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Varandas deixa mensagem de Natal aos adeptos do Sporting num ano de sonho para os leões
24 Dez 2025 | 11:01
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24 Jan 2023 | 06:44 |
Há muito tempo que o Sporting e as claques, principalmente a Juve Leo, vivem em discórdia. Foram vários os episódios que contribuíram para esta história. Em conversa com o nosso jornal, Fernando Tavares Pereira, antigo candidato à Presidência do Clube de Alvalade, acredita que a atual Direção tem culpas no cartório, apesar de nenhum dos lados estar 100% correto.
Tavares Pereira foi responsável por doar um gerador de energia à ‘casinha’, habitual ponto de encontro da claque verde e branca, após Frederico Varandas ter mandado cortar a água e a luz do edifício (Saiba mais AQUI). Na última sexta-feira, durante o encontro entre Sporting e Vizela, a Polícia Municipal removeu esse gerador, algo que manifestou desconforto entre a claque. O Leonino teve acesso ao auto da policial (Saiba mais AQUI).
“Foi só mais uma situação triste para o Clube”
Para o ex-candidato, o que se sucedeu foi mais uma situação infeliz, que poderia ter sido resolvida a dialogar: “Ligaram-me a dizer que tinham um mandado da Polícia para levantar o gerador. É muito triste. Devia ter-se resolvido a bem e acho que não é com situações destas que as coisas se resolvem. As coisas resolvem-se é com diálogo e não com prepotência. Até porque o importante é o Clube”.
“Direção? Hoje estão lá e amanhã não. O Sporting fica e eles vão!”
Tavares Pereira não tem dúvidas: a situação não beneficia ninguém e só prejudica o Sporting, relembrando que só os leões são eternos e quem lá passa tem os dias contados: “Eles estão lá, amanhã já não estão. O Sporting fica, eles vão, mas o mal que se fez ao Clube continua. Foi só mais uma situação triste para o Sporting. Mas vamos tentar recuperar o gerador e estou confiante de que o vamos conseguir. Espero também que possa voltar ao sítio onde o tiraram, se o Sporting tiver coragem de voltar atrás com tudo aquilo que fez.”
Juve Leo quer paz, Direção não
“A Juve Leo, e outras claques, já estiveram de braço dado com o Sporting e, por eles, ainda estavam. Conheço-os, dou-me bem com eles e isto é uma situação complicada. Tudo aquilo que se faça para que o Sporting não fique com a dignificação necessária e com a paz que deve existir, é mau. Por mais que se queira fazer o bem, não se consegue”, afirma, admitindo que “já me prontifiquei para dialogar e ofereci-me, caso queiram, para fazer os contactos entre a claque e a Direção. Caso queiram, não tenho problema nenhum em fazê-lo, até porque só assim é que as coisas se resolvem”
Conciliação? Havia um contrato, mas foi rasgado…
“Conciliação? Sempre acreditei, até porque, do que ouço das claques é que a conciliação é o que querem. Havia um contrato que foi assinado por eles e, até hoje, não sei porque é que esse contrato foi rasgado”, atira.
O contrato em causa viria a estabelecer a Juventude Leonina como uma claque legal, mas a Direção de Alvalade acabou por cancelar o mesmo, alegando que foi o grupo quem falhou com o acordado (Saiba mais AQUI).
Carga policial: “Dá que pensar… qual foi o objetivo?”
O antigo concorrente ao cargo de Varandas ‘rebobina a cassete’ e relembra a carga a que a Curva Sul foi submetida diante do Casa Pia (Saiba mais AQUI), admitindo não entender o objetivo da mesma. Afinal, o que se queria dali? “Os estádios portugueses, que foram feitos para o Euro 2004, vão buscar a imagem ao milímetro. À partida devem, ou deviam, saber quem enviou a tocha. Então porquê carregar em toda bancada? Se estivesse no Sporting a situação era muito fácil. Era verificar as câmaras e, com tanta Polícia que lá estava, removia-se essa pessoa, e apenas essa pessoa. Aí começa o respeito. Essa pessoa, ou pessoas, tinham de ser punidas. Dependendo da gravidade, ficavam afastadas dos recintos um, dois, três, quatro anos, o que seja”.
