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Clube
16 Set 2020 | 12:32 |
O movimento “Sou Sporting” critica os órgãos sociais leoninos pela realização da Assembleia Geral, agendada para o próximo dia 26 de setembro, que terá como tema único, a votação do Relatório de Orçamento e Contas. Segundo o movimento, em comunicado, a mesma, vai ser procedida numa “violação dos Estatutos e Regulamento da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal”.
O “Sou Sporting” informa, ainda, que no passado dia 28 de agosto, enviou aos serviços do Sporting CP, uma proposta e que a mesma fosse motivo de análise e debate na próxima Assembleia Geral. Segundo os mesmos, obtiveram uma resposta do Conselho Diretivo que informava que a “(…) AG será exclusivamente para votação de Orçamento e Contas. Todos os outros temas, estruturais para o futuro da instituição, serão debatidos quando for possível (…)”.
Confira o comunicado completo:
O Sou Sporting, no passado dia 28 de agosto, enviou para os Serviços do Sporting Clube de Portugal uma proposta, acompanhada do respetivo pedido de que a mesma constasse da Ordem do Dia/Ordem de Trabalhos da próxima Assembleia Geral. Assim, queremos agradecer a resposta dada pelo Conselho Diretivo – não tão rápida quanto desejável – constante do seu comunicado de dia 14 de setembro, onde informou que a próxima “(…) AG será exclusivamente para votação de Orçamento e Contas. Todos os outros temas, estruturais para o futuro da instituição, serão debatidos quando for possível (…)”.No entanto, salvo mais douta opinião, a resposta dada constitui mais uma violação dos Estatutos e Regulamento da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal.
Factos:
- O Sou Sporting ao contrário de alguns que tudo proclamam, mas nada fazem, ou fazem mal, após a colocação na agenda mediática, por parte do Conselho Diretivo, da questão do i-Voting, levou a cabo um árduo trabalho (mal ou bom cada um o julgará em consciência) sobre o tema;
- Tendo em conta a linha do tempo atual, e terminado o mesmo, solicitou através de correio eletrónico dirigido à Diretora do Gabinete Jurídico do Sporting Clube de Portugal, uma reunião ao senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral;
- De forma quase imediata, obtivemos resposta da Srª. Diretora, tendo sido informados que o assunto tinha sido remetido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral;
- A nossa proposta, conforme nela explicitamos, era ao abrigo do direito que cabe a cada Sócio nos termos da alínea a), do nº 1, do artigo 20º dos Estatutos “Participar nas Assembleias Gerais, apresentar propostas, intervir na discussão e votar”;
- E era o momento adequado, uma vez que ainda não tinha sido, nem foi ainda, publicada, convocatória com a respetiva ordem de trabalhos;
- Pelo que, não existindo Ordem de Dia publicada e independentemente do valor e mérito da proposta apresentada, a mesma deveria ser levada àquela pauta na primeira AG a convocar e jamais ser recusada ao abrigo do disposto no artigo 15º do Regulamento da AG “assuntos fora da ordem do dia”, pela simples razão de que ainda hoje não existe Ordem do Dia publicada;
- Certo é que até hoje imperou total silêncio do Presidente da Mesa da Assembleia Geral (com certeza por inúmeros afazeres) e apenas a resposta do Conselho Diretivo no comunicado que nos diz que “Todos os outros temas, estruturais para o futuro da instituição, serão debatidos quando for possível garantir em segurança a presença de todos os Sócios do Sporting Clube de Portugal que desejem participar ativamente na vida do Clube”.
- Ora salvo mais douta opinião, não cabe ao Conselho Diretivo, nem sequer à Mesa da Assembleia Geral, ou mesmo ao Conselho Fiscal, decidirem sobre o momento em que devem ser discutidas propostas apresentadas no quadro dos Estatutos dentro dos respetivos prazos legais.
- O único e exclusivo órgão que pode e deve decidir da deliberação, ou não deliberação, de proposta fundamentada apresentada antes da publicação da Ordem do Dia, após registo no livro da MAG, é a Assembleia Geral do Sporting Clube Portugal como possuidora do supremo poder de deliberação (final do artigo 42º dos Estatutos do SCP)
- Quanto à questão da “(…) segurança de todos os sócios (…)” por causa do COVID19:
- Cabe ao Conselho Diretivo assegurar esse estado de segurança para que todos possam participar nas melhores condições;
- Não há boas Assembleias Gerais, como a de Orçamento e Contas, e más ou inoportunas Assembleias Gerais, como as que visem discutir temas estruturais.
