dentro da estrutura.
Vale recordar que Taynan voltou ao Sporting em 2023/24, após duas épocas no El Pozo. Nestes dois últimos anos no Pavilhão João Rocha, o canhoto foi o melhor marcador da Liga Placard em edições consecutivas, apontando 24 golos. Este ano, fez o gosto ao pé em seis ocasiões, ao longo de sete partidas.
Emblema verde e branco surpreendeu tudo e todos, este domingo, dia 24 de maio, após conclusão épica em competição especial
24 Mai 2026 | 17:59 |
O atletismo do Sporting voltou a afirmar-se entre a elite continental ao conquistar, este domingo, a Taça dos Clubes Campeões Europeus no setor masculino, repetindo um feito que escapava desde 2000. Em Castellón, Espanha, os leões fecharam dois dias de competição de enorme nível com um triunfo coletivo memorável, enquanto a equipa feminina também brilhou ao terminar na segunda posição da prova.
A formação leonina entrou para o derradeiro dia da competição já na liderança coletiva, depois de um sábado, 23 de maio, marcado por várias vitórias individuais e um erro dramático. No setor masculino, o Sporting somava 99 pontos no final do primeiro dia, enquanto as leoas lideravam entre as mulheres com 127 pontos, deixando excelentes perspetivas para a jornada decisiva.
Neste domingo, dia 24 de maio, os leões confirmaram toda a superioridade demonstrada ao longo do fim de semana e seguraram o primeiro lugar até ao fim da competição. Gerson Baldé voltou a destacar-se no salto em comprimento, enquanto Abdel Larrinaga somou pontos importantes nas barreiras. Também David Garcia, nos 800 metros, Leandro Monteiro, nos 3000 metros obstáculos, e Emmanuel Eseme, nos 200 metros, tiveram desempenhos decisivos para a conquista europeia verde e branca.
Além das provas de pista, os atletas leoninos conseguiram classificações importantes no triplo salto, nos lançamentos e nas provas de resistência, mantendo sempre a vantagem perante adversários de enorme qualidade, como o Playas de Castellón e o Enka.
A estafeta masculina dos 4x400 metros acabou por ter um papel determinante no desfecho da competição. O quarteto formado por Delvis Santos, João Coelho, Diogo Barrigana e Omar Elkhatib venceu a prova com o tempo de 3.06,35 minutos, permitindo ao Sporting fechar a competição com 194 pontos. O Playas de Castellón terminou no segundo lugar com 189,5 pontos, enquanto o Enka foi terceiro com 188,5.
No setor feminino, as leoas lutaram até às últimas provas pela conquista europeia, acabando por garantir o estatuto de vice-campeãs continentais. A equipa verde e branca terminou com 217 pontos, apenas atrás do Valência, que somou 222. O Playas de Castellón completou o pódio com 193 pontos, num fim de semana de enorme qualidade competitiva por parte das atletas leoninas.
Entre os principais destaques da equipa feminina estiveram Jéssica Inchude, Tirhas Gebrehiwet, Katherine Jacobsen e Patrícia Silva, todas elas decisivas na conquista de pontos fundamentais para o Sporting. As leoas estiveram em grande plano nas provas de velocidade, meio-fundo, barreiras e estafetas, confirmando o excelente momento do atletismo verde e branco numa competição europeia que regressou este ano ao calendário após sete temporadas de ausência.
Emblema leonino esteve muito perto de alcançar objetivo impressionante, mas lapso acabou por mudar inesperadamente contas verdes e brancas
24 Mai 2026 | 15:34 |
O Sporting esteve muito perto de fechar o primeiro dia da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Atletismo no topo das classificações masculina e feminina, mas um erro na transmissão do testemunho na estafeta 4x100 metros acabou por complicar as contas das leoas. A competição decorre em Castellón, Espanha, e os verdes e brancos continuam ainda assim totalmente na luta pelos primeiros lugares.
A falha aconteceu na terceira passagem do testemunho, entre Beatriz Castelhano e Rosalina Santos, impedindo a equipa feminina de somar pontos na prova. O incidente permitiu ao Valência assumir a liderança da classificação com 123 pontos, contra os 114 das leoas. Já o Enka ocupa o terceiro lugar, com 101,5 pontos.
No setor masculino, os leões evitaram qualquer tipo de surpresa e terminaram o primeiro dia da competição na frente da tabela. O Sporting soma 99 pontos, mais seis do que Enka e Playas de Castellón. A equipa leonina lidera atualmente seis provas masculinas e quatro femininas, além de ocupar o segundo lugar em outras quatro disciplinas.
Entre os principais destaques individuais esteve Emmanuel Eseme. O costa-marfinense venceu os 100 metros com recorde dos campeonatos, ao terminar a prova em 10,1 segundos, sendo também decisivo no triunfo da estafeta masculina dos 4x100 metros. Mikhaylo Kokhan brilhou no lançamento do martelo, enquanto Gerson Baldé venceu o salto em comprimento e Tsanko Arnaudov triunfou no peso.
No setor feminino, Sofia Lavreshina esteve em evidência nos 400 metros, ficando muito perto dos mínimos para os Campeonatos da Europa. Também Tatjana Pinto venceu os 100 metros e Liliana Cá alcançou a melhor marca nacional do ano no lançamento do disco. O Sporting - que viu o Presidente da República a reagir a um feito - é o único clube português presente nesta edição da prova europeia, contando com uma delegação composta por 46 atletas.