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Clube
09 Out 2026 | 13:04 |
O Sporting acabou por entrar, ainda que de forma indireta, no debate quinzenal realizado na Assembleia da República. Luís Montenegro recorreu a uma referência ao passado desportivo dos leões para responder às críticas feitas pela oposição ao Governo.
Durante a intervenção, o primeiro-ministro utilizou a conhecida expressão “para o ano é que vai ser”, associando-a a uma entidade desportiva que durante vários anos não conseguia atingir os objetivos a que se propunha.
Luís Montenegro: "Dizia sempre: “Para o ano é que vai ser”"
"Há alguns anos, lembram-se quando uma determinada entidade desportiva não atingia os seus objetivos e dizia sempre: “Para o ano é que vai ser”? As coisas foram correndo e passado muito tempo lá aconteceu, mas foi muito tempo! Já aconteceu com outros, de resto", afirmou Luís Montenegro.
A alusão, feita sem que o primeiro-ministro mencionasse diretamente o nome do Sporting, provocou uma reação audível entre várias das bancadas presentes no Parlamento. Nas imagens é possível ver André Ventura e Pedro Pinto, conhecidos benfiquistas, a gargalhar com esta afirmação.
Montenegro utilizou depois a comparação para direcionar a resposta aos críticos do Executivo, nomeadamente relativamente às previsões de um eventual défice das contas públicas: "Aqueles que andam a antecipar o défice é que dizem que para o ano é que vai ser, se não foi em 2025 será em 2026, agora vai ser em 2027", completou o chefe do Governo.
Confira:
Grupo de associados do Clube de Alvalade lançou um comunicado sobre proposta que prevê um aumento de 18,7% nos vencimentos de três figuras dos leões
08 Out 2026 | 10:11 |
O Movimento Hoje e Sempre Sporting manifestou-se contra a aprovação da política de remunerações da administração executiva da SAD sem uma discussão prévia entre os sócios do Clube. Em causa está uma proposta que prevê um aumento de 18,7% nos vencimentos de Frederico Varandas, Francisco Salgado Zenha e André Bernardo em 2026/27.
A posição surge depois de conhecida a ordem de trabalhos da Assembleia Geral de acionistas da Sporting SAD, marcada para 26 de outubro, no Business Hub do Estádio José Alvalade. Apesar de reconhecer que a matéria pertence formalmente à sociedade desportiva, o movimento considera que os associados devem ter uma palavra a dizer por o Sporting ser o acionista maioritário.
“No próximo dia 26 de outubro realiza-se a Assembleia Geral anual de acionistas da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD, na qual será votada uma proposta de aumento de 18,7% das remunerações fixas e variáveis dos três Administradores Executivos da Sociedade que gere o futebol do Sporting”, pode ler-se no comunicado.
O grupo de sócios relaciona ainda a proposta com os resultados desportivos da temporada anterior. “Esta proposta surge no final de uma época (2025/2026) em que a Sporting Futebol SAD não conquistou qualquer título a nível sénior, a que se junta a alienação dos direitos desportivos de jogadores fundamentais nas conquistas de épocas anteriores".
Perante este cenário, o Hoje e Sempre Sporting entende que uma decisão desta natureza não deverá ser tomada exclusivamente no âmbito da SAD. “Entendemos que, sendo o Sporting Clube de Portugal o acionista maioritário da SAD, uma decisão relativa à política de remunerações não deverá ser tomada sem que os sócios se pronunciem em Assembleia Geral do Clube".
O movimento deixa, por isso, um apelo direto ao representante do Sporting na reunião de acionistas. “Deste modo, o Movimento Hoje e Sempre Sporting apela a que o representante do clube na Assembleia Geral da Sporting Futebol SAD reflita sobre esta matéria e reconsidere a aprovação da proposta referente à política de remunerações, permitindo que o tema seja debatido previamente numa Assembleia Geral do clube".
Dirigente surge a desfrutar de alguns dias de descanso numa altura em que o futebol de clubes está parado devido aos compromissos das seleções
04 Out 2026 | 10:51 |
Frederico Varandas aproveitou a pausa no calendário competitivo para passar alguns dias na Madeira. O Presidente do Sporting esteve este fim de semana na ilha e foi fotografado no restaurante Casa dos Salgados, que partilhou o momento nas redes sociais.
A presença do dirigente no espaço foi divulgada pela própria gerência, que agradeceu a visita através de uma publicação acompanhada por fotografias. O dirigente surge assim a desfrutar de alguns dias de descanso numa altura em que o futebol de clubes está parado devido aos compromissos das seleções.