“Perde-se tempo a pensar como fazer advertências às claques e depois não se pensa no futuro do Sporting”
“O início desta Direção foi: ‘claques não’. Mas sem claques, o Sporting não tem o apoio necessário. É um Clube triste e sem o futuro que deve ter. Anda-se aqui a perder tempo em coisas supérfluas, a pensar como fazer advertências às claques e depois não se pensa no futuro do Sporting. Têm de se preocupar é com o bem-estar do Sporting, os resultados e a união de todos. Só assim se vence”, defende.
Certo é que toda a inimizade criada em torno das claques e da atual Direção já valeu diversas multas pesadas ao Sporting, bem como revoltas por parte dos adeptos. Em consequência, o Estádio José Alvalade vive dias difíceis e regista assistências muito abaixo do exigível para um Clube como o Sporting.
Antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade com declarações fortes sobre ato eleitoral dos leões, bem como sobre o ex-Presidente verde e branco
09 Jan 2026 | 11:39 |
Augusto Inácio afirma que as eleições de 2011 do Sporting foram “falseadas”. Em entrevista ao jornal A Bola, o antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade questionou os resultados desse ato eleitoral e fez balanço positivo da liderança de Bruno de Carvalho, apontando o dedo a Frederico Varandas.
"Eleições de 2011 foram falseadas"
Augusto Inácio começou por recordar o período eleitoral de 2011, afirmando que o mesmo foi falseado: “Faria tudo igual e por uma razão muito simples. Eu sabia que, em 2011, o Godinho Lopes tinha o Luís Duque e o Carlos Freitas. E depois havia um desconhecido: Bruno de Carvalho. E que ele queria falar com o Augusto Inácio. Então marcámos um encontro na Mealhada e ele apresentou-me um programa com 120 pontos. Li aquilo com calma e só havia um ou dois com os quais eu não concordava. As eleições foram falseadas, sinceramente”.
“Passou-se muita coisa, mas não quero estar sempre a falar nisso. Mas em 2013 sou convidado para diretor-geral do futebol. Não havia dinheiro. O nosso orçamento para aquele ano foi 25 ou 26 milhões de euros. Não dava para contratar quase ninguém, mas lá conseguimos contratar o Leonardo Jardim. Um homem que nos deu a força que precisávamos e, com pouco dinheiro, começámos quase do zero”, acrescentou o antigo responsável do Sporting.
Augusto Inácio defende Bruno de Carvalho: "Quem é que fez a negociação com a NOS?"
Sobre o ataque à Academia, em 2018, Augusto Inácio revela pedido de ajuda de Bruno de Carvalho: “Ligou-me e pediu-me: 'Tens de me ajudar com os jogadores que rescindiram contrato.' Voltei, mas disse ao Bruno que voltava apenas e só para tentar que os jogadores do Sporting tirassem da cabeça a rescisão do contrato. Assino um contrato de três anos, mas, dias depois, sou surpreendido com a saída do Bruno. Fica a comissão administrativa”.
Questionado sobre qual o lugar na história do Sporting que Bruno de Carvalho ocupará, Augusto Inácio faz um balanço positivo: “É aquilo que as pessoas quiserem ver. Eu, nos dois anos em que estive com ele, vi um homem corajoso, a pôr o dedo na ferida em tudo o que era sítio. Tudo para que o Sporting tivesse o respeito que até então não estava a ter. Quem é que fez a negociação com a NOS?”.
Confira as declarações de Augusto Inácio:
Gestor pondera avançar com candidatura ao ato eleitoral agendado para 14 de março e desafiar atual liderança do Clube leonino
09 Jan 2026 | 11:17 |
Nuno Correia da Silva está a ponderar seriamente ser candidato nas próximas eleições do Sporting, agendadas para o próximo dia 14 de março. A informação foi avançada pelo jornal O Jogo nesta sexta-feira, 9 de janeiro. O antigo dirigente surge como uma alternativa para disputar a presidência.
