FUNCIONÁRIOS DO SPORTING CP VENDERAM BILHETES AOS SUPERDRAGÕES
Ambiente explosivo na Final da Taça da Liga, com claques de Sporting CP, Benfica e Porto misturadas no mesmo pavilhão.
Redação Leonino
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24 de Janeiro 2020, 08:11

Funcionários do Sporting CP venderam bilhetes que possibilitaram a entrada de algumas dezenas de elementos dos SuperDragões na Final da Taça da Liga de Futsal, no passado dia 12 de janeiro. Não se trata aqui de venda nas bilheteiras, mas sim de vendas individuais de funcionários de vários departamentos internos do Clube. O Leonino sabe que as autoridades de investigação já estão a averiguar quem fez a venda, quem comprou e quem fez chegar os bilhetes que tornaram o ambiente explosivo em Matosinhos, no Centro de Desportos e Congressos.

No dia do jogo, foi com espanto que as forças policiais se depararam na entrada com uma comitiva liderada pelo líder dos SuperDragões para assistir a uma final em que o seu clube não participava. Todos os ingressos da claque portista davam acesso a lugares no setor onde estavam os adeptos do Sporting CP no pavilhão.

Por esta razão, no dia, as autoridades foram obrigadas a reforçar as suas atenções e as suas equipas junto a este setor já que, enquanto o jogo entre leões e águias se disputava na quadra, se temeu o pior nas bancadas, com a situação de risco máximo que representa ter claques de Sporting CP e FC Porto juntas na mesma bancada, e no lado oposto do mesmo pavilhão claques (ilegais) do SL Benfica. Embora neste jogo, que o Sporting CP viria a perder 5-4 contra o seu eterno rival, não se tenham registado incidentes de gravidade maior, as autoridades querem evitar que uma situação destas volte a acontecer.

O Sporting CP tem lutado, praticamente sozinho entre seus pares, contra a violência no desporto, considerando que não é um problema apenas do Clube, mas do futebol português. O Presidente Frederico Varandas já reuniu com o Governo, Liga de Clubes e outras entidades para pedir intervenção firme e célere na abordagem à violência no desporto. “O futebol português não pode ser um território sem lei”, “o Sporting CP, como Clube, não vai enfiar a cabeça na areia e fingir que nada se passa” e “esperemos que outras instituições sigam o nosso caminho”, são alguns dos alertas que Frederico Varandas tem deixado nestes encontros.

Fotografia da FPF.

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