OLHA, OLHA! ADVOGADO ATIRA-SE A VARANDAS E À SPORTING SAD: "RECEBERAM ORDEM PARA FECHAR A TORNEIRA..."
João Manteigas abordou o tema da reestruturação financeira do Clube de Alvalade e não se esqueceu de mandar 'umas bocas'
Redação Leonino
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9 de Fevereiro 2024, 17:58
Frederico Varandas, André Bernardo, Salgado Zenha, Miguel Afonso, Pais de Almeida, Sporting

A reestruturação financeira da Sporting SAD em relação aos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) levantou questões sobre as opções disponíveis. João Manteigas, num artigo de opinião, argumenta que havia apenas duas opções possíveis:  “a inédita entrada no capital de uma SAD pelos bancos ou a liquidação do crédito por um preço perniciosamente mais baixo (com evidente prejuízo para os credores)”.

“Guardo para mim, desde sempre, que a primeira opção jamais seria posta em prática por (todas e mais algumas) razões legais, contabilísticas, financeiras e até desportivas. Isto era fácil de perceber já há muitos anos e confirmava-se com a mais severa das crises que fez estremecer o sistema bancário português entre 2010 e 2013”, começou por afirmar, no jornal A Bola.

“Os investidores estavam ansiosos e com a versão anormal ao risco com base nas perdas registadas na banca e com a dívida pública à altura a atingir um nível alto como resultado dos programas de estímulo de resposta à crise anterior e a resgates do setor financeiro. Resumindo, os bancos receberam ordem para fechar a torneira ao futebol em Portugal e tinha que se passar a resolver a exposição das SAD à banca”, prossegue:

“No caso do Sporting, creio que a crítica deve centralizar-se na falta de transparência total pelo Novo Banco (NB) e BCP a par do problema concorrencial que o processo causou em relação às outras SAD rivais com base num perdão de dívida brutal (70% de desconto do NB e 71,98% do BCP) que permitiu sanar dívida ao preço da uva mijona e adquirir definitivamente in house a quase totalidade do seu próprio capital social para se tornar sexy para futuros investidores”, continua Manteigas.

“Já a SAD do Benfica teve um presidente que andou a lidar com a dívida ao NB a seu bel-prazer para benefício pessoal. Já com o BES morto, Vieira apressou-se a liquidar junto do NB, entre 2015 e 2018, uma dívida da SAD de € 264,081 M para €12,054 M quando a Euribor estava a zero. Ou seja, num período em que a lógica passaria por a SAD financiar-se para investir desportivamente e não antecipando o pagamento da dívida para apostar em equipas e títulos. Mas a figura utilizou a SAD para negociar a sua própria dívida pessoal pois o BES aprovara-lhe, entre 2002 e 2014, 750 milhões de euros em crédito. Algo que ainda hoje estamos a pagar”, conclui.

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