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Futsal

JOÃO MATOS: “ESTOU NO CLUBE CERTO PARA GANHAR”

Em entrevista ao jornal ‘A Bola’, capitão do futsal do Sporting fez um balanço à sua carreira no Clube, garantindo que quer continuar a conquistar títulos. Confira a entrevista completa aqui

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

03 Abr 2021 | 16:45 |

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João Matos falou, este sábado, 3 de abril, sobre o seu número de jogos de leão ao peito. Com 19 anos de ligação ao Sporting, João Matos prepara-se para igualar Deo com o maior número de jogos realizados de leão ao peito, com 604 encontros. O capitão leonino, em entrevista ao jornal A Bola, explica a motivação para continuar a vencer títulos, abordando os planos para o futuro. Onde vai buscar a motivação? “Vivemos dos títulos e das conquistas”

  • Costumo dizer que nós vivemos muito dos títulos e das conquistas, e se isso não acontecer é porque estamos no sítio errado. Este é um clube que vive constantemente de vitórias e nós temos de lutar diariamente por isso. Quanto a esta Taça da Liga, tínhamos muita juventude da formação com sede de vitórias, de se afirmar e mostrar.
  • Também era uma competição que tínhamos deixado fugir há três anos, por isso queríamos trazê-la de volta para Alvalade. Depois foi um dérbi [6-2 ao Benfica], o que dá uma motivação extra. E não podemos dissociar o momento de pandemia que vencemos. Não sabemos quantas competições vão terminar este ano, neste momento sabemos que só o play-off do Campeonato tem data marcada e esse tem de ir para o Sporting. Tudo isto ajuda a dar força para mais conquistas.
Qual a sua maior conquista? “A conquista da Liga dos Campeões”
  • Logicamente que o feito da Liga dos Campeões [2019]. É inédito para o Sporting, aqueles 16 ficaram marcados na história do clube. Foi uma conquista grandiosa, e isso notou-se também pelo festejo no Pavilhão João Rocha, que foi um momento épico e dos momentos mais altos que tive enquanto sportinguista e enquanto atleta do Sporting. É claramente o título, a nível de clubes, que mais me enche de orgulho. E fica muito marcado por isso. O tricampeonato [2013 a 2016] é algo muito marcante também, que o Sporting não tinha conquistado, mas uma Ligados Campeões é, sem dúvida, o feito mais grandioso que o Sporting já teve.
Final perdida em 2011 foi o pior momento? “Foi sem dúvida um mau momento para nós”
  • Foi um momento muito negativo em termos desportivos. Logicamente que as lesões são sempre más. Festejei um tricampeonato de pé partido, não é a melhor forma de festejar [risos]. Agora, desportivamente foi sem dúvida um mau momento para nós, muito maior do que perder campeonatos. Se ganhar uma Liga dos Campeões está acima de um tricampeonato, perder uma Liga dos Campeões está acima de perder um campeonato.
  • Tivemos aqui um momento no MEO Arena em que perdemos com o Barcelona. Tínhamos noção de que eram superiores ao Sporting, mas batemo-nos muito bem e até aos últimos minutos podia ter caído para o nosso lado. Acabou por ser desportivamente negativo, porque estávamos em nossa casa com 12 mil leões a apoiar-nos, que sabiam que o Barcelona era favorito, mas que se encheram de esperança e acredito que orgulhámos muito o clube e os sportinguistas com a nossa exibição, mas não passámos à final, que era esse o nosso objetivo.
Como explica tantos anos no Clube? “Se não tivesse qualidade não estaria aqui”
  • De uma forma muita assertiva, se eu não tivesse qualidade também não estaria aqui. Eu trabalho para me manter no clube, para jogar, para competir ao máximo. E esse facto é que me faz estar no nível em que estou hoje e pelo menos ter aguentado 20 anos no clube. Longe de mim sentir-me um jogador da casa, ou numa zona de conforto. Eu aqui ainda fico nervoso quando vou negociar contratos, porque não sei as intenções de quem está à frente, se pretende ficar comigo, se não pretende. Qual o meu papel aqui dentro.