Após o anúncio de Frederico Varandas, a expectativa geral indicava que o atual líder dos leões fosse a votos sozinho. Contudo, há uma esfera do universo verde e branco que considera que existem aspetos fundamentais a melhorar na gestão diretiva. Desta forma, a hipótese de não existir qualquer concorrência caiu por terra, abrindo espaço ao debate.
O possível oponente foi administrador executivo da SAD do Sporting, em representação da Holdimo, cargo que já não exerce atualmente. Num passado muito recente, o gestor apontou várias falhas à estratégia seguida por Frederico Varandas, criticando opções tomadas no plano desportivo e financeiro.
Na gala dos Prémios Stromp, no passado mês de dezembro, Frederico Varandas anunciou a recandidatura: “Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026”.
Na passada quinta-feira, através do jornal oficial do Clube, tornou-se pública a marcação das eleições. O ato terá lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00 no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, presidido atualmente pelo Sócio João Palma.
Antigo campeão pelo Clube de Alvalade revelou episódio do momento da sua última saída dos leões e deixou algumas palavras sobre Frederico Varandas
09 Jan 2026 | 11:15 |
Augusto Inácio - que afirmou que as eleições do Sporting foram falseadas - recordou os bastidores da sua saída do Sporting após a crise de Alcochete e deixou uma avaliação direta - e dividida - sobre o impacto de Frederico Varandas na história do clube, numa entrevista em que abordou tanto episódios pessoais como o legado desportivo da atual liderança leonina.
Augusto Inácio: "Não estava a fazer nada no Sporting"
O antigo jogador, treinador e dirigente revelou que, apesar de ter contrato em vigor, não estava a desempenhar funções no clube aquando da eleição de Frederico Varandas, quatro meses depois dos acontecimentos de Alcochete. Foi o próprio Inácio quem tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Eu tenho três anos de contrato e não estava a fazer nada no Sporting. Provoco uma reunião: eu, Varandas e o advogado João Sampaio”, contou, em declarações ao jornal A Bola.
Durante esse encontro, Augusto Inácio estranhou a abordagem feita pelo então recém-eleito presidente. “O Varandas começa a falar e a dizer que estivera no Vitória de Setúbal nove meses sem receber. E eu a pensar: ‘Mas isto é o Sporting, não é o Vitória’”, relatou.
Augusto Inácio: "O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros"
Segundo Inácio, a conversa acabou por escalar quando foi invocada uma cláusula contratual. “O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros e digo: ‘Olha, mete a cláusula pelo rabinho acima. Só quero receber até ao dia em que trabalhei. Não me pagam mais nada’”, afirmou, descrevendo a forma abrupta como encerrou a sua ligação ao clube.
Questionado sobre o lugar que Frederico Varandas ocupará na história do Clube de Alvalade, Augusto Inácio foi claro ao separar o plano pessoal do desportivo. “Não me posso esquecer de que o Sporting, com ele, ganhou três campeonatos e os adeptos sabem bem a importância que isto tem”, sublinhou.
Para o antigo internacional português, o sucesso desportivo é determinante na avaliação de qualquer presidente. “Podes fazer um grande trabalho e reverter as coisas no plano financeiro, podes fazer tudo, mas se não fores campeão, nunca serás um presidente marcante”, defendeu, acrescentando que “o atual presidente, com três campeonatos, ficará na história, claro”.
Augusto Inácio: "Varandas, como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse"
Ainda assim, Augusto Inácio fez questão de traçar uma distinção clara entre o homem e o dirigente. “Não confundo amizades com inimizades. Posso falar, sim, do homem e do presidente”, explicou, antes de deixar uma das declarações mais duras da entrevista: “Como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse. Zero. Nenhum. Como presidente está a fazer um bom trabalho, sim senhor”.
Confira as declarações de Augusto Inácio: