“PARECIA UM FILME DE TERROR”
Jorge Jesus foi hoje ouvido
Redação Leonino
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7 de Janeiro 2020, 19:13

Jorge Jesus foi hoje ouvido no processo da invasão de Alcochete, tendo falado no Tribunal de Almada e não de Monsanto, por recomendação do seu advogado. O antigo treinador leonino falou durante quatro horas e explicou o que viu e sentiu durante a invasão.

“Quando chego à entrada do balneário, porque eu estava no relvado, encontro as quatro pessoas que estavam lá. Aquilo era uma fumarada, gritos por todo o lado. Eles já lá estavam. Vi os quatro onde estava o Fernando Mendes à porta e fui pedir ajuda. [O treinador explicou depois que os quatro eram Fernando Mendes, Aleluia e Nuno Torres, não conhecendo o quarto]”, disse Jorge Jesus.

O agora treinador do Flamengo disse, ainda, que não o deixaram entrar no balneário e que foi quando eles estavam a sair que lhe acertaram com um cinto na cara. “Porque é que ele me agrediu? Não sei. Ele sabia que eu era treinador do Sporting CP. Depois ainda levei um soco; o que me deu com o cinto tinha a cara tapada, o que me deu o soco também tinha a cara tapada, devia ter uns 23 ou 24 anos”.

“O Fernando Mendes depois juntou-se aos outros, eram uns 15. Depois saiu mais alguém e levo o soco. A seguir apareceram alguns jogadores no espaço onde eu estava, o William e o Petrovic viram-me ferido. Mostrei os ferimentos ao Fernando Mendes e disse que eram todos cobardes, disse-me que não podia fazer nada. Fernando, estás a ver o que me fizeram? Não houve tempo para nada, aquilo foi instantâneo, cinco minutos. Foi entrar e bater… Aquilo parecia um filme de terror”, disse também Jorge Jesus, que de seguida conta o que viu no balneário quando finalmente entrou.

“O balneário estava todo virado ao contrário, os jogadores a chorar… O único que vi a chorar foi o Bas Dost. Perguntou-me: ‘Mister, por que é que me fizeram isto?’. Os jogadores estavam super revoltados como eu. Aquilo estava tudo revirado, os bancos, as marquesas, muita coisa no chão. E não sei se eram tochas”.

Ruben Ribeiro devia ter sido ouvido de manhã, mas o agora jogador do Gil Vicente FC não apareceu nem deu qualquer justificação para tal. O atual clube do jogador já o veio defender, dizendo que nem ele nem o seu advogado tinham recebido qualquer notificação e que o jogador tinha estado no seu local de trabalho.

André Pinto é o jogador ouvido amanhã. Cristiano Piccini também era para ser ouvido, mas pediu para ser adiado, sendo agora ouvido no próximo dia 17.

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