  • É uma batalha diária, para quando chegar um fim de contrato ou as negociações essa luta diária tenha peso e argumentos para voltar a fazer um contrato aqui. Mesmo na seleção, ainda hoje vou olhar para todas as convocatórias, apesar de já lá ter ido 150 vezes, para confirmar o meu nome [risos]. Nunca escondi o meu amor ao clube, felizmente estou no clube do meu coração há 20 anos, e a ideia passa por trabalhar consecutivamente e diariamente para que esse vínculo se prolongue ainda por mais tempo.
Já pensou em ir para o estrangeiro? “Já, mas estou no Clube certo para ganhar”
  • Já surgiu esse bichinho, mais pela experiência de vida e um pouco também pela experiência competitiva. Não vamos dizer que o campeonato português é inferior aos outros. Tem muita qualidade, é competitivo. Ainda há pouco tempo, andou a correr que eu poderia rumar a França. Lá está, houve sempre aquele interesse da aventura, da experiência. Mas não se desenvolveu muito mais por causa do Sporting. Eu sinto-me bem no clube, dá-me tudo para me manter feliz. Por vontade própria, se quisesse ir embora, não aceitaria propostas do Sporting. Acabo por ter mais de metade da minha vida aqui. Não só pelo conforto. Estou aqui porque luto por títulos, é a competição diária ao máximo, porque o objetivo de um jogador é ganhar e eu estou no clube certo para ganhar.
Sente-se um símbolo do Sporting? “Há muitos símbolos, e muitos superiores a mim”
  • Há muitos símbolos do Sporting e muito superiores a mim. Essa é a verdade. Vou ser o jogador com mais jogos no futsal, estou há 20 anos no clube, uso a braçadeira de capitão há alguns anos e as pessoas dizem-me isso. Mas símbolos no clube há muitos e no futsal também houve e serão sempre símbolos.
  • Eu vou ser apenas mais um. Sentir isso poderia ser aconchegar-me a alguma coisa. Eu não posso ver as coisas assim, porque não quero estar numa zona de conforto, quero lutar, passar a meta dos jogos do Deo [604] por muito mais jogos e para isso tenho de trabalhar muito mais. Oiço isso, gosto de ouvir, logicamente, porque são 20 anos na mesma casa. São muitas conquistas e muita felicidade que eu e os meus colegas demos aos Sportinguistas. Mas quando sair quero sair com muito mais do que os 600 jogos e os títulos que tenho e isso só com trabalho diário.
Começa a pensar no final de carreira? “Essa ideia já começa a entrar na cabeça”
  • Sejamos sinceros. É algo que começa a entrar na cabeça de um jogador. Aos 34 anos já entra na cabeça de um jogador. Eu estou a preparar essa via, não sei se vou ficar ligado ao futsal, ao Sporting, à Federação, a algum clube. Tenho de tomar o meu caminho previamente. Pesa na cabeça, por mais que achemos que estamos preparados para o fim de carreira não vamos estar, o tombo será sempre gigante. Cabe-me a mim criar condições para que não seja tão grande. Mas tenho mais dois anos e não vou esconder que não vou querer parar aos 36. Vou trabalhar, cuidar-me, dedicar-me para que aos 36 anos eu esteja aqui seco e fresquinho para continuar e, se assim o clube entender, prolongar o meu vínculo.
Teremos João Matos como treinador? “Gosto muito da área do treino”
  • Gosto muito de estragar os exercícios do Nuno Dias no treino [risos]. Penso logo num estratagema para desenrascar a minha equipa ou a mim, quando são exercícios mais individuais. Gosto muito da área do treino, de potencializar os miúdos, de aumentar o rendimento deles e o do coletivo, associando essa visão da potencialização à da organização tática e da estrutura em si. Agora, não faço a menor ideia do que irá acontecer. Até porque o foco não se pode desviar do que são os mais dois anos de contrato. É o treino, o jogo, o treino, o exercício, a bola, e não o que posso vir a fazer depois. Tenho, sim, de preparar, de vir a criar ali uma almofada para não ser surpreendido. Eu não sei o dia de amanhã, tenho de ter consciência das minhas valências, potencializar isso também, mas nunca tirando o foco do meu trabalho, que é jogar futsal.


