FALCATRUA E ALDRABICE: COMO BENFICA 'LAVOU' MILHÕES DE EUROS PARA AJUDAR O VITÓRIA DE SETÚBAL
Luís Filipe Vieira, Rui Costa e outros dirigentes encarnados são acusados de uma série de crimes por parte do Ministério Público
Redação Leonino
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29 de Maio 2024, 09:45
Rui Costa, Benfica, Luís Filipe Vieira, Sporting, Vitória de Setúbal

A Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público (MP) estão a investigar o Benfica, por suspeitas de lavagem de dinheiro conjunta com o Vitória de Setúbal. Estima-se que os encarnados tenham injetado qualquer coisa como 1,5 milhões de euros nos cofres sadinos.

Segundo investigação diretamente ligada ao ‘Caso dos e-mails’, o montante em questão deriva da assinatura de vários contratos, que, de acordo com o que foi descoberto pelas entidades responsáveis, ” Todavia, de acordo com a investigação da no chamado caso dos emails, “todos esses contratos não terão tido qualquer racional económico para o Benfica e não terão sido mais do que uma forma de a SAD então liderada por Luís Filipe Vieira transferir verbas para o Vitória FC”, avança a revista Sábado.

Vale recordar que à data dos acontecimentos, o Setúbal tinha sérias dificuldades financeiras, que acabaram por rebaixar o clube para as competições amadoras, uma vez que não tinha quaisquer condições para se inscrever na Liga profissional.

Agora, o MP garante que tudo não passou de uma falcatrua entre Luís Filipe Vieira, Rui Costa, Domingos Soares de Oliveira e Paulo Gonçalves para “formalizar negócios materialmente inexistentes”, conseguindo desviar “elevados montantes da esfera da Sport Lisboa e Benfica SAD” e “realizar atribuições financeiras com elevado valor pecuniário ou de ativos com valor desportivo à VFC SAD”, emitindo “faturas fundadas nesses acordos”.

O MP também já divulgou o despacho de indiciação do processo. Luís Filipe Vieira será ouvido a 4 de junho e Domingos Soares de Oliveira dia 12 do mesmo mês. O antigo presidente e CEO do Benfica, respetivamente, são acusados dos crimes de fraude fiscal qualificada e burla tributária além de recebimento indevido de vantagem.

De acordo com a revista Sábado, estes foram os negócios em causa: Bruno Varela foi emprestado ao Vitória de Setúbal durante um ano, com o Benfica a pagar 100 mil euros por 50% do passe na época seguinte. As águias contrataram Marcelo Hermes como jogador livre, a custo zero, pagando três milhões por custos de intermediação. João Amaral foi comprado (junho de 2018) pelo clube da Luz a 450 mil euros mais IVA, sendo vendido no mês seguinte, ao Lech Poznan, por 350 mil euros. Luís Felipe foi vendido pelo Palmeiras ao SEV por 570 mil euros, com o Benfica a pagar 1,8 milhões, dias depois. O passe de Willyan Barbosa foi oferecido ao Benfica para pagar uma dívida antiga. Os encarnados cederam-nos aos sadinos, pagando, posteriormente 40 mil euros por 40% do passe.

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