- Caros Consócios, três notas finais:
- A colocação do i-Voting na agenda por parte do Conselho Diretivo, foi mera panaceia para entreter incautos, porquanto é nossa convicção que o CD não tem qualquer projeto ou proposta pronta a discutir, nem nunca esteve verdadeiramente interessado na matéria;
- Aos que propalavam que o i-Voting era a “tábua de salvação” deste Conselho Diretivo para se “perpetuar” e que estar a discutir o assunto, que a nosso ver é premente, era embarcar na “agenda do CD”, podem agora aquilatar da falta de fundamento dessa narrativa, uma vez que os “temas estruturais” foram remetidos no Comunicado de ontem para as calendas;
- Pelo respeito que nos merecem TODOS os SÓCIOS e ADEPTOS do nosso Sporting, entendemos publicar a proposta (que pode ser acedida aqui) que enviámos ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, entendendo que tal publicação é a que melhor serve os interesses do nosso Sporting.
Viva o Sporting Clube de Portugal!
Antigo administrador da SAD centrou críticas no dirigente máximo do Clube de Alvalade e nos restantes administradores executivos
03 Out 2026 | 16:33 |
Nuno Correia da Silva questionou os rendimentos dos administradores da Sporting SAD relativos à temporada 2025/26, colocando em causa a subida das remunerações numa época em que, na sua perspetiva, os resultados desportivos ficaram aquém das expetativas.
Num artigo publicado no jornal 'O Jogo', o antigo administrador da SAD centrou as críticas em Frederico Varandas e nos restantes administradores executivos: “Rendimentos milionários numa época sem títulos. Do ponto de vista desportivo a época foi um fracasso, o Sporting não ganhou o campeonato, teve uma prestação desastrosa na Taça de Portugal, onde perdeu na final para o Torreense, da segunda liga, e a nível europeu também não conquistou qualquer título. A pergunta que tantas vezes foi repetida, e tanto intrigava os adeptos sportinguistas, recebeu resposta no relatório e contas da SAD, referente a 2025/2026, apresentado e publicado a 22 de setembro. Era difícil identificar as razões, ou perceber o que motivou a Direção da SAD a vender mais de 90% da equipa que tinha sido bicampeã. Uma equipa equilibrada, articulada, com boa ligação entre setores e com jogadores na designada "idade de ouro". As razões estão vertidas no relatório, os administradores da SAD duplicaram os seus rendimentos com fundamento nos resultados financeiros, essencialmente, com a venda de jogadores”.
O gestor prosseguiu com a análise aos valores recebidos pelos responsáveis da SAD: “O presidente da SAD do Sporting, Frederico Varandas, recebeu 776.500€, praticamente duplicou o rendimento obtido em 2024/25, época em que ganhou 390.000€. Um aumento de quase 100%. Os restantes administradores executivos da SAD, Francisco Salgado Zenha e André Bernardo, também foram aumentados, mas mais moderadamente, passaram de 514.000€ para 586.000€. Do ponto de vista desportivo a época foi um fracasso, o Sporting não ganhou o campeonato, teve uma prestação desastrosa na Taça de Portugal, onde perdeu na final para o Torreense, da segunda liga, e a nível europeu também não conquistou qualquer título. Por isso, os prémios que os administradores atribuíram a si mesmo são resultado, essencialmente, da prestação financeira”, acrescentou.
N. Correia da Silva: “É uma situação insólita"
Nuno Correia da Silva considera que existe uma contradição entre a valorização financeira da temporada e a ausência de conquistas no plano desportivo: “É uma situação insólita, o presidente do Sporting ganha, numa época em que não ganhou nada, o dobro do que tinha ganho na época anterior em que o Sporting fez a dobradinha, ganhou tudo. Quando o resultado financeiro prevalece sobre o resultado desportivo, nas remunerações de quem decide, as opções começam a ter prioridades que subvertem o propósito do próprio clube. Estes critérios explicam muito do que não conseguíamos compreender, explicam porque se fizeram tantas vendas, por que se desmantelou uma equipa e se quebrou um ciclo vencedor”, apontou.