Fotografia de Sporting




Modalidades

4.º classificado da Liga espanhola acaba esmagado pelo Sporting (6-2)

Equipa verde e branca entrou praticamente a ganhar e resolveu boa parte da partida logo nos primeiros minutos, não dando chances ao adversário

Sporting conquistou o Record International Masters Futsal ao bater o Cartagena por 6-2, numa final disputada este domingo
Sporting conquistou o Record International Masters Futsal ao bater o Cartagena por 6-2, numa final disputada este domingo

30 Ago 2026 | 17:19 |

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O Sporting conquistou o Record International Masters Futsal ao bater o Jimbee Cartagena por 6-2, numa final disputada este domingo. Os leões fecharam assim o torneio de pré-época com um pleno de vitórias, depois de já terem superado o Palma por 5-2.


A equipa orientada por Nuno Dias entrou praticamente a ganhar e resolveu boa parte da partida logo nos primeiros minutos. Diogo Santos bisou ainda no primeiro minuto, colocando o Sporting numa posição privilegiada. A vantagem aumentou aos 14', quando Felipe Rufino fez o 3-0, antes de Juninho reduzir para os espanhóis aos 17'.


Ainda antes do intervalo, os leões voltaram a marcar. Rafael Ruela apareceu aos 20' para fazer o 4-1 e levar o Sporting para o descanso com uma vantagem confortável, depois de uma primeira parte em que a eficácia da formação portuguesa fez a diferença.


Na segunda metade, o Sporting manteve o controlo do encontro e continuou a aumentar a vantagem. Rocha marcou aos 26' e Wesley voltou a faturar aos 38', colocando o resultado em 6-1. Já perto do apito final, Agustin Plaza ainda reduziu para o Cartagena, fixando o resultado em 6-2.

Com este triunfo, o Sporting termina a competição internacional com duas vitórias em dois jogos e ergue o troféu num torneio que juntou alguns dos maiores nomes da modalidade, numa entrada em grande na nova temporada dos leões.



Modalidades

Vice-campeão europeu apanha sova do Sporting e é goleado (5-2)

Leões entraram em força no torneio disputado em Portimão e protagonizaram uma exibição de grande nível diante de adversário de elite

Sporting arrasa o Palma no Record International Masters Futsal e entra com o pé direito em Portimão (5-2)
Sporting arrasa o Palma no Record International Masters Futsal e entra com o pé direito em Portimão (5-2)

29 Ago 2026 | 16:34 |

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O Sporting entrou da melhor forma no Record International Masters Futsal, em Portimão, ao derrotar de forma categórica o Palma por 5-2. Perante quase 2.000 adeptos na Arena, a equipa de Nuno Dias demonstrou intensidade, agressividade defensiva e uma pressão alta que condicionou constantemente a construção do conjunto espanhol.


Aos 32 segundos, Diogo Santos aproveitou uma má decisão do Palma na saída de bola, recuperou a posse após uma excelente pressão e, isolado perante Barron, desviou com classe para inaugurar o marcador. A resposta espanhola surgiu aos cinco minutos, através de Charuto, mas a igualdade durou apenas cerca de meio minuto. Alex Merlim apareceu pela esquerda e voltou a colocar os leões em vantagem, com um remate rasteiro ao primeiro poste.


