MODELOS DE GESTÃO DISCUTIDOS NO ‘SPORTING COM RUMO
Tomás Froes, Salema Garção, Poiares Maduro e Rui Calafate foram os convidados deste debate
Maria Pinto Jorge
Texto
8 de Julho 2020, 13:17
summary_large_image

Na noite passada de terça-feira, o ciclo de debates do ‘Sporting com Rumo’ regressou, com um debate sobre o tema “Estratégia Institucional e Segurança”, moderada por Carlos Andrade. Desta feita, os convidados foram Tomás Froes, Salema Garção, Poiares Maduro, Carlos Anjos e Rui Calafate, todos eles com opiniões bem distintas sobre os diferentes modelos de gestão desportivos.

Assim, nesta noite, ficou a saber-se que, dos convidados, apenas Tomás Froes concorda com a venda da SAD que, através da Sporting SGPS, continua a pertencer aos leões, explicando os seus motivos: “Cada dia que passa, o Sporting CP perde valor e, se não nos anteciparmos e vendermos a maioria do capital social da SAD, arriscamo-nos a vender a um qualquer agiota, que comprará o Clube por um valor muito menor”, disse Tomás Froes, que falou ainda de “um grupo de investidores portugueses, competentes, que podem atrair profissionais de qualidade” para Alvalade.

Já Poiares Maduro, apresentou uma opinião diferente da anterior. “Discordo que a SAD seja maioritariamente detida por um grupo de investidores privados ou que fique à mercê de um ‘sugar daddy’, que venha cá meter dinheiro. Há clubes servidos por grandes profissionais, na Europa, e que continuam a ser geridos… como clubes”, exemplificando com o caso do Bayern Munique, que tem a liderança separada da gestão.

Salema Garção e Rui Calafate, ainda são os que concordam com modelos de gestão mais semelhantes, alimentando a ideia de uma liderança e gestão que tenham a mesma pessoa, isto é, o presidente que os Sócios do Clube elegem.

“O que nós precisamos é de uma estrutura profissional, de falar verdade aos sócios, profissionalismo com competência. O presidente do Sporting tem de saber tudo, mas tem de ter gente que saiba mais do que ele nas diversas áreas”, esclareceu Rui Calafate, que ainda criticou os grupos que têm “minado” o Clube ao longo de décadas.

“Não pode ser o clube dos jantares da Lapa e dos almoços da Quinta da Marinha. Em 2013, quando quis candidatar-se à presidência do Sporting, Luís Figo teve de deslocar-se a uma estância de neve na Suíça para pedir autorização a José Maria Ricciardi e a Alexandre Patrício Gouveis”, contou.

Para colocar um ponto final neste assunto, Poiares Maduro aproveitou para terminar e lembrar a importância de colocar um ponto final neste tempo, que há muito se tem vindo a discutir no Clube.

“No ambiente balcanizado que se vive dentro do Sporting CP, não através do silenciamento ou suprimindo as vozes dos divergentes. A concentração do poder traz opacidade. Temos de ter transparência em relação a todos os aspetos”, terminou.

Para assistir à sessão completa, veja o link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=GK-qYiCrY3c

Fotografia de Record.

 

 

 

  Comentários