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Futebol
03 Dez 2019 | 11:48 |
Augusto Inácio deu uma entrevista ao jornal A Bola, na qual falou de vários assuntos relacionados com o Sporting CP. O antigo jogador, treinador e diretor para o futebol leonino diz que a culpa da multa de 3 milhões a pagar ao treinador Sinisa Mihajlovic não é sua: "Há um depoimento e há as perguntas do advogado do Sinisa a que respondi. Dizer que sou o culpado pelo Sporting ter de pagar indemninização é...sacudir a água do capote", disse.
O treinador, que deixou o Desportivo das Aves em outubro, analisou o plantel do Sporting CP, considerando que falta qualidade à equipa.
"O Sporting CP tem um plantel muito inferior, mas mesmo muito inferior aos do SL Benfica e FC Porto. O Hugo Viana não pode dizer numa entrevista que o Sporting CP tem um plantel fantástico. Pode ser a convicção dele e eu respeito, mas, para os sportinguistas e para o que se vê, isso não é verdade. O Sporting CP perdeu Raphinha e Bas Dost, por questões financeiras, acredito que sim. Mas os que vieram para preencher as lacunas nada acrescentaram em termos de qualidade. O Sporting CP tem um grande jogador de classe mundial, o Bruno Fernandes, e tem três bons futebolistas que dão suporte, Acuña, Mathieu e Coates. O Wendel, com cabeça, poderia ser. Todos os restantes não podem ser considerados grandes jogadores. São… jogadores. Mas o Sporting não precisa de jogadores, precisa é de grandes jogadores. Mas, não há dinheiro, OK… Então, digam a verdade aos sócios, digam que não podemos chegar lá, porque não há capacidade financeira. Parece que está tudo bem e não está! A melhor forma, independentemente de gostarem ou não, é falar a verdade. Se com este dinheiro podia ter melhores jogadores? Podia. Veja-se o Jesé… O Sporting CP gasta dois milhões num empréstimo, depois ele volta para o PSG e qual o retorno desportivo e financeiro? É zero. Também acredito que tivessem tentado outros, não conseguiram e depois vieram aqueles à última hora…", disse.
Inácio revelou ainda, na entrevista, que o seu futuro pode passar pela MLS.
Leões chegaram a estar a vencer por 2-0, mas permitiram a reação do adversário e voltaram a deixar escapar uma vantagem no marcador
20 Set 2026 | 11:28 |
Gonçalo Inácio procurou transmitir tranquilidade após o empate do Sporting frente ao Arouca, mas não escondeu que a expulsão de Zeno Debast acabou por condicionar a equipa. Os leões chegaram a estar a vencer por 2-0, mas permitiram a reação do adversário e voltaram a deixar escapar uma vantagem.
G. Inácio: "Se continuarmos assim, vamos dar a volta por cima"
Questionado sobre o momento da equipa, o capitão leonino deixou uma declaração que acabou por baralhar os adeptos: "Não se passa nada. Se continuarmos assim, vamos dar a volta por cima". A expressão "se continuarmos assim" causa alguma estranheza, tendo em conta que o Sporting soma já três empates depois de ter estado em vantagem e voltou a desperdiçar dois golos de diferença.
Antes disso, Inácio tinha explicado o que, na sua perspetiva, esteve na origem do desfecho diante do Arouca. "Quando ficámos com menos um não conseguimos pressionar tão alto e não conseguimos matar as jogadas deles", justificou o defesa central.
A igualdade voltou a colocar o Sporting debaixo de contestação, numa altura em que os leões já perderam seis pontos no campeonato. Ainda assim, Inácio procurou afastar qualquer cenário de alarme e mostrou confiança na capacidade da equipa para reagir, apesar dos resultados recentes.
O capitão leonino foi também questionado sobre as críticas que tem recebido, nomeadamente na sequência dos recentes autogolos. A resposta foi curta e apontou para a necessidade de seguir em frente: "As críticas são normais no futebol. É andar para a frente".
Nuno Vieira entende que alterações efetuadas durante mercado de transferências de verão tiveram impacto no rendimento da equipa
20 Set 2026 | 11:10 |
O empate frente ao Arouca voltou a colocar Rui Borges no centro das críticas, mas Nuno Vieira entende que o treinador está a assumir um protagonismo excessivo na discussão sobre o momento do Sporting. O diretor do jornal ‘O Jogo’ reconhece erros do técnico, mas considera que há outros fatores e responsáveis, nomeadamente Frederico Varandas, que não podem ser ignorados.
O analista começou por admitir que Rui Borges teve decisões menos conseguidas durante o encontro e ao longo da sua passagem por Alvalade. No 2-2 com o Arouca, apontou a expulsão de Zeno Debast, o penálti cometido por Eduardo Quaresma e a pouca eficácia das substituições como fatores que contribuíram para a perda de uma vantagem de dois golos. Ainda assim, defendeu que o Sporting deveria ter conseguido controlar a partida mesmo reduzido a 10 jogadores.
Nuno Vieira: "Rui Borges, o culpado perfeito. Rui Borges cometeu erros no comando do Sporting e agora é vítima de uma revolução que não promoveu"
"Rui Borges, o culpado perfeito. Rui Borges cometeu erros no comando do Sporting e agora é vítima de uma revolução que não promoveu. Um desses erros foi achar que os sportinguistas gostavam muito dele...", escreveu no diário desportivo.
Para o diretor de ‘O Jogo’, contudo, existe uma questão na qual Rui Borges não pode ser responsabilizado: a profunda transformação do plantel. Nuno Vieira entende que as alterações efetuadas no grupo tiveram impacto no rendimento da equipa e que, quando os resultados não aparecem, é o treinador quem acaba inevitavelmente por ficar na linha da frente das críticas. "A revolução no plantel causou mossa e quando a bola não entra o dedo é apontado ao treinador", sustentou.
Nuno Vieira deixou ainda uma reflexão sobre a relação entre Rui Borges e os adeptos, considerando que o treinador nunca conquistou verdadeiramente o apoio das bancadas. Apesar disso, lembrou o percurso do técnico e os resultados alcançados, defendendo que já deu provas de "humildade, seriedade e competência". E terminou com uma crítica à forma como as responsabilidades estão a ser distribuídas dentro do Sporting: "Lições de humildade, seriedade e competência já deu de sobra, mas é nos resultados que está sempre o julgamento. Ainda que os arguidos devessem ser outros…", pode ler-se. De recordar que a relação conturbada entre o Clube de Alvalade e o respetivo diário desportivo não é recente.
Comentador entende que equipa recuou demasiado depois de ficar reduzida a 10 jogadores, permitindo que o Arouca ganhasse acreditasse na recuperação.
20 Set 2026 | 10:40 |
O empate do Sporting frente ao Arouca continua a gerar críticas. Luís Pedro Sousa apontou diretamente a três figuras. Na análise ao encontro, o comentador considerou que, além dos erros de Zeno Debast e Eduardo Quaresma, Rui Borges teve também um papel importante no desfecho de uma partida que os leões chegaram a vencer por 2-0.
A principal crítica prende-se com a forma como os leões reagiram à expulsão. Para o comentador, a equipa recuou demasiado depois de ficar reduzida a 10 jogadores, permitindo que o Arouca ganhasse espaço e acreditasse na recuperação.
L. Pedro Sousa: "Foi Debast, foi Quaresma mas também foi muito Rui Borges"
"Foi Debast, foi Quaresma mas também foi muito Rui Borges. O empate cedido pelo Sporting diante do Arouca explica-se em grande parte pelo recuo dos leões depois da expulsão do belga. A ganhar por 2-0 e a jogar em casa diante de uma equipa de menor dimensão, não se percebe o excesso de calculismo, ou até a cobardia, que se apoderou do treinador", escreveu no jornal 'Record'.
O analista lembrou ainda que os leões já deixaram fugir seis pontos no campeonato e considerou que a paragem de três semanas na Liga poderá ser determinante para o futuro do projeto. Luís Pedro Sousa entende que Frederico Varandas terá agora de avaliar se pretende manter o atual rumo ou aproveitar este período para introduzir mudanças.
"Os leões não tinham de pressionar alto, tão-só não recuar tanto as linhas. O Sporting já perdeu 6 pontos e vem aí uma paragem de três semanas na Liga... Cabe a Frederico Varandas decidir agora se quer continuar assim ou se o melhor é tentar ainda, e enquanto há tempo, recuperar o tempo perdido com um novo treinador", concluiu.