Aos sete minutos, Tomás Paçó recuperou a bola na primeira linha e fez o 3-1, antes de voltar a estar diretamente ligado ao quarto golo. Aos 11 minutos, o jovem voltou a roubar a bola na construção do Palma, ficou isolado pela esquerda e, depois de atrair o guarda-redes, assistiu Rúben Teixeira, que apenas teve de desviar.


Na segunda parte, Nuno Dias aproveitou para rodar bastante a equipa, dando minutos a vários jogadores, incluindo o reforço ucraniano Oleksandr Sukhov e os jovens Tiago Rodrigues e Ruela. O Palma ainda reduziu para 4-2 aos 31 minutos, após uma perda de bola de Sukhov na saída para o ataque, mas os leões responderam pouco depois. Aos 35 minutos, Bruno Pinto fechou as contas no 5-2.

A pressão alta e a intensidade defensiva estiveram na origem de três dos cinco golos leoninos, enquanto o sistema 4-0 voltou a revelar dinâmica e capacidade para criar diferentes soluções ofensivas. Este domingo, dia 30, o Sporting defronta o Jimbee Cartagena, igualmente de Espanha, às 15h.



Modalidades

João Matos viu-se ‘obrigado’ a acabar a carreira e deixa revelação sobre o Sporting (vídeo)

Histórico capitão leonino falou sem filtros sobre os últimos momentos da ligação a Alvalade e revelou detalhes que ajudam a tomar uma decisão difícil

João Matos, histórico capitão da equipa de futsal, recordou o fim da ligação ao Sporting e revelou que o Clube não quis renovar o seu contrato
João Matos, histórico capitão da equipa de futsal, recordou o fim da ligação ao Sporting e revelou que o Clube não quis renovar o seu contrato

24 Ago 2026 | 15:33 |

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João Matos, histórico capitão e uma das maiores figuras da história do futsal do Sporting, abriu o livro sobre o momento em que decidiu colocar um ponto final na carreira.  O internacional português, que conquistou mais de três dezenas de troféus ao serviço dos leões, entre os quais duas Ligas dos Campeões, vários Campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças, explicou que chegou a um momento em que precisava de escolher o caminho a seguir. A possibilidade de continuar a jogar existia, mas implicava encontrar uma solução diferente daquela que desejava.


João Matos: "O Sporting não quis renovar"


"Tinha de ser tomada essa decisão de ou acabo ou vou para outro clube. Efetivamente acabava contrato com o Sporting, o Sporting não quis renovar e eu tinha de tomar uma opção na minha vida", revelou, em entrevista ao podcast Final Cut.


O antigo capitão leonino assumiu, aliás, que estaria disponível para continuar caso o Clube tivesse demonstrado essa intenção. "Se o Sporting quisesse mais um ano, se eu estaria disposto a sacrificar-me mais um ano? Sem dúvida, sem dúvida", garantiu, numa declaração que evidencia a vontade que tinha de prolongar a ligação ao emblema verde e branco, apesar da idade e dos muitos anos dedicados à modalidade.

João Matos: "Acima de tudo tinha um respeito muito grande pela pessoa enquanto treinador e depois enquanto pessoa no Nuno Dias"


João Matos abordou ainda a componente financeira do futsal e o respeito que sempre manteve pelas hierarquias do Sporting, destacando particularmente a relação com Nuno Dias. "Acho que as pessoas conseguem entender o lado financeiro que mexe o futsal. Sempre fui habituado a respeitar hierarquias... Acima de tudo tinha um respeito muito grande pela pessoa enquanto treinador e depois enquanto pessoa no Nuno Dias", explicou.

Os números do ex fixo resumem a dimensão da sua carreira: 47 títulos, 193 golos e 1.027 jogos disputados. Mesmo com um papel mais gerido nas últimas temporadas desportivas, o antigo capitão nunca perdeu importância dentro do grupo verde e branco.

Confira o vídeo:


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