O líder dos leões aproveita o intervalo na competição enquanto a equipa principal também beneficia de um curto período de folga. O plantel orientado por Rui Borges regressa aos trabalhos na próxima segunda-feira, dando início a mais uma semana de preparação.
Outubro será, entretanto, um mês particularmente preenchido fora das quatro linhas. O líder leonino tem duas Assembleias Gerais no calendário: a primeira do clube está marcada para 11 de outubro, enquanto a da SAD terá lugar no dia 26.
Nesta última estará também em discussão a proposta relativa à remuneração de Varandas para 2026/27. De acordo com a informação comunicada à CMVM, o Presidente da SAD poderá atingir os 890 mil euros entre valores fixos e variáveis, o que representa um aumento de 18,7% face ao teto máximo previsto para a temporada anterior.
Antigo administrador da SAD centrou críticas no dirigente máximo do Clube de Alvalade e nos restantes administradores executivos
03 Out 2026 | 16:33 |
Nuno Correia da Silva questionou os rendimentos dos administradores da Sporting SAD relativos à temporada 2025/26, colocando em causa a subida das remunerações numa época em que, na sua perspetiva, os resultados desportivos ficaram aquém das expetativas.
Num artigo publicado no jornal 'O Jogo', o antigo administrador da SAD centrou as críticas em Frederico Varandas e nos restantes administradores executivos: “Rendimentos milionários numa época sem títulos. Do ponto de vista desportivo a época foi um fracasso, o Sporting não ganhou o campeonato, teve uma prestação desastrosa na Taça de Portugal, onde perdeu na final para o Torreense, da segunda liga, e a nível europeu também não conquistou qualquer título. A pergunta que tantas vezes foi repetida, e tanto intrigava os adeptos sportinguistas, recebeu resposta no relatório e contas da SAD, referente a 2025/2026, apresentado e publicado a 22 de setembro. Era difícil identificar as razões, ou perceber o que motivou a Direção da SAD a vender mais de 90% da equipa que tinha sido bicampeã. Uma equipa equilibrada, articulada, com boa ligação entre setores e com jogadores na designada "idade de ouro". As razões estão vertidas no relatório, os administradores da SAD duplicaram os seus rendimentos com fundamento nos resultados financeiros, essencialmente, com a venda de jogadores”.
O gestor prosseguiu com a análise aos valores recebidos pelos responsáveis da SAD: “O presidente da SAD do Sporting, Frederico Varandas, recebeu 776.500€, praticamente duplicou o rendimento obtido em 2024/25, época em que ganhou 390.000€. Um aumento de quase 100%. Os restantes administradores executivos da SAD, Francisco Salgado Zenha e André Bernardo, também foram aumentados, mas mais moderadamente, passaram de 514.000€ para 586.000€. Do ponto de vista desportivo a época foi um fracasso, o Sporting não ganhou o campeonato, teve uma prestação desastrosa na Taça de Portugal, onde perdeu na final para o Torreense, da segunda liga, e a nível europeu também não conquistou qualquer título. Por isso, os prémios que os administradores atribuíram a si mesmo são resultado, essencialmente, da prestação financeira”, acrescentou.
N. Correia da Silva: “É uma situação insólita"
Nuno Correia da Silva considera que existe uma contradição entre a valorização financeira da temporada e a ausência de conquistas no plano desportivo: “É uma situação insólita, o presidente do Sporting ganha, numa época em que não ganhou nada, o dobro do que tinha ganho na época anterior em que o Sporting fez a dobradinha, ganhou tudo. Quando o resultado financeiro prevalece sobre o resultado desportivo, nas remunerações de quem decide, as opções começam a ter prioridades que subvertem o propósito do próprio clube. Estes critérios explicam muito do que não conseguíamos compreender, explicam porque se fizeram tantas vendas, por que se desmantelou uma equipa e se quebrou um ciclo vencedor”, apontou.
A fechar, deixou uma questão sobre os critérios utilizados para definir os prémios: “A situação obriga a colocar uma pergunta: será que faz sentido os administradores receberem prémios por resultados financeiros sem existirem resultados desportivos? Desde o primeiro ano de mandato, época 2028/2019, o presidente do Sporting aumentou o seu rendimento em 550%. E o vice-presidente, Francisco Salgado Zenha, aumentou em 650%. Não há nada comparável na história do Sporting”, escreveu