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08 Jan 2026 | 16:13
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20 Mai 2025 | 18:23 |
A festa do bicampeonato terminou, mas em Alvalade ninguém tira os olhos daquilo que pode ser o fecho dourado da época: a final da Taça de Portugal. Com apenas quatro dias de preparação, Rui Borges está agora no centro das atenções. O treinador que sucedeu ao legado de Ruben Amorim, em dezembro, tem uma missão clara: vencer o Benfica no Jamor, e pode, de forma indireta, dar ao antigo treinador leonino o único troféu nacional que lhe faltava ganhar: a prova rainha.
O plantel regressa esta quarta-feira aos treinos com estatuto de bicampeão, mas sem tempo para euforias. Rui Borges, que nunca se deixou levar pelos holofotes, ao ponto de desativar as redes sociais quando assinou pelo Sporting, está imune às pressões externas. Com uma postura reservada, o treinador tem liderado com foco e estabilidade. Desde que assumiu o cargo, soma uma vitória e dois empates frente ao Benfica, além de igualdades com Porto e o Braga, reforçando o domínio leonino nos duelos com os grandes.
O grupo definiu um objetivo adicional, terminar a época de forma invicta em relação aos rivais diretos. Um feito que não acontece desde 2001/02. Rui Borges pode assim, não só conquistar a Taça como selar uma temporada histórica a todos os níveis, assegurando a dobradinha.
Mas há mais em jogo, caso conquiste o Jamor, Borges permitirá também a Ruben Amorim colocar um último troféu no currículo nacional. O agora treinador do Manchester United, venceu as primeiras eliminatórias da Taça em outubro, pelo que será formalmente reconhecido como parte da campanha.
A motivação também se torna especial para o técnico de Mirandela. Foi precisamente na Taça de Portugal que começou a dar nas vistas, em 2020, quando levou o Académico de Viseu a empatar com o Porto nas meias-finais. Cinco anos depois, está na final com o Sporting e tem a oportunidade de assinalar o maior feito da sua carreira.
Treinador português analisou ainda a vaga de lesões no Clube de Alvalade, destacando os principais problemas com que o técnico dos leões se depara de momento
08 Jan 2026 | 18:02 |
O crescente número de lesões no Sporting continua a marcar a atualidade leonina e foi alvo de análise por Paulo Robles, em comentário no canal d’A Bola. O treinador começou por destacar a postura de Rui Borges na conferência de imprensa após a derrota no encontro com o Vitória de Guimarães (2-1).
“Quem assistiu à conferência de imprensa depois do Vitória SC, viu que o semblante do Rui Borges era realmente diferente dos últimos jogos. E quase que, não digo que deu pena, mas compreende-se o novo posicionamento do treinador em relação a esta situação. Realmente leva a que existam muitas dificuldades do ponto de vista de apresentar uma equipa condizente e consistente, porque a consistência também depende da regularidade dos jogadores que jogam”, frisou Robles.
O mesmo fez ainda questão de diferenciar os tipos de problemas físicos que têm afetado o plantel: “Há lesões traumáticas, mas também há lesões musculares e essas lesões musculares, nesse ponto de vista, embora Rui Borges tenha dito que é um caso estudo, é também um caso estudo interno no sentido de perceber o que é que está a acontecer para que estas lesões tenham voltado”.
No plano desportivo, o eixo central defensivo é apontado como o setor que mais preocupa Rui Borges e Paulo Robles não escondeu a realidade, também apontando o nome do jovem brasileiro, Rômulo Júnior: “Acho que o eixo central defensivo é, sem dúvida, neste momento, o setor onde o Rui Borges tem mais preocupações. O Rômulo, que tem feito um bom desempenho na equipa B, não esteve ao nível da exigência, o que é normal. De repente dizemos que o jogador não tem essa qualidade. Há jogadores que são integrados e que demonstram, óbvio e claramente, que têm essa condição e a partir daí ganham um pulso”.
“O Sporting terá tempo para poder-se preparar para o próximo jogo para o campeonato, penso que será também determinante para serenar um pouco os ânimos, para voltar à terra e para não fazer cair as expectativas dos adeptos do Sporting”, Robles concluiu apelando claramente à serenidade no universo leonino.
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Apesar de ter direito a 13,8 milhões de euros pela rescisão com os red devils, o técnico português verá o valor final encolher drasticamente
08 Jan 2026 | 16:20 |
A saída de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United, confirmada na última segunda-feira, ficou marcada não apenas pelo impacto desportivo, mas também por um desfecho financeiro bastante menos favorável do que os números iniciais indicavam. Embora o treinador português ainda tivesse a receber cerca de 13,8 milhões de euros relativos ao que faltava cumprir do contrato, o montante líquido será substancialmente inferior.
De acordo com cálculos divulgados pelo Manchester Evening News, a elevada tributação aplicada no Reino Unido fará com que o antigo treinador do Sporting consiga reter 'apenas' 6,3 milhões de euros. Entre impostos sobre o rendimento e outros encargos obrigatórios, o fisco britânico absorverá uma fatia significativa da compensação, reduzindo de forma drástica o ganho real do técnico.
O impacto financeiro não se limita, no entanto, ao treinador português. O Manchester United também sai penalizado com esta rescisão, uma vez que terá de pagar cerca de 1,7 milhões de euros adicionais em contribuições obrigatórias enquanto entidade empregadora. Assim, a separação representa um processo dispendioso para ambas as partes, num contexto já sensível para o clube inglês.
Este desfecho encerra um ciclo de pouco mais de um ano de Ruben Amorim em Inglaterra. O técnico chegou a Old Trafford em novembro de 2024, após uma passagem altamente bem-sucedida pelo Sporting, onde conquistou títulos e se afirmou como um dos treinadores mais promissores do futebol europeu.
Ao serviço dos red devils, Amorim orientou a equipa em 63 jogos oficiais, somando 25 vitórias, 15 empates e 23 derrotas. Apesar de alguns momentos positivos, a irregularidade dos resultados e a pressão constante acabaram por ditar o seu despedimento.
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