A fechar, deixou uma questão sobre os critérios utilizados para definir os prémios: “A situação obriga a colocar uma pergunta: será que faz sentido os administradores receberem prémios por resultados financeiros sem existirem resultados desportivos? Desde o primeiro ano de mandato, época 2028/2019, o presidente do Sporting aumentou o seu rendimento em 550%. E o vice-presidente, Francisco Salgado Zenha, aumentou em 650%. Não há nada comparável na história do Sporting”, escreveu
Administração do Clube de Alvalade justifica iniciativa com a necessidade de aumentar a flexibilidade financeira da sociedade
03 Out 2026 | 11:37 |
A Sporting SAD vai levar à Assembleia Geral de acionistas, marcada para 26 de outubro, uma proposta para obter autorização para realizar um ou mais empréstimos obrigacionistas num valor global que poderá atingir os 150 milhões de euros. A eventual autorização terá uma duração de cinco anos, permitindo à administração leonina recorrer a este mecanismo de financiamento até outubro de 2031.
A proposta submetida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) estabelece ainda que cada operação poderá ter uma maturidade máxima de 10 anos. Ou seja, caso os acionistas aprovem a medida, o Sporting ficará com margem para definir diferentes operações ao longo dos próximos anos, ajustando os respetivos montantes e prazos às necessidades da SAD.
A administração liderada por Frederico Varandas justifica a iniciativa com a necessidade de aumentar a flexibilidade financeira da sociedade. O recurso ao mercado obrigacionista permite diversificar as fontes de financiamento e adaptar cada operação às condições existentes no mercado e às necessidades concretas do clube no momento em que esta seja realizada.
A autorização poderá também ser utilizada para operações de refinanciamento. Entre as possibilidades previstas está a realização de ofertas públicas de subscrição ou de troca, incluindo a substituição de obrigações atualmente existentes, como os empréstimos obrigacionistas Sporting SAD 2024-2027 e Sporting SAD 2024-2028.
A decisão ficará agora nas mãos dos acionistas da SAD, que se reúnem no Estádio José Alvalade no final de outubro. A proposta surge num momento em que o Sporting apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros no exercício de 2025/26 e procura manter margem de manobra para gerir as suas necessidades de financiamento nos próximos anos.
Tema será discutido pelos acionistas na Assembleia Geral marcada para 26 de outubro, às 18h00, no Business Hub do Estádio José Alvalade
03 Out 2026 | 10:00 |
Frederico Varandas poderá auferir 890 mil euros brutos durante a temporada 2026/27, caso a proposta apresentada pela Comissão de Remunerações da Sporting SAD seja aprovada. O tema será discutido pelos acionistas na Assembleia Geral marcada para 26 de outubro, às 18h00, no Business Hub do Estádio José Alvalade.
A proposta integra a ordem de trabalhos da reunião e prevê uma subida significativa face ao valor recebido pelo presidente da SAD leonina no exercício anterior. De acordo com os documentos enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a remuneração prevista representa um aumento de 18,7% relativamente a 2025/26.
Na época passada, o dirigente recebeu 776 mil euros brutos. Desse montante, 300 mil euros correspondiam à componente fixa, enquanto os restantes 476,5 mil euros estavam relacionados com prémios variáveis, definidos em função do desempenho desportivo e dos resultados financeiros alcançados pela sociedade.
Caso a nova proposta avance, o vencimento fixo anual de Varandas passará dos atuais 300 mil para 356 mil euros. A componente variável completa o montante global previsto de 890 mil euros para o próximo exercício, ficando a concretização do valor dependente das condições estabelecidas para a remuneração.
Também Francisco Salgado Zenha e André Bernardo terão alterações na componente fixa da remuneração. Os dois administradores executivos receberam 586,125 mil euros brutos em 2025/26, sendo 225 mil euros relativos ao salário fixo e o restante correspondente ao prémio de desempenho. Para 2026/27, a proposta prevê que o vencimento fixo de cada um passe para 267 